<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786</id><updated>2011-11-09T00:06:15.198-02:00</updated><category term='metal e videogames'/><category term='música irada'/><category term='shows'/><category term='novo metal'/><category term='capa irada'/><category term='dessa pra melhor'/><category term='nas telas'/><category term='uma noite com...'/><category term='30yowobhm'/><category term='roadie review'/><title type='text'>The son of rage and love</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>126</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3226404129082588871</id><published>2011-04-05T17:36:00.008-03:00</published><updated>2011-04-05T18:24:39.732-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dessa pra melhor'/><title type='text'>Sessão dessa pra melhor: Scott Columbus</title><content type='html'>Porra, o &lt;strong&gt;Scott Columbus&lt;/strong&gt; morreu! Se isso tivesse acontecido há uns anos, eu teria ficado realmente bolado. Quer dizer, eu fiquei triste, pô, ele tinha um senhor bigode. Faltam no mundo de hoje bigodes tão sem-vergonha quanto aquele cultivado pelo homenageado desse post. Viveríamos em um mundo melhor se assim fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 269px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592211225509729602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4SuiaFodybE/TZuGexV1lUI/AAAAAAAAA2c/NFtbNrjOKhU/s320/Scott%2BColumbus%2B3.JPG" /&gt;Vamos ser sinceros: o cara nunca foi um baterista genial. Claro que o &lt;strong&gt;Joey DeMaio&lt;/strong&gt; gostava de falar que ele era o melhor baterista de todos os tempos (de todos os tempos), mas, porra, o &lt;strong&gt;DeMaio&lt;/strong&gt; fala que tudo do &lt;strong&gt;Manowar &lt;/strong&gt;é melhor do que todas as outras coisas do universo, quer a comparação faça sentido ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; DISPLAY: block; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592204266440258338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-NiJkn-iaZJs/TZuAJsyYcyI/AAAAAAAAA10/jhNYlF4MW68/s320/Capa%2Brid%25C3%25ADcula.jpg" /&gt;Tá certo, no início até que ele mandava bem. O sujeito entrou na banda no segundo disco, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/manowar/into_glory_ride/"&gt;Into glory ride&lt;/a&gt;, aquele mesmo com a capa mais escrota de todos os tempos. Num sentido estritamente baterístico, esse deve ser o melhor álbum da banda – tem umas faixas em que ele realmente se sobressai (na &lt;em&gt;Gates of Valhalla&lt;/em&gt;, por exemplo, ele exibe uma desenvoltura que nunca repetiu nos trabalhos subsequentes). O &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/manowar/sign_of_the_hammer/"&gt;Sign of the hammer&lt;/a&gt; também tem uns bons momentos; na &lt;em&gt;Mountains&lt;/em&gt;, por exemplo, ele faz umas coisas interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que o maluco se acomodou, provavelmente pelo fato de ter o bigode mais irado de todo o mundo do metal, e aos poucos foi se tornando um dos bateristas mais burocráticos e sem imaginação que já se ouviu. Já li umas vezes que isso era mais um resultado da proposta mais simplista que o &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt; adotou a partir do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/manowar/fighting_the_world/"&gt;Fighting the world&lt;/a&gt; do que por vontade dele – o que é bem possível, já que quem manda naquela porra é o &lt;strong&gt;Joey DeMaio&lt;/strong&gt; e não se fala mais nisso – mas a impressão que dava era de que qualquer baterista podia tocar aquele tum-tá-tum-tá sem graça que ele fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592211045374316914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-5IIWxhiqSsI/TZuGUSSNUXI/AAAAAAAAA2U/6eggbzc2M9c/s320/Scott%2BColumbus%2B4.JPG" /&gt;O mais bizarro é que ele conseguiu ficar mais burocrático ainda depois de sair e voltar da banda (no &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/manowar/the_triumph_of_steel/"&gt;The triumph of steel&lt;/a&gt; ele foi substituído pelo grosseiro – mas igualmente sem criatividade – &lt;strong&gt;Rhino&lt;/strong&gt;, retornando no &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/manowar/louder_than_hell/"&gt;Louder than hell&lt;/a&gt;). Nos últimos CDs, parecia que o maluco tinha perdido completamente a vontade de tocar qualquer coisa diferente daquele 4x4 mais sem graça que você consegue imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então qual é a explicação pro cara ter ficado tanto tempo na banda? Além do bigode, claro. Tudo bem, o &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt; pode ser ridículo, mas é uma banda relativamente grande. O que dizem é que o cara era gente boa, tranquilão, o mais normalzinho e pé-no-chão da banda – tá certo que não precisa ser muito normal pra parecer normal perto do &lt;strong&gt;Joey DeMaio&lt;/strong&gt;. Digamos que ele era tipo um &lt;strong&gt;Ringo Starr&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt;, se vocês me permitirem a ousadia que comparar (mesmo que indiretamente) os reis do metal com os &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592210883952528770" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Um3cqKx8DnY/TZuGK48QTYI/AAAAAAAAA2M/1vTXUJ2Q3_k/s320/Manowar%2B2.jpg" /&gt;Fiquemos nós satisfeitos ou não com essa explicação meio esfarrapada, o fato é que o &lt;strong&gt;Scott Columbus&lt;/strong&gt; era ingrediente essencial do &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt; no imaginário da galera. Como pensar na banda, nas suas poses ridículas, naquelas fotos dos malucos de pantufa e roupinhas de couro etc. sem visualizar logo um bigodão avantajado e corajoso estampando a cara daquele maluco metido a viking mal encarado? Não dá, né? Pro bem ou pro mal, ele era parte do &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt; – deve ser meio estranho ver os shows atuais dos caras, com o baterista original, &lt;strong&gt;Donnie Hamzik&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque nosso amigão &lt;strong&gt;Columbus&lt;/strong&gt; tinha picado a mula da banda em 2008. Talvez ele estivesse de saco cheio de fazer tum-tá-tum-tá-tum-tá por tanto tempo. Ou de repente não aguentou mais ouvir o mesmo discurso picareta pró-metal do &lt;strong&gt;Joey DeMaio&lt;/strong&gt; noite após noite, durante anos. Eu também surtaria, chutava a bateria pra longe e ficava em casa com a esposa bebendo cerveja. Todo mundo tem um limite, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o fato é que não temos mais &lt;strong&gt;Scott Columbus&lt;/strong&gt; (e seu bigode) entre nós. E isso é motivo de grande tristeza. Pelo menos ele deve estar em Valhalla enchendo o bandulho de cerveja viking e usando seu bigode sedutor pra dar uns pegas em umas valquírias. Pelo menos é nisso que eu gosto de acreditar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592210682171180930" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-3gWEzZqKKxQ/TZuF_JP1R4I/AAAAAAAAA2E/FArVJuSbBhM/s320/Scott%2BColumbus%2Be%2BDio.JPG" /&gt;(Será que o &lt;strong&gt;Dio&lt;/strong&gt; também foi pra Valhalla? Ele não era metido a viking, era? Acho que o &lt;strong&gt;Dio&lt;/strong&gt; era mais metido a elfo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, sabem o que me deixou bolado de verdade? Hoje mais cedo, o &lt;strong&gt;Scott Columbus&lt;/strong&gt; tava na primeira página do &lt;a href="http://www.globo.com/"&gt;Globo.com&lt;/a&gt;! Cara, entrar no &lt;a href="http://www.globo.com/"&gt;Globo.com&lt;/a&gt; e ver a cara do maluco e seu inapelável bigode em toda a sua glória estampados na primeira página foi muito maneiro! Não é possível que o &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt; tenha ficado tão popular assim. Porra, mas que falta de assunto preocupante, hein...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 182px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592205284096081202" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-VAui3NqO0WQ/TZuBE72b_TI/AAAAAAAAA18/esdgySJwEHU/s320/Scott%2BColumbus.JPG" /&gt; (&lt;strong&gt;Scott Columbus&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Monarco&lt;/strong&gt;... dois caras fodas por motivos completamente diferentes e que eu nunca imaginei que ia ver 'juntos')&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu &lt;strong&gt;Scott&lt;/strong&gt;! Piadas à parte, você tocou em dois dos shows mais perfeitos que eu já fui! Foda-se tudo, você era foda! Divirta-se por mim em Valhalla! Beberei uma cerveja em homenagem a você mais tarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: terá sido esse o post com maior incidência da palavra ‘bigode’ (e variações) de todos os tempos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3226404129082588871?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3226404129082588871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3226404129082588871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3226404129082588871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3226404129082588871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2011/04/sessao-dessa-pra-melhor-scott-columbus.html' title='Sessão dessa pra melhor: Scott Columbus'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4SuiaFodybE/TZuGexV1lUI/AAAAAAAAA2c/NFtbNrjOKhU/s72-c/Scott%2BColumbus%2B3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-4800402170523648679</id><published>2011-03-15T01:38:00.006-03:00</published><updated>2011-03-15T14:46:25.765-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música irada'/><title type='text'>Música para a madrugada</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="270"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/l4LCrEgfui4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/l4LCrEgfui4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="270"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-4800402170523648679?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/4800402170523648679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=4800402170523648679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4800402170523648679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4800402170523648679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2011/03/musica-para-madrugada.html' title='Música para a madrugada'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-5213813501888541222</id><published>2010-10-22T16:23:00.007-02:00</published><updated>2010-10-22T19:49:01.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uma noite com...'