quarta-feira, 20 de maio de 2009

30YOWOBHM: Skitzofrenik

Poucos movimentos musicais que eu conheço tiveram proporcionalmente tantas bandas com potencial e que ficaram absolutamente esquecidas na história como a new wave of British heavy metal. O fato é que, na virada dos anos 70 pros 80, o metal ainda não era um fenômeno real como veio a ser depois de o movimento inglês surgir e inspirar uma nova geração a formar novas bandas e levar o gênero a novos lugares.

Por outro lado, é óbvio que nem toda banda de NWOBHM merece ser ouvida ou sofreu de uma séria injustiça ao ter sua memória relegada a sites obscuros especializados na internet. De certa forma, eu posso até dizer que venho dando sorte na minha busca por grupos pra fazer posts aqui no blog. Claro que entre as bandas sobre as quais eu já escrevi estão alguns dos grandes clássicos, o que diminui a chance de uma decepção, mas mesmo entre as bandas obscuras eu tenho encontrado gratas surpresas. Ou seja, ou eu ando acertando por acaso nas escolhas ou eu já gostava pracaralho de NWOBHM e não sabia!

Mas agora isso tudo acabou! Senhoras e senhores, com vocês a primeira banda horrorosa da nova onda de metal britânico que eu encontrei: o Skitzofrenik!

(essa porra é tão obscura que eu nem sei mais como é que eu fui ler sobre eles afim de procurar o único disco dos caras, baixá-lo e ouvir, mas tudo bem)

Enfim, tudo o que eu pude saber a respeito do Skitzofrenik é que ele foi formado em 1978 não se sabe exatamente por quem. De acordo com o que eu pude averiguar, a banda, em um certo momento, contou com a seguinte formação: Billy Westmoreland (vocal), Mike "Muski" Muskett (guitarra), Mick Howard (baixo), Ian Fleetham (bateria) e Steve "Cabbage" McCabe (teclado). E até onde eu sei, nenhum deles esteve em alguma outra banda. Ainda bem.

O que se sabe é que em 1981 os caras conseguiram gravar seu primeiro (e que também veio a ser o último) disco: o single USA.

Tudo bem, vamos lá, com alguma bondade no coração em um dia ensolarado e que você conheceu a mulher da sua vida até dá pra deixar a música do lado A passar. Ok, é um hard rockzinho safado, fraquinho, sem inspiração e tal... mas tudo bem. Não é a pior coisa do universo. Agora, quando você vira a bolachinha pro lado B (ou dá play na segunda faixa no seu mp3), meu amigo, a coisa desanda. A baladinha Lonely road é uma das piores músicas que eu ouvi nos últimos tempos, carregada por um tecladinho horrendo e vocais que tentam ser dramáticos, mas que conseguem, na melhor das hipóteses, ser apenas irritantes. Deus me livre de ter que ouvir isso de novo.

Bom, a banda ainda quis mostrar um louvável espírito de luta depois de provavelmente ter sido espinafrada na época (não dá nem pra achar comentários sobre os discos dos caras na internet!), participando, com duas músicas, da coletânea Roxcalibur, em 1982 (cuja banda mais famosa foi o Satan, do último post da série).

No youtube dá pra conferir uma delas, Exodus, que pelo menos consegue ser menos ruim do que as duas do single (apesar de ter o pior elemento da banda, o teclado de péssimo gosto, com força total). Mas nada que fosse bom o suficiente pra me fazer baixar a compilação afim de ouvir a outra faixa (chamada Keep right on) ou de repensar minha opinião sobre o grupo inglês.

Depois do provável insucesso com as duas novas músicas, o Skitzofrenik desistiu da vida de rockstars, ou pelo menos essa é a conclusão a que eu cheguei ao não encontrar mais nenhuma informação sobre os caras. O que provavelmente foi para o bem.

É... nessas horas é que a gente vê que a internet também tem seus deméritos, tipo manter viva a memória de uma banda ruinzinha como essa e que (quase) ninguém vai ter interesse em ouvir. Graças ao senhor, o Skitzofrenik ficou relegado ao esquecimento 99.93% absoluto na história do metal, largado nos cantos empoeirados da memória de quem viveu aqueles tempos.

Mas realmente o nível de obscuridade dos caras é impressionante... não consegui achar nem uma fotinha da banda pra colocar no meu post!

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