terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sessão dessa pra melhor: Mike Alexander

No meio da atual onda do neothrasholdschool, que vem apresentando uma quantidade esdrúxula de novas bandas a cada dia em todos os cantos do mundo (outro dia descobri uma fodaça do Paraguai! The Force!), um dos grupos que se destacou mais claramente desde o início da formação do 'movimento' foi o inglês Evile.

Os caras começaram a carreira no início dos anos 2000 com o nome de Metal Militia, que já denunciava a proposta da banda: tocar covers do Metallica. Depois de partirem para composições próprias, mudaram de nome e gravaram dois EPs (All hallows eve e Hell demo) com uma boa resposta no underground. Em 2007, os caras tiraram a sorte grande, sendo contratados pela gravadora Earache.

Logo em seguida saiu o debu Enter the grave, que colocou a banda bem no meio do turbilhão da nova safra de thrash. Eu confesso que, apesar da excelente acolhida que o ábum teve com fãs e críticos, não acho o CD nada de mais não - é só um thrash a la Bay Area muito bem gravado e tocado, mas sem causar nenhuma grande euforia.

A idolatria a Hetfield, Ulrich etc. se confirmava não só no estilão das músicas (a faixa-título é puro Metallica dos primeiros tempos), mas também pela presença de Flemming Rasmussen na produção. No lado positivo, há de se destacar que os caras escreveram um dos maiores hinos do neothrash até aqui, a fabulosa Thrasher, que certamente tem alguma porcentagem de inspiração na lendária Bonded by blood do Exodus.

Pois acabou de sair o segundo álbum da banda, Infected nations, com recepção um pouco mais cautelosa por parte dos fãs (eu ainda não ouvi direito e não posso tecer grandes comentários), mas ainda assim colocando o Evile novamente sob os holofotes thrash. E, duas semanas depois, no meio da turnê europeia ao lado do Amon Amarth, morreu subitamente, aos 32 anos, o baixista Mike Alexander.

(hora de começar a ouvir Infected nations em homenagem ao rapaz!)

Puta sacanagem. Não só pelo fato de o cara morrer quando estava experimentando um sucesso razoável no concorrido mundo do metal, mas também pelo fato de ser um músico de metal negão, o que não é assim lá muito comum.

(e não dá pra falar muito sobre o talento do cara como baixista, porque, como acontece em 99% das bandas de thrash, você praticamente não ouve o baixo nas músicas do Evile)

Irônica também a semelhança com a história dos ídolos dos caras, já que o Metallica perdeu seu genial baixista Cliff Burton quando solificava seu posto de banda grande no metal na turnê do perfeito Master of puppets.

Quem sabe os dois não se esbarram por aí e fazem umas jams com os bons e velhos clássicos do thrash oitentista...

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