/><title type='text'>Uma noite com o novo do Helloween</title><content type='html'>Cacete, esse blog tá parado há muito tempo. Deus me livre. Então vamos aproveitar um hiato providencial aqui nas atividades sérias e louváveis do trabalho assalariado pra escrever besteiras sobre o mundo do metal! Pra minha sorte, os alemães do &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt; me deram a desculpa perfeita pra parar de fazer o que eu deveria continuar fazendo e perder meu tempo com bobagens: a banda colocou o novo disco inteiro &lt;a href="http://www.myspace.com/helloween"&gt;no myspace&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra encher linguiça, vamos fazer uma ambientação, a título de introito explicativo: até onde eu sei, o último disco do &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/gambling_with_the_devil/"&gt;Gambling with the devil&lt;/a&gt;, foi um sucesso considerável entre os fãs de power metal. Pra mim, é só um disco legal, resultado de uma tentativa de resgatar os tempos mais "pesados" da era &lt;strong&gt;Andi Deris&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/better_than_raw/"&gt;Better than raw&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/the_dark_ride/"&gt;The dark ride&lt;/a&gt;), mas certamente melhor do que os CDs anteriores (em particular o picaretaço &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/keeper_of_the_seven_keys__the_legacy/"&gt;Keeper III&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos ver agora se os caras decidiram apostar de vez no lado mais pesado do seu som ou se mudaram alguma coisa... com vocês, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/7_sinners/"&gt;7 sinners&lt;/a&gt; (ou melhor, meus comentários instantâneos a respeito dele)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; DISPLAY: block; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530989639726840578" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TMIFxdxIuwI/AAAAAAAAA0Q/ZVUsjXClZdA/s320/7+pecadores.jpg" /&gt;Faixa 1: &lt;em&gt;Where the sinners go&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Um riffzinho meio groove, pesado abre o disco... acho que a pergunta sobre o direcionamento musical acaba de ser respondida.&lt;br /&gt;- É... isso remete ao &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/the_dark_ride/"&gt;The dark ride&lt;/a&gt; mesmo. Pena que eu não sou muito fã daquele disco.&lt;br /&gt;- Pô, não acredito que isso que eu acabei de ouvir é o refrão da música. Que coisa mais sem graça. Isso me lembrou de quando o &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt; resolveu parecer malvado e muderno (caso você esteja se perguntando, também não funcionou muito bem com eles não).&lt;br /&gt;- Caraca, há quanto tempo o &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt; não abria um disco com uma música mais cadenciada? Se é que eles já fizeram isso alguma vez...&lt;br /&gt;- Só pra sacanear meu comentário acima, a parte do solo é mais animadinha. Mas dura pouco.&lt;br /&gt;- Bom, dá pra imaginar neguinho cantando e batendo cabeça num show, o que não é o pior dos cenários. Mas a música é meio fraquinha. Só a parte do 'sinner! sinner! sinner!' (sim, descaradamente roubada de &lt;em&gt;Sinner&lt;/em&gt;, do &lt;strong&gt;Judas Priest&lt;/strong&gt; - eles provavelmente vão dizer que é uma 'homenagem' ou coisa do gênero) dá um tchanzinho mais legal pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 2: &lt;em&gt;Are you metal?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Esse é o primeiro single do CD. Vamos ver se ele é mais alegre.&lt;br /&gt;- Respondendo a minha própria pergunta: não.&lt;br /&gt;- Cara, essa música tem uns tecladinhos exagerados que rivalizam com o mau gosto de um &lt;strong&gt;Children of Bodom&lt;/strong&gt; da vida. Que papelão.&lt;br /&gt;- Caralho, o refrão é de uma profundidade incrível: 'Are you metal? Are you metal? Are you? Are you? Are you metal? Heavy metal? Are you?' Sensacional. Quer dizer, uma merda. Bom, pelo menos tem bumbo duplo no refrão.&lt;br /&gt;- Ah não... o &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt; chegou ao cúmulo de copiar o 'power metal extremo' do &lt;strong&gt;Dragonforce&lt;/strong&gt; com aquele blast beat do Paraguai. Tá de sacanagem com a minha cara! Será que eles ficaram com inveja e agora querem aparecer no novo &lt;em&gt;Guitar hero&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;- Pô, fraquinha essa música... pra single então, nem se fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 3: &lt;em&gt;Who is Mr. Madman?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Falando em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/the_dark_ride/"&gt;The dark ride&lt;/a&gt;, o nome dessa música me lembrou automaticamente da grande &lt;em&gt;Mr. Torture&lt;/em&gt;. Será?&lt;br /&gt;- Opa! Bumbo duplo! Mas o riff ainda é meio modernoso.&lt;br /&gt;- Cara, riff stop-start. Um monte de tecladinhos safados. O que aconteceu com você, &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt;? Essa porra tá tão modernosa que me lembrou o &lt;strong&gt;In Flames&lt;/strong&gt; muderno.&lt;br /&gt;- Ah, finalmente um bridge/refrão maneiro. Essa é a melhor até agora (mesmo sendo muderninha), dá pra empolgar. Dá até pra fazer uma rodinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 4: &lt;em&gt;Raise the noise&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Primeira faixa que já começa mais com cara de &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt; mesmo. Agora vamos ver se presta.&lt;br /&gt;- Pô, dois minutos de música e eu ainda não fiz nenhum comentário. Deve ter alguma coisa errada comigo. Ou com essa faixa.&lt;br /&gt;- Ela é legal, mas pô, meio nada-de-mais. O refrão é bacana. Mas não é assim-assim.&lt;br /&gt;Pelo menos é melhor do que as duas primeiras. Boa &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;- Que merda de solinho é esse? Flauta? Hahahahahaha. Ganharam pontos com esse solinho de flauta meio whatthefuck... caralho! E a coisa ainda fica melhor! Flauta dobrada com guitarra! Ó deus.&lt;br /&gt;- Pô, sensacional. Fui conquistado por uma merda de um solinho de flauta (dobrado com guitarra não há quem resista). O disco está subindo no meu conceito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 5: &lt;em&gt;World of fantasy&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Tô começando a achar que aquele começo mais pesadão era fachada. Tudo bem, o disco até tem uma produção mais pesada, mas voltaram com força total as musiquinhas felizes do &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt;. O que, no caso, é uma coisa boa.&lt;br /&gt;- Aliás, isso é muito nome de musiquinha feliz a la &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt;. Metal de auto-ajuda forever!&lt;br /&gt;- E não é que ela faz jus ao nome? Porra, dá vontade de sair cantando o refrão. Bem bacana!&lt;br /&gt;- Essa não tem flauta-dobrada-com-guitarra, mas tem guitarrinhas felizes dobradas, o que já é suficiente!&lt;br /&gt;- Ahhhhh... essa coisa de subir o tom no último refrão é muito manjada! Porra! Mas tudo bem, a música é boa, esse disco tá indo por um bom caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 6: &lt;em&gt;Long live the king&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Nossa senhora, pros padrões da banda, isso aqui é quase metal extremo. Meio thrash o riff de abertura. Pena que depois cai num outro riff meio sem graça.&lt;br /&gt;- Aliás, a melodia do vocal também é bem sem graça.&lt;br /&gt;- E que merda de refrão é esse: 'Long live the kiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiing!' Porra, eu sempre soube que letra de metal era uma piada de mau gosto, mas também não precisava apelar.&lt;br /&gt;- Essa parte dos agudinhos do &lt;strong&gt;Andi Deris&lt;/strong&gt; é meio esquisitona. Sei lá, eu nunca engoli os agudinhos do &lt;strong&gt;Andi Deris&lt;/strong&gt;. Ele se sai melhor naquele vocalzinho tradicional meio hard rock dele.&lt;br /&gt;- Pena que desperdiçaram um riff quase-thrash bacana em uma música meio chumbrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 7: &lt;em&gt;The smile upon the sun&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Aiaiai... o começo dessa música indica uma baladinha-pesada de &lt;strong&gt;Andi Deris&lt;/strong&gt;. E elas não costumam ser lá grandes coisas.&lt;br /&gt;- Poizé. Quem já ouviu uma ouviu todas. Tipo &lt;em&gt;If I could fly&lt;/em&gt; (existe hit mais inexplicável do que esse?) ou &lt;em&gt;As long as I fall&lt;/em&gt;. O pior é que eles sempre metem essas porras nos setlists pra dar aquele 'respiro'. Foi mal, mas eu não preciso de respiro em show de power metal.&lt;br /&gt;- Acabou. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 8: &lt;em&gt;You stupid mankind&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Riffzinho grooveado. Ai, porra, mais tecladinhos sem-noção tipo &lt;strong&gt;Bodom&lt;/strong&gt;. Pra que aqueles finlandeses fanfarrões foram inventar essa merda? E, pior!, pra que que o &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt; foi se meter a imitar isso?&lt;br /&gt;- É, estamos de volta ao lado 'malvado' do disco. Banda de power metal devia ser multada quando fica querendo parecer malvada. É constrangedor pra eles e pra mim também.&lt;br /&gt;- Pô, &lt;strong&gt;Andi Deris&lt;/strong&gt; fazendo vocal pseudo-agressivo (meio Gollum... hahaha) é sacanagem com minha cara feia.&lt;br /&gt;- O solo dessa música é maneiro. Será que é &lt;strong&gt;Weikath&lt;/strong&gt; ou aquele cara ex-&lt;strong&gt;Freedom Call&lt;/strong&gt; (qual é o nome mesmo dele...?), ah! &lt;strong&gt;Sacha Gerstner&lt;/strong&gt;! Bom, de qualquer jeito o solo é maneiro. E provavelmente a única coisa que presta dessa faixa inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 9: &lt;em&gt;If a mountain could talk&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Pô, essa música tem quase sete minutos. Será que vai prestar...?&lt;br /&gt;- Começou interessante... riff de metal tradicional agitado e tecladinho sem ser sem-noção. Ainda há esperanças para a humanidade!&lt;br /&gt;- Não &lt;strong&gt;Andi Deris&lt;/strong&gt;, colocar efeitos na sua voz não vai fazer com que ela preste. Foi mal pela sinceridade.&lt;br /&gt;- O refrão não é lá grandes coisas, mas é ok. A estrutura da música é bacana e tem um instrumental bacana. Já tá melhor do que eu esperava.