Enfim, o fato é que eu demorei um pouco pra pegar o jeito de ouvir porradarias cruzonas de death e black. Falando mais especificamente de death metal, eu tive uma passagem pelo Morbid Angel até chegar na banda que finalmente me converteu pro death: o Vader. Além de me abrir os horizontes do subgênero, a descoberta da banda de Peter, Doc e cia. me revelou a existência de uma cena musical pra mim antes impensável: o death metal polonês. E foi assim que, depois de me aprofundar na discografia do Vader eu descobri e me empolguei com o Decapitated e o Dias Irae. O próximo passo, naturalmente, seria o Behemoth.
Liderado pelo simpático Nergal, o Behemoth começou no início dos anos 90 como um grupo de black metal e foi se aproximando do death com o passar do tempo. E foi depois dessa transformação que eles se consolidaram como uma das bandas polonesas de metal mais importantes do novo milênio.
Só que, por algum motivo, eu nunca consegui realmente gostar dos discos do Behemoth. Cheguei a ouvir inteiros pelo menos três álbuns (Zos kia cultus, Demigod e The apostasy), mas sempre ficava meio indiferente a eles. Talvez 'indiferente' não seja a melhor das palavras, porque o som dos caras é pesadão, metal pracaralho e honesto, então eu acabei desenvolvendo um sentimento de respeito e até uma certa admiração pela trajetória da banda (tanto que eu insisti bastante na tentativa de gostar deles). Mas gostar mesmo assim de comprar CD, querer ver show e ficar ouvindo direto? Aí já é demais.
Isso tudo pra dizer que esse ano sai mais um disco de estúdio do Behemoth, chamado Evangelion (nada a ver com desenho japonês, espero). Não sei se vai ser dessa vez que os caras vão conseguir me converter... mas pelo menos a capa do disco é bem irada.
Mesmo sendo pouco conhecedor da banda, é evidente que a natureza anticristã da banda continua firme e forte (já destacada anteriormente em músicas como Christgrinding avenue, Antichristian phenomenon e Christians to the lions).Em tradução livre, nas palavras do nosso amigo Nergal:
"A imagem é da Grande Meretriz da Babilônia [NT: porra, vamos parar de hipocrisia, é Puta da Babilônia mesmo e não se fala mais nisso!] cavalgando a besta de sete cabeças. Os santos se curvam perante ela em adoração enquanto as tábuas dos Dez Mandamentos estão quebradas aos seus pés. Ela representa nossa visão e a interpretação da parábola do Novo Testamento onde a Puta da Babilônia é um símbolo de rebelião e resistência contra Deus. Eu sou fascinado por histórias cujas fontes vêm da Bíblia e nós já usamos simbolismos bíblicas, combinados com a minha experiência e percepção, nas letras e capas de outros discos do Behemoth".
(maiúsculas do texto original)
Bem autoexplicativo, não? Eu só queria saber porque o sol tá gritando e a lua tá boladona da vida e desanimada. Vai saber...
Evangelion sai dia 7 de agosto.

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