&lt;br /&gt;- Tem umas coisas que o &lt;strong&gt;Weikath&lt;/strong&gt; faz com a guitarra que faz com que qualquer música soe como &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt;. Como esse solinho que eu estou ouvindo agora. É por isso que, mesmo com aquela cara de pastel dele, aquele cigarrinho apagado nos shows e aquela cartola ridícula, ele ainda é 'o cara' da banda.&lt;br /&gt;- Boa música! Ponto pra vocês, &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 10: &lt;em&gt;The sage, the fool, the sinner&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Riff pesadão, mas agitado. Não sei porque, mas me deu a impressão de já ter ouvido antes. Talvez nesse próprio disco.&lt;br /&gt;- É engraçado que o riff dessa música é pesadão, mas as melodias vocais são bem felizes e o refrão é meio metido a 'vamos cantar, gente!' Mas sei lá, até agora ela não me pegou não.&lt;br /&gt;- Achando essa meio basicona. Mas com um pressentimento de que podem tocar isso ao vivo (acho que pelo refrão fácil de cantar).&lt;br /&gt;- É, vou ficar com o 'meio basicona' mesmo.&lt;br /&gt;- Esses efeitos sonoros do final são bem cafonas, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 11: &lt;em&gt;My sacrifice&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Tecladinho safado ataca novamente! E efeitos 'eletrônicos'! Nossa, o &lt;strong&gt;Helloween&lt;/strong&gt; está mesmo muito muderno!&lt;br /&gt;- Pô, mas até que esse início da música é legal.&lt;br /&gt;- Ah não... porra, ninguém avisou ainda esses caras de que eles não sabem fazer refrão dramático? A coisa tava caminhando bem até a tentativa (mal sucedida) do refrão dramático.&lt;br /&gt;- Tem uma bateria quebrada no bridge que é legal. Pena que ele nos leva até o refrão caído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 12: &lt;em&gt;Not yet today&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Ah não... interlúdio viajante com &lt;strong&gt;Andi Deris&lt;/strong&gt; cantando bêbado no chuveiro é demais. Vem cá, pra que que banda de metal insiste em fazer interludiozinho sem propósito? Uma merda dessas funcionar é mais raro do que achar 50 reais no chão da Presidente Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 13: &lt;em&gt;Far in the future&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Esse é o 'épico obrigatório' do disco. O riff grandioso do início não me deixa mentir.&lt;br /&gt;- Rola uma cavalgada semi-thrash aqui. Vamos ver no que isso dá.&lt;br /&gt;- Cara, esse CD tem muito teclado picareta! Pô, não rola. Tá demais, minha gente.&lt;br /&gt;- Tô achando isso aqui muito forçado. Sabe quando nego mistura um monte de coisas nada a ver na mesma faixa pra ver se cola como 'progressivo' ou 'épico'? Poizé.&lt;br /&gt;- É, sei lá. Meio nada a ver essa última faixa. Mas tudo bem né, todo mundo já sabe que tem que ter pelo menos um épico metido a besta a cada disco de power metal, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava achando que esse disco ia seguir uma tendência mais pesada do que o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/gambling_with_the_devil/"&gt;Gambling with the devil&lt;/a&gt; (mais ou menos como foi o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/the_dark_ride/"&gt;The dark ride&lt;/a&gt; depois do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/better_than_raw/"&gt;Better than raw&lt;/a&gt;), mas na verdade ele tenta é ser mais moderninho do que o anterior. Eu sinceramente achei que os caras deram uma exagerada, especialmente nos tecladinhos descarados e também em alguns momentos do tipo 'queremos ser malvados'. Esse lance de ser malvado é um grande mal do power metal contemporâneo. Fica todo mundo pagando mico com essa porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sei lá. O disco tem seus momentos, mesmo em algumas faixas mais mudernas. Pelo menos os caras não tão (re)gravando as mesmas músicas de sempre né, o que já é um alento. Não me parece ser nenhuma grande obra relevante na discografia da banda, mas pelo menos não faz vergonha como outras bandas grandes por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/helloween/7_sinners/"&gt;7 sinners&lt;/a&gt; sai dia 9 de novembro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-5213813501888541222?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/5213813501888541222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=5213813501888541222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5213813501888541222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5213813501888541222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/10/uma-noite-com-o-novo-do-helloween.html' title='Uma noite com o novo do Helloween'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TMIFxdxIuwI/AAAAAAAAA0Q/ZVUsjXClZdA/s72-c/7+pecadores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-4374939046180377343</id><published>2010-06-04T13:42:00.003-03:00</published><updated>2010-06-04T14:52:11.780-03:00</updated><title type='text'>Dia internacional do SLAAAYYYEEERRR!</title><content type='html'>Que o heavy metal é cheio de coisas idiotas, acho que todo mundo já tá careca de saber. Alias, são muitas dessas coisas idiotas que fazem o metal ser tão sensacional. Lembro que um tempo atrás tinha uma galera que queria oficializar o heavy metal como religão ou coisa parecida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, hoje eu descobri um movimento que exige a criação de um feriado para o heavy metal no dia 6 de junho: o dia internacional do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TAk8P1sO2bI/AAAAAAAAAzI/-hshWymT4-w/s1600/Logo+Slayer.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 274px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TAk8P1sO2bI/AAAAAAAAAzI/-hshWymT4-w/s320/Logo+Slayer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478976664481225138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A coisa toda começou há quatro anos, em 2006 (06/06/06, saca?) como uma espécie de ataque ao 'dia nacional da oração' nos Estados Unidos (national day of prayer pra eles), que é comemorado em toda primeira quinta-feira de junho. Se o 666 foi coincidência ou não, o fato é que a coisa deve ter pegado, já que foi convocada mais uma celebração do dia do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; pelos fãs e pela banda através da internet!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(como é que eu não soube dessa porra antes?!?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal celebração se dá através do que os seguidores do movimento chamam de 'slay-outs', que consistem simplesmente em ouvir músicas do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; o mais alto que você puder, de preferência em lugares públicos. Tipo na rua, em casa ou no trabalho (tá, esse ano isso fica meio difícil, já que cai no domingo, mas esse é o espírito da coisa). E tem que ser alto, porra! Ouvir &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer &lt;/span&gt;com fone de ouvido é considerado como uma ofensa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só acho que deveriam adicionar como obrigação que, ao acordar, o discípulo do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer &lt;/span&gt;coloque sua cabeça pra fora de janela e grite com seu melhor vocal gutural: SLAAAYYYEEERRRR!!! Seria tipo a oração, o mantra, o grito de guerra da parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guitarrista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kerry King&lt;/span&gt; comentou sobre a iniciativa (em tradução livre): "O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; deveria ter um feriado nacional - já existem feriados idiotas o bastante por aí, então porque não ter um nosso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pensando desse jeito, até que faz sentido... o fato é que ouvirei &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; em alto e bom som no domingo! Quem puder faça o mesmo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-4374939046180377343?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/4374939046180377343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=4374939046180377343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4374939046180377343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4374939046180377343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/06/dia-internacional-do-slaaayyyeeerrr.html' title='Dia internacional do SLAAAYYYEEERRR!'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TAk8P1sO2bI/AAAAAAAAAzI/-hshWymT4-w/s72-c/Logo+Slayer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-1141003261353691406</id><published>2010-06-01T15:05:00.005-03:00</published><updated>2010-06-01T16:19:04.057-03:00</updated><title type='text'>Show de metal... no cinema?</title><content type='html'>Uns meses atrás, foi anunciado o show que era sonho de consumo de grande parte da comunidade headbanger internacional: a primeira apresentação conjunta do chamado 'big four' do thrash. Ironicamente, o show não foi agendado para os Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha ou outras terras igualmente relevantes quando se fala de metal, mas na Bulgária!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anthrax &lt;/span&gt;subindo ao mesmo palco deve ter transformado a cidade de Sofia em improvável atração turística pra muita gente, que vai chegar lá na Bulgária só pra ver de perto como vai ser o tão esperado grande evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, há umas semanas foi divulgado que o  seria transmitido ao vivo via satélite pra salas de cinema em vários lugares do mundo. E agora está confirmado: o Brasil está na lista! Graças ao sensacional &lt;a href="http://www.moviemobz.com/"&gt;Moviemobz&lt;/a&gt;, o festival vai ser exibido por aqui em tempo real em salas de cinema com equipamento de projeção digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TAVbIXJx6PI/AAAAAAAAAy4/srOMU9KZ98w/s1600/Big+four.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 162px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TAVbIXJx6PI/AAAAAAAAAy4/srOMU9KZ98w/s320/Big+four.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477884720978192626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ãããã... só que eu não sei muito bem se eu fico feliz com isso ou se simplesmente ignoro a novidade e leio a próxima fofoca postada nos &lt;a href="http://whiplash.net/"&gt;whiplash&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.blabbermouth.net/"&gt;blabbermouth&lt;/a&gt; da vida. Tá bom, é legal saber que os brasileiros que quiserem ver o show vão ter o gostinho e tal (mesmo que seja à distância), mas será que a experiência vale a pena? Será que compensa ir até o cinema pra ver um show de metal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, eu fico pensando 'porra! vai ser a coisa mais irada do mundo! neguinho levantando das cadeiras e cantando as músicas na sala do cinema como nos tempos da chanchada' etc. e tal. Realmente, se isso acontecer, vai ser impagável. Isso me lembra quando o Odeon (sala de cinema mais irado do Rio, pra quem não conhece) passou os jogos da Copa de 2006. Eu fui ver dois jogos da seleção lá (4 a 1 no Japão e a derrota pra França nas quartas) e foi genial. A galera gritando, torcendo, comemorando gol, xingando jogador e juiz, era o mais próximo de estar na Alemanha que um brasileiro sem dinheiro e passaporte poderia conseguir. E o ingresso nem era muito caro, se não me falha a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, rola uma inevitável desconfiança. Primeiro, ver show ao vivo na TV ou gravado em DVD nunca teve muita graça pra mim. A menos que seja daquelas bandas que você nunca viu e nunca vai ter a oportunidade de ver na vida (o que obviamente não é o caso de nenhuma dessas quatro), pra mim é meio tempo jogado fora. Claro que, pra quem gosta desse tipo de coisa, já de cara parece ser algo que vale a pena conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, por mais que eu gostasse de acreditar no contrário, eu não acho que vai rolar algo de realmente surpreendente nesses shows. Tipo alguma jam inesperada, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dave Mustaine&lt;/span&gt; tocando com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;, a cabeçada toda no palco homenageando o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt; ou coisa do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TAVcGmg-KjI/AAAAAAAAAzA/7_s_Y7BhjHM/s1600/Hetfield+e+Mustaine.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TAVcGmg-KjI/AAAAAAAAAzA/7_s_Y7BhjHM/s320/Hetfield+e+Mustaine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477885790253886002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(mas também se neguinho reviver a época dessa foto no show vai ser por demais histórico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, a possibilidade até existe (é meio remota, mas existe), só que eu não acho que esses burros-velhos do metal tenham mais o espírito jovial e espontâneo pra pensar em dar esse gostinho pros fãs. Por isso, a coisa de ver 'ao vivo', no sentido de testemunhar o que acontece em outro canto do mundo com uma distância de tempo ridiculamente desprezível, perde um pouco da graça. Até porque cada um vai poder baixar isso da internet daqui a uns anos, ou comprar o blu-ray, o que for da sua preferência individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que me preocupa é o horário. Que horas será que vai começar essa porra? A diferença daqui pra Sofia deve ser o que... umas 7 horas? Mais? A que horas neguinho vai ter que chegar no cinema, nove da manhã? Meio difícil se empolgar pra fazer rodinha e urrar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Angel of death &lt;/span&gt;às 11 da manhã, depois de tomar café da manhã, mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, quanto tempo vai durar essa 'sessão'? São quatro shows, de bandas grandes... quanto tempo vai durar cada um? E a porra toda? Será que nego aguenta ficar, digamos, seis horas enfurnado dentro de uma sala cheio de nego feio e fedido até a última nota do show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;? Aliás, será que todo mundo fica até o show o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; ou vão embora depois do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; chamando o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lars&lt;/span&gt; de vendido, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kirk&lt;/span&gt; de viado e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;James&lt;/span&gt; de acabado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quanto será que vai custar o ingresso? Será que vai valer a pena? Eu fico pensando no quanto eu gastaria pra ver um show ao vivo no cinema. Porra, essa história toda tá me fazendo pensar demais, não tô acostumado com isso não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior é que, mesmo com todas essas questões, eu ainda fico na dúvida se eu iria nisso ou não. Por um lado, eu fico pensando que eu, como fã de metal que se preza, simplesmente tenho que ir nessa merda, pelo simples fato de que eu preciso ver se isso vai dar certo ou não. Por outro, não sei se eu tenho a disposição de gastar um dindin e horas e horas pra 'ir' num show via cinema. Sem contar que a chance de dar errado e a parada ser muito ridícula é enorme. Tá, eu sei que ser ridículo pode ser uma vantagem, então esquece essa parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, acho que a minha grande pergunta que não quer calar é 'será que essa porra passa no Rio?', porque eu não vou pra São Paulo ver show no cinema nem fudendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, acho que o sucesso ou o fracasso da parada está nas mãos do público. Se nego lotar a sala, se empolgar, agitar, cantar, subir nas cadeiras, fizer rodinha no saguão de entrada da sala e ouvir o bom e velho metal com empolgação, tá valendo. Se for pra ficar sentadinho vendo os shows, vai ser uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí... será que eu vou nessa merda ou fico em casa...?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-1141003261353691406?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/1141003261353691406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=1141003261353691406' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1141003261353691406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1141003261353691406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/06/show-de-metal-no-cinema.html' title='Show de metal... no cinema?'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/TAVbIXJx6PI/AAAAAAAAAy4/srOMU9KZ98w/s72-c/Big+four.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-1787175217146275343</id><published>2010-05-19T13:42:00.015-03:00</published><updated>2010-05-20T09:52:00.074-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dessa pra melhor'/><title type='text'>Sessão dessa pra melhor: Dio</title><content type='html'>Ok, eu sei que a notícia é velha, mas não dá pra deixar de comentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava viajando de férias quando parei em um cyber café e pensei 'deixa eu olhar as novidades do metal' e estava lá: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt; morreu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt;! O cara que imortalizou os chifrinhos do demo como símbolo-mor do metal, uma das vozes mais perfeitas da história do gênero, um dos frontmen mais feiosos e baixinhos de todos os tempos. Que vacilo federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QqYX9TBBI/AAAAAAAAAyE/FEzQpQaqBhw/s1600/Dio+5.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 279px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QqYX9TBBI/AAAAAAAAAyE/FEzQpQaqBhw/s320/Dio+5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473046045398336530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(além disso, como se pode ver acima, o cara um nerd de marca maior... ele é o grande fundador  do metal nerd!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que isso não tenha sido exatamente a grande surpresa do ano, já que o cara vinha enfrentando um câncer de estômago há uns meses (além disso, ele não era exatamente um rapaz na flor da idade, com seus 67 anos - o cara era mais velho que a minha mãe e cantava metal! quão foda é isso?). Claro que todo mundo tava torcendo pelo cara, mas não dá pra dizer que a morte dele tenha sido totalmente inesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim, o mais estranho da ida do cara pro além é que, mesmo que eu não possa dizer que eu tenha uma relação muito longa e/ou profunda com a música dele, eu não consegui deixar de ficar boladão e mandar emails/comentar na hora com quem estivesse online no gtalk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QpeYBCPOI/AAAAAAAAAx8/7zLNogEgX9k/s1600/Dio+3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QpeYBCPOI/AAAAAAAAAx8/7zLNogEgX9k/s320/Dio+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473045048981601506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(o cara era tão metal que, em vez de dar um tchauzinho, ele se despediu do mundo material com um moloch!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu comecei a ouvir rock pesado e metal, eu não era exatamente um fã das bandas mais antigas, tipo anos 70, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Black Sabbath&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Led Zeppelin&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deep Purple&lt;/span&gt; e essas porras (blasfêmia!). Na verdade, à exceção do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas&lt;/span&gt;, eu achava isso tudo meio chato - meu negócio era metalzão anos 80. Por isso, durante muitos anos eu nunca prestei muita atenção no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt;. Até hoje não dá pra dizer que eu conheça a carreira do maluco: nunca ouvi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elf&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rainbow&lt;/span&gt; só conheço umas três ou quatro músicas (heresia!) e só fui ouvir &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sabbath&lt;/span&gt; e a carreira solo do cara com calma recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro contato com ele foi ouvindo o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/dio/the_last_in_line/"&gt;The last in line&lt;/a&gt;, que aliás é um belo disco (e meu preferido da fase solo) - de cara, a tradicional dobradinha abertura-agitada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;We rock&lt;/span&gt; e mais-trabalhada-com-introdução-acústica faixa-título me cativaram. O pior é que, por incrível que possa parecer pra qualquer um com um mínimo de noção das coisas, na época a voz estupidamente foda do cara não me chamou muito a atenção! Vai entender. E quando meus amigos começaram a falar que o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/dio/holy_diver/"&gt;Holy diver&lt;/a&gt; era melhor que cerveja gelada eu ouvi, não achei nada de mais e esqueci o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt; de vez (isso eu credito em parte à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rainbow in the dark&lt;/span&gt;, que eu até hoje acho uma música meio mala e superestimada pracaceta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras, eu não fui a nenhum dos inúmeros shows que o cara fez aqui no Brasil (e no Rio!) ao longo desses anos. Quão idiota eu sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_Qr-sJIqpI/AAAAAAAAAyc/gAs_YnIiXrg/s1600/Dio+4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 258px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_Qr-sJIqpI/AAAAAAAAAyc/gAs_YnIiXrg/s320/Dio+4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473047803163355794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt; diz: você é um verdadeiro manézão!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me fez repensar minha posição desinteressada em relação ao baixinho mais emblemático do metal foi o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/"&gt;RYM&lt;/a&gt;: fui olhar umas recomendações de discos por lá e, de uma tacada só, tinha &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Black Sabbath&lt;/span&gt; na lista. E aí eu decidir dar início à longa (e, em alguns momentos, ingrata) missão de ouvir a discografia inteira das duas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_Qq3Y_cIFI/AAAAAAAAAyM/KRr-SwDWEfs/s1600/Black+Sabbath+com+Dio.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_Qq3Y_cIFI/AAAAAAAAAyM/KRr-SwDWEfs/s320/Black+Sabbath+com+Dio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473046578251702354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nessa viagem, ouvir o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/black_sabbath/heaven_and_hell/"&gt;Heaven and hell&lt;/a&gt; inteiro pela primeira vez foi uma verdadeira revelação. Caralho! Que CD estralhaçador de ideias adolescentes idiotas como nunca antes houve! Um clássico absoluto de metal, melhor disco da banda tranquilamente pra mim. Claro que, em se tratando de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Black Sabbath&lt;/span&gt;, a gente nunca pode desconsiderar a fodeza inatingível dos riffs do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tony Iommi&lt;/span&gt;, mas grande parte do encantamento do álbum está na voz do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt;. O maluco cantando a faixa-título é um daqueles momentos eternos do metal que justificam todas as coisas idiotas do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QrEjzCumI/AAAAAAAAAyU/kz8wY8NR7Z4/s1600/C%C3%A9u+e+inferno.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QrEjzCumI/AAAAAAAAAyU/kz8wY8NR7Z4/s320/C%C3%A9u+e+inferno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473046804490795618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/black_sabbath/mob_rules/"&gt;Mob rules&lt;/a&gt; também é bom... mas, porra!, o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/black_sabbath/heaven_and_hell/"&gt;Heaven and hell&lt;/a&gt; é por demais arregaçador)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte da carreira solo foi mais complicada, já que ali só se salvam mesmo os dois primeiros discos. Sim, o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/dio/holy_diver/"&gt;Holy diver&lt;/a&gt; é muito bom e o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/dio/the_last_in_line/"&gt;The last in line&lt;/a&gt; tão empolgante quanto eu lembrava dos tempos remotos. Mas o resto (pode colocar aí junto o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/black_sabbath/dehumanizer/"&gt;Dehumanizer&lt;/a&gt;, puta discozinho superestimado da porra)... difícil de engolir. De qualquer jeito, é aquela velha história: você lembra no maluco cantando nos tempos áureos e já basta pra desculpar os erros da estrada da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo mundo sabe, mais recentemente o cara voltou a juntar forças com o pessoal do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sabbath&lt;/span&gt;, adotando o nome mais-que-óbvio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heaven and Hell&lt;/span&gt;. Pra justificar os shows, eles lançaram um disco fraquinho, fraquinho chamado &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/heaven_and_hell/the_devil_you_know/"&gt;The devil you know&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma ótima oportunidade pra eu demonstrar a falta de noção e a burrice eterna implícitas à minha pessoa, já que a banda veio no Brasil/Rio pra fazer shows... e eu não fui. E agora obviamente nunca vou poder testemunhar o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt; ao vivo (dizem por aí que o cara era incrivelmente fodaço no palco, mas eu nunca saberei ao certo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QsLukQj0I/AAAAAAAAAyk/vmadcyjzO4g/s1600/Dio+1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QsLukQj0I/AAAAAAAAAyk/vmadcyjzO4g/s320/Dio+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473048027152289602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O fato é que o maluco é uma lenda - e pra mim já basta ter cantando tão fodamente no &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/black_sabbath/heaven_and_hell/"&gt;Heaven and hell&lt;/a&gt; pra sustentar essa reputação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais perto que eu cheguei de alguma sensação de 'proximidade' com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt; foi vendo aquele documentário manjadão &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478209/"&gt;Metal - a headbanger's journey&lt;/a&gt;, em que ele dá várias entrevistas e explica o sentido do chifrinho (segundo ele, não tem nada a ver com o tranca-rua; é pra espantar o mau olhado ou coisa do gênero). Ali, ele parecia sustentar os inúmeros depoimentos que rolaram nos útlimos dias vindos de músicos consagrados, de que era um cara gente finíssima - pra além da sua importância no metal, como vocalista, músico e, talvez mais importante, um dos criadores daquilo que se entende por heavy metal hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-1787175217146275343?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/1787175217146275343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=1787175217146275343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1787175217146275343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1787175217146275343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/05/sessao-dessa-pra-melhor-dio.html' title='Sessão dessa pra melhor: Dio'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S_QqYX9TBBI/AAAAAAAAAyE/FEzQpQaqBhw/s72-c/Dio+5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-8288073752743906646</id><published>2010-04-26T19:16:00.001-03:00</published><updated>2010-04-26T20:22:35.019-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shows'/><title type='text'>O inferno não é assim tão feio</title><content type='html'>Cara... é impressão minha ou 2010 está se desenhando como um ano absurdamente ridículo em termos de shows? Digo, ridículo num sentido positivo, gostaria-que-a-vida-fosse-assim-mais-ridícula. Porque, puta merda! Tá foda. Muito show bom (e até uns inéditos!) rolando, até aqui no Rio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não me engano, foi no busão da excursão pra &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2010/02/de-volta-sao-paulo.html"&gt;devastação que foi o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt; em São Paulo&lt;/a&gt; que eu recebi a notícia de que era possível que rolasse o show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marduk&lt;/span&gt; aqui no Rio (inicialmente a banda - mais uma vez - viria ao Brasil e não passaria na cidade maravilhosa). Tudo bem, não que eu seja assim um grandessíssimo fã dos suecos, mas porra!, é o tipo de coisa que não dá pra deixar passar. A princípio, parece que a coisa ia rolar no cenário apropriadamente apocalíptico do Clube Recreativo Caxiense, palco &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2008/11/true-mayhem.html"&gt;daquele imortal show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mayhem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, mas acabou que o ponto foi transferido pro muito mais bem localizado Teatro Odisseia. Que, por sua vez, recebeu o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Municipal Waste&lt;/span&gt; uns meses atrás (e eu não pude ir! merda!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S9YTWQvcmhI/AAAAAAAAAwY/pfChBvxm7kg/s1600/Cartaz+Marduk.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S9YTWQvcmhI/AAAAAAAAAwY/pfChBvxm7kg/s320/Cartaz+Marduk.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464576471032699410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marduk&lt;/span&gt; foi uma banda que eu conheci razoavelmente cedo nas minhas explorações metálicas mais extremas. Nunca me esquecerei da primeira música da banda que eu ouvi, na coletânea &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/various_artists_f2/world_domination_ii/"&gt;World domination II&lt;/a&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Darkness it shall be&lt;/span&gt;, uma verdadeira demonstração de caos sonoro (ainda mais pra um muleque de 17 anos), com um sinistro bumbo duplo incessante durante os quase cinco minutos de duração. Apesar de admirar a propensão para destruição dos caras, não era propriamente algo que me cativava na época, então meu contato com a banda parou numas ouvidas rápidas no &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/marduk/nightwing/"&gt;Nightwing&lt;/a&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Slay the nazarene&lt;/span&gt;! muito foda!) e no clássico imeditado &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/marduk/panzer_division_marduk/"&gt;Panzer division Marduk&lt;/a&gt; nos tempos dos seus respectivos lançamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, mais ou menos como aconteceu com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mayhem&lt;/span&gt;, a possibilidade de ver um show dos caras pertinho de casa era irresistível. Não tinha como não descambar pra Lapa em pleno domingão, último dia de férias. O problema é que a porra do Teatro Odisseia não entende merda nenhuma de show (muito menos de metal) e divulga uns horários de início completamente esdrúxulos (cinco horas da tarde?!? foi por essas - e outras - que eu perdi o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Municipal Waste&lt;/span&gt;!). Resultado: cheguei lá e ainda rolava a primeira banda de abertura. E nem sinal de conhecidos, apesar de a vizinhança estar cheia de cabeludos vestindo camisas pretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(isso porque ali do lado, na Fundição, estava pra começar o show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Epica&lt;/span&gt;... cara, dois shows de metal no Rio no mesmo dia já é demais, mas praticamente no mesmo quarteirão parece piada! ainda bem que eu não gosto desses góticos safados com mulherzinha cantando, senão provavelmente ficaria puto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o fato é que eu tive que ficar um tempão zanzando por lá sem ter o que fazer, até finalmente encontrar umas pessoas e, depois de enrolar um pouco sempre com aquela latinha de suco de cevada à mão, entrei pra ver o que era um show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marduk&lt;/span&gt;. A casa já estava cheia (sempre bom!) e meu timing se demonstrou bastante justo, já que, depois de entornar mais um choppinho camarada, começou a emanar uma musiquinha metida a assustadora das caixas de som...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S9YTf-PpGqI/AAAAAAAAAwg/MdWAiwvyYH4/s1600/Logo+Marduk.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S9YTf-PpGqI/AAAAAAAAAwg/MdWAiwvyYH4/s320/Logo+Marduk.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464576637866154658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pois bem, os caras subiram no palco e pá! Blast beats ensandecidos, riffs gélidos e vocais rasgados começaram a soar pela casa, mais acostumada a sambinhas e pop/rockinhos indie-alternativos. Lá de trás, onde eu estava (estrategicamente posicionado ao lado do bar), já dava pra ver os primeiros movimentos de uma animada rodinha. Música legal, ok, mas porra, podia ser qualquer uma do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/marduk/panzer_division_marduk/"&gt;Panzer division&lt;/a&gt; (que eu tinha passado a semana anterior escutando em preparação psicológica). O problema do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marduk&lt;/span&gt; é que eles se fizeram (principalmente nesse disco) com a imagem de 'banda mais porradeira do black metal', só que a desgraça deles fica nesse rame-rame de bateria repetitiva com uns riffs que até são bacanas, mas todos muito iguais aos que vieram antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra contrariar meu pensamento, os caras atacaram na sequência com uma música que tinha um riff diferente daquele clima tátátátátátátátátátá. A tal música (que depois eu fui ver e se chamava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;On darkened wings&lt;/span&gt;, do disco &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/marduk/those_of_the_unlight/"&gt;Those of the unlight&lt;/a&gt;) deu uma quebrada e me fez imaginar se veríamos alguma variação no repertório. Tudo bem, ponto pra eles. Na sequência, a faixa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panzer division Marduk&lt;/span&gt;, um verdadeiro clássico, resgatou o clima do início, que dali em diante se manteve por 90% da noite. Pra se ter uma noção da coisa, essa foi a única música que eu reconheci em todo o show! Não que eu conhecesse grande parte do repertório, mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, o meu 'medo' em relação aos shows de black metal kult da vida se confirmava: o que fazer exatamente com seu corpo enquanto tocam aquelas músicas esporrentas e monolíticas? Não é um estilo de música, digamos, muito animado que faça você bater cabeça, cantar a plenos pulmões ou erguer seus punhos no ar. No fim das contas, o blackzão cru é muito contemplativo pro ambiente ao vivo... a menos que você tenha coragem de ir pra roda. E, inspirado pelo fim da clássica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panzer division&lt;/span&gt;, foi o que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho que confessar que estava com um certo receio de entrar na roda. Depois do que eu vi (e senti) no show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mayhem&lt;/span&gt;, não dava pra não ter um pé atras. Por outro lado, o clima dessa vez parecia bem mais inofensivo, mais sóbrio, mais 'correto'. Tudo bem, os caras podem ter escrito músicas com títulos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fistfucking god's planet&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Christraping black metal&lt;/span&gt; (essa é foda, por sinal!), e lançado aquele lendário EP &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/marduk/fuck_me_jesus/"&gt;Fuck me Jesus&lt;/a&gt;, mas no fim das contas tudo parece um pouco pensado demais, calculado demais, sem a espontaneidade que dá o caráter assustador e monstruoso às bandas verdadeiramente ameaçadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a roda, no fim das contas, era um retrato perfeito disso. Fora um babaca que ficava na beira da roda literalmente descontando suas frustrações nas costas dos outros, o pessoal estava totalmente tranquilo, ajudando quem caía, agitando com vontade, mas sempre no limite do aceitável. Claro que a roda era divertida e empolgada, mas era inevitável a sensação de surpresa por aquilo ser um tanto inofensivo demais. A música que tocava era desgraçada, o que incitava alguns movimentos mais bruscos, mas nada que fosse verdadeiramente violento. Igualzinho à banda que estava em cima do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caras do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marduk&lt;/span&gt;, por sinal, até que mandam bem ao vivo. O som estava surpreendentemente limpo (o que pode ter ajudado no clima 'black metal família' da coisa toda) e dava pra ver/ouvir que os caras seguravam bem as pontas. Apesar do espaço limitadíssimo no palco, eles agitavam bastante, o frontman &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mortuus&lt;/span&gt; comandava os presentes com algum carisma e o guitarrista e líder &lt;span class="Member LargeText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Morgan Håkansson&lt;/span&gt; era tranquilamente a figura mais cativante no palco. Pouco se viu do baterista &lt;/span&gt;&lt;span class="Member LargeText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lars Broddesson&lt;/span&gt;, que tocava encoberto pelos seus companheiros e o baixista &lt;/span&gt;&lt;span class="Member LargeText"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Magnus "Devo" Andersson&lt;/span&gt; era a figura mais estranha, já que parecia quase feliz tocando toda aquela desgraceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a natureza repetitiva das músicas, aliada à falta de, digamos, mobilidade proporcionada pelo black metal, acabaram deixando o show um pouco cansativo. Não é à toa que eu parei pra tirar fotos. Pra se ter ideia, mais pro fim da noite os malucos meteram a mais-que-clássica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Baptism by fire&lt;/span&gt;, que deveria ser evidentemente um dos destaques da noite, e eu nem reconheci ela, de tanto que uma música parecia apenas uma extensão da anterior (a essa hora eu já tinha abandonado a roda e tinha perdido parte do interesse pelo show em si).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de sacanagem com a minha cara, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marduk&lt;/span&gt; tocou na sequência uma música que eu não conhecia, mas que foi tranquilamente a mais foda da noite: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wolves&lt;/span&gt;, com um riff meio-punk, lembrando as origens cruas do black metal norueguês com grande estilo - e rendendo a roda mais aloprada do show. Provavelmente não por coincidência, essa faixa também está no &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/marduk/those_of_the_unlight/"&gt;Those of the unlight&lt;/a&gt;. Algo me diz que tenho que ouvir esse CD!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa, os caras saíram do palco... e, infelizmente, voltaram pra tocar mais uma música que, pros meus ouvidos, poderia ser qualquer outra que eles tocaram na noite. Como final, foi meio anticlimático, seria bem melhor ter terminado com a anterior. Ou com as já citadas, nunca esquecidas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Darkness it shall be&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Slay the nazarene&lt;/span&gt;. Bom, não se pode ganhar todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo do Teatro Odisseia, minha sensação em relação ao show era conflitante. Por um lado, foi obviamente legal de ter ido lá. A roda foi boa, algumas músicas chamaram a atenção (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/marduk/those_of_the_unlight/"&gt;Those of the unlight&lt;/a&gt;!), os caras mandam razoavelmente bem em cima do palco e foi legal testemunhar um show de metal desgraçado, como quase nunca rola aqui no Rio. Além do mais, era perto de casa e o ingresso não era exatamente caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porra. Pra quem esperava ver algo verdadeiramente infernal e desgraçado, não tem como não ficar aquela pontinha de decepção de ficar metade do show na roda e não ter levado nem um mísero roxinho pra casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setlist fora de ordem: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Still fucking dead (here's no peace)&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wolves&lt;/span&gt;,  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;On darkened wings&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Materialized in stone&lt;/span&gt;,  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beyond the grace of god&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panzer division  Marduk&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Baptism by fire&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Azrael&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;With Satan and victorious weapons&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Throne of rats&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Steel inferno&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The levelling dust&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Into utter madness&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Phosphorous redeemer&lt;/span&gt;,  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;To redirect perdition&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-8288073752743906646?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/8288073752743906646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=8288073752743906646' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/8288073752743906646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/8288073752743906646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/04/o-inferno-nao-e-assim-tao-feio.html' title='O inferno não é assim tão feio'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S9YTWQvcmhI/AAAAAAAAAwY/pfChBvxm7kg/s72-c/Cartaz+Marduk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-4467475885459053602</id><published>2010-04-19T14:13:00.005-03:00</published><updated>2010-04-19T14:46:30.910-03:00</updated><title type='text'>Porque o Paulo Miklos é (e sempre foi) o Titã mais foda</title><content type='html'>Vou confessar uma coisa: eu sempre fui o maior fãzinho de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Titãs&lt;/span&gt;. Quando eu tinha uns sete, oito anos, por aí, eu dizia pra todo mundo que era a minha banda preferida e me divertia quando meus pais não entendiam como alguém podia gostar daquela banda 'pesada' e 'politicamente incorreta'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra um muleque dessa idade, minha impressão era de que eles eram a banda mais pesada do planeta e, não sei como cheguei a essa conclusão, de que tinham a maior discografia do mundo (um tempo depois eu passei a achar que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iron Maiden&lt;/span&gt; tinha mais discos do que qualquer outra banda do universo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o fato é que eu nunca deixei de gostar da banda. Até quando eles lançaram o popzinho descarado &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/titas/domingo/"&gt;Domingo&lt;/a&gt;, fase em que eu já estava caminhando a passos largos pra ouvir só metal, eu ainda gostava deles. A única fase que me irritou de verdade foi aquela &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/titas/acustico_mtv/"&gt;Acústico&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/titas/volume_dois/"&gt;Volume dois&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/titas/as_dez_mais/"&gt;As dez mais&lt;/a&gt; (quiçá o pior disco de covers da história), porque, puta merda!, aquilo era por demais vergonhoso. De qualquer jeito, eles sempre ficaram tranquilamente como a minha preferida da onda de rock brasileiro dos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ficar mais velho e ter um pouco mais de noção das coisas eu pude ver que os caras não eram nem de perto a mais pesada das bandas, nem aquela com mais álbuns. E, ouvindo e reouvindo os discos, cheguei à conclusão de que meu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Titã&lt;/span&gt; preferido era o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Miklos&lt;/span&gt;. Talvez não como compositor, mas certamente como vocalista. A voz mais rasgada e forte do maluco se destacava na banda, às vezes transformando músicas medianas em verdadeiros clássicos. E, porra, o cara cantava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bichos escrotos&lt;/span&gt;! Não dá pra ser mais foda do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns anos depois, eu ainda pude ficar mais fã ainda do maluco ao ver o filmaço &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O invasor&lt;/span&gt;, do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Beto Brant&lt;/span&gt;, em que ele estreou magistralmente como ator. O filme é animal e a atuação do cara uma revelação. Recomendo pra qualquer um que esteja lendo isso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8yWl0B3LrI/AAAAAAAAAwQ/Heg8FzAVtQc/s1600/Paulo+Miklos+3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8yWl0B3LrI/AAAAAAAAAwQ/Heg8FzAVtQc/s320/Paulo+Miklos+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461906024459349682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(vejam esse filme, porra! senão perseguirei vocês com minha cara de malvado!)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E não é que agora o cara conseguiu fazer uma coisa que me tornou ainda mais seu fã? E o pior é que ele não precisou mais do que vestir uma roupa... não que eu seja muito ligado nessas coisas de indumentária, moda e afins, mas porra, nesse caso é o tipo de coisa que não dá pra não achar irado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8yWBn84hII/AAAAAAAAAwA/-aQfb17C-dA/s1600/Paulo+Miklos+1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 251px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8yWBn84hII/AAAAAAAAAwA/-aQfb17C-dA/s320/Paulo+Miklos+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461905402741949570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Miklos&lt;/span&gt; é fã de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manowar&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, isso é bom demais. Porque os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Titãs&lt;/span&gt; não alopram de vez e mandam um cover de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blood of my enemies&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fightning the world&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kings of metal&lt;/span&gt;? Isso era capaz até de fazer aquela merda daquele &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/titas/as_dez_mais/"&gt;As dez mais&lt;/a&gt; se salvar... ou então dar alguma graça pros últimos discos da banda, que são pra lá de ruinzinhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-4467475885459053602?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/4467475885459053602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=4467475885459053602' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4467475885459053602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4467475885459053602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/04/porque-o-paulo-miklos-e-e-sempre-foi-o.html' title='Porque o Paulo Miklos é (e sempre foi) o Titã mais foda'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8yWl0B3LrI/AAAAAAAAAwQ/Heg8FzAVtQc/s72-c/Paulo+Miklos+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-4431854893973145960</id><published>2010-04-16T11:17:00.004-03:00</published><updated>2010-04-16T11:31:51.680-03:00</updated><title type='text'>Declaração do dia...</title><content type='html'>...ou porque o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lemmy&lt;/span&gt; é um gênio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="style10"&gt;Rock n' roll always comes back, you know. Ther's  no fighting it. And these people think they can kill rock n' roll they  might as well try and stop the flood, you know. There's no way. It  always comes back because there's always people who want to hear loud,  raucous music, you know. It's exciting, you know. And all the shit that  these magazines like is not exciting. Like, Jesus, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Radiohead&lt;/span&gt;, you know.  Fuck me, you know. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coldplay&lt;/span&gt;. Jesus. These are not rock bands. These are  sub-emo, you know. I mean, they did some good stuff. Fair enough. But  it's not rock n' roll. I know fucking rock n' roll when I hear it. I've  been listening to it since I was 12, you know? So fuck off!&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até traduziria, mas aí não daria pra ouvir a voz rouca de uísque do cara na minha cabeça falando 'you know, you know, you know' e perderia grande parte da graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.staythirstymedia.com/201004-044/html/201004-lemmy-interview.html"&gt;entrevista original&lt;/a&gt; tem outras pérolas (e áudio de algumas partes, inclusive das aspas acima!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8h0yyTNfGI/AAAAAAAAAv4/nMJr2Olqfdc/s1600/Lemmy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 159px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8h0yyTNfGI/AAAAAAAAAv4/nMJr2Olqfdc/s320/Lemmy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460742964031356002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ah, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lemmy&lt;/span&gt;, tu és foda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-4431854893973145960?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/4431854893973145960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=4431854893973145960' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4431854893973145960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4431854893973145960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/04/frase-do-dia.html' title='Declaração do dia...'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8h0yyTNfGI/AAAAAAAAAv4/nMJr2Olqfdc/s72-c/Lemmy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-5015525774782119712</id><published>2010-04-15T12:51:00.010-03:00</published><updated>2010-04-15T17:47:05.066-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dessa pra melhor'/><title type='text'>Sessão dessa pra melhor: Peter Steele</title><content type='html'>Caraca, por essa eu não esperava. Cheguei no trabalho, ressaca do cacete (passar a noite bebendo gold label depois de ver um dos jogos mais vergonhosos do seu time no passado recente faz isso com você), abro o whiplash e tá lá: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peter Steele&lt;/span&gt; bateu as botas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peter Steele&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Type O Negative&lt;/span&gt;, aquela banda que foi a maior febre do cacete nos anos 90. &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/type_o_negative/bloody_kisses/"&gt;Bloody kisses&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/type_o_negative/october_rust/"&gt;October rust&lt;/a&gt; etc. e tal. Que bizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu fosse um grande fã do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Type O&lt;/span&gt;. Como todos os outros adolescentes de 13 anos da época, eu fiquei enfeitiçado pelo clássico &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/type_o_negative/bloody_kisses/"&gt;Bloody kisses&lt;/a&gt;, que era capaz de seduzir qualquer nerd cheio de espinhas na cara só com a capa, que trazia duas mulheres se beijando. Receita de sucesso fácil, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8dkai_odXI/AAAAAAAAAvI/E_o4kUTqyY4/s1600/Beijos+sangrentos.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8dkai_odXI/AAAAAAAAAvI/E_o4kUTqyY4/s320/Beijos+sangrentos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460443480443090290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas o fato é que, sob a foto sugestiva, estava um belo álbum, que trazia uma mistura extremamente bem feita de rock gótico com um heavy metal pesadíssimo, lento, de riffs a la &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Black Sabbath&lt;/span&gt;. A natureza sensual da capa combinava perfeitamente com o clima vampiresco das músicas e das vinhetinhas picaretas com mulheres gemendo e coisas igualmente feitas sob medida pra cativar a imaginação nos nerds de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranquilamente, um dos elementos mais cativantes da banda era a voz do nosso finado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peter Steele&lt;/span&gt;. Um vozeirão grave da porra, dramático, teatral e cheio de trejeitos que elevavam a disposição gótica das músicas a outro patamar. Sinceramente, quem já ouviu o maluco declarando coisas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jesus Christ looks like me&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Loving you was like loving the dead &lt;/span&gt;dificilmente esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8dlvgTNzwI/AAAAAAAAAvQ/TDvGm_H_UZQ/s1600/Peter+Steele+2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8dlvgTNzwI/AAAAAAAAAvQ/TDvGm_H_UZQ/s320/Peter+Steele+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460444940008804098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(em tempo, o cara também tocava baixo)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Além da voz única, o nosso amigo era uma figura emblemática. Tanto que entrou imediatamente pra galeria de celebridades do metal na época. Com seus mais de dois metros de altura, o cara já se destacava naturalmente... somando a isso a postura sensual vampiresca e o corpo saradão, ele se tornou imediatamente um ídolo da mulherada gótica. No clipe da fodaça &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black no. 1&lt;/span&gt;, ele aparece tocando um imenso contrabaixo, imagem que certamente marcou muito fã de rock pesado na época. O sucesso foi tanto que o maluco posou pra Playgirl em '95!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(eu ia colocar a capa da revista aqui, mas puta que pariu!, a parada era muito gay! aliás, reza a lenda que o cara se arrependeu de ter posado nu depois de descobrir que mais de 70% dos assinantes da revista eram homens)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8dmkXHzX8I/AAAAAAAAAvY/bVfXaJtd1AA/s1600/Ferrugem+de+outubro.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8dmkXHzX8I/AAAAAAAAAvY/bVfXaJtd1AA/s320/Ferrugem+de+outubro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460445848078081986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enfim, em 96 saiu o álbum seguinte da banda, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/type_o_negative/october_rust/"&gt;October rust&lt;/a&gt;, que era bacana, mas nessa época em estava em outra (por 'outra' entenda-se power metal ultrafeliz com bumbo duplo incessante e vocalzinho agudo) e não dei muita atenção pro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Type O Negative&lt;/span&gt;. Depois disso, eu perdi qualquer tipo de relação com a banda, mas cada lançamento dos caras era um acontecimento no mundo do metal, sempre rendendo matérias, resenhas e afins em sites e revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem confirmou a morte do cara foi o tecladista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Josh Silver&lt;/span&gt;, companheiro de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Type O Negative&lt;/span&gt; que era, digamos, a outra metade da alma da banda. Os dois tocaram juntos também no grupo de metal &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fallout&lt;/span&gt; (que só lançou um single em '81), primeira banda de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Steele&lt;/span&gt;, que na sequência formou o crossover &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carnivore&lt;/span&gt; (interessante nem que seja pra ouvir o maluco cantando thrash com sua voz totalmente atípica para o gênero) e depois partiu pra empreitada que o consagraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, parece que dessa vez ele morreu de verdade (em 2005, rolaram rumores de que ele teria vestido o paletó de madeira, mas era tudo caô, talvez pra ganhar uma popularidade extra). Pelo menos agora a fonte é confiável, né. E lendo a repercussão na internet (gente como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mille Petrozza&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cristina Scabbia&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mikael Åkerfeldt&lt;/span&gt; já se manifestou) a coisa parece séria mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a única coisa a se fazer é ouvir uns &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Type O&lt;/span&gt; em homenagem ao cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8d7PBDAfQI/AAAAAAAAAvo/qoC01n5HBd0/s1600/Peter+Steele+1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8d7PBDAfQI/AAAAAAAAAvo/qoC01n5HBd0/s320/Peter+Steele+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460468571119320322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O adeus vai ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black, black, black, black number one&lt;/span&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-5015525774782119712?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/5015525774782119712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=5015525774782119712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5015525774782119712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5015525774782119712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/04/sessao-dessa-pra-melhor-peter-steele.html' title='Sessão dessa pra melhor: Peter Steele'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S8dkai_odXI/AAAAAAAAAvI/E_o4kUTqyY4/s72-c/Beijos+sangrentos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-1785105789921380579</id><published>2010-04-01T13:29:00.003-03:00</published><updated>2010-04-01T13:49:33.384-03:00</updated><title type='text'>Odin é brasileiro?</title><content type='html'>Cara, se tem uma coisa que eu nunca entendi muito bem é essa onda de fazer viking metal no Brasil (ou em qualquer outro canto do mundo que não a escandinávia). Tudo bem você fazer um som influenciado por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bathory&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falkenbach&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Thyrfing&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enslaved&lt;/span&gt; - só pra ficar nas bandas que eu conheço minimamente - até porque algumas dessas bandas são bem fodinhas. Agora, ficar fazendo ode ao cavalo de oito patas do Odin e sua lança sagrada eu acho meio tosco (mas uma pra galeria de coisas que só o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manowar&lt;/span&gt; tem direito de fazer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aliás, o viking metal constituir um sub-gênero à parte no metal já é uma coisa bem bizarra, mas tudo bem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, volta e meia aparece uma banda de viking metal e coisas do gênero (tipo black metal pagão - que porra é essa?) aqui no Brasil. Agora que eu virei leitor assíduo da Roadie crew, acabo sempre lendo sobre bizarrices desse tipo. E fico me perguntando: que porra é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior é que, ao que parece, a coisa é forte mesmo por aqui. Foi anunciado o primeiro festival viking do Brasil, o &lt;a href="http://www.myspace.com/thorhammerfest"&gt;Thorhammerfest&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S7TObVbc99I/AAAAAAAAAvA/Pgh1ZHA7NgE/s1600/Festival+do+Martelo+de+Thor.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S7TObVbc99I/AAAAAAAAAvA/Pgh1ZHA7NgE/s320/Festival+do+Martelo+de+Thor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455212017656592338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(hahahahahahahaha!)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a parada rola em São Paulo, em julho (talvez por ser inverno e dar aquele clima mais 'nórdico' pra coisa toda?), com a presença das bandas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Skaldic Soul&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hugin Munin&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Taberna Folk&lt;/span&gt; (essa não é metal) e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Einher Skald&lt;/span&gt; (da Argentina... será que a coisa também é moda por lá?). Que bizarrice, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior (ou melhor) de tudo não é nem isso: segundo o release do festival, "o evento contará também com encenações do grupo Hednir de batalha campal  viking durante os shows". Puta que pariu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara... que porra é essa?!?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que rola uma cervejinha viking na parada? Seria um incentivo pra ir lá ver a pagação de mico generalizada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-1785105789921380579?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/1785105789921380579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=1785105789921380579' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1785105789921380579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1785105789921380579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/04/odin-e-brasileiro.html' title='Odin é brasileiro?'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S7TObVbc99I/AAAAAAAAAvA/Pgh1ZHA7NgE/s72-c/Festival+do+Martelo+de+Thor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3905658527470127375</id><published>2010-02-11T16:11:00.010-02:00</published><updated>2010-04-26T20:17:11.460-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shows'/><title type='text'>De volta a São Paulo</title><content type='html'>Cacetada... fazia muito tempo que eu não fazia isso. Mas também pudera, ir a São Paulo em excursão de show de metal é um baita programa de índio. Furada total. Mas tem coisas que justificam enfiar o pé na jaca tão fundo que você demora dias pra tirar... como carnaval, por exemplo, que graças a deus começa amanhã. Ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt; com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Matthew Barlow&lt;/span&gt;. Por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt; é uma banda que eu 'descobri' há um milhão de anos atrás, mais precisamente em 1996: ao ver a capa do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iced_earth/the_dark_saga/"&gt;The dark saga&lt;/a&gt; na Hard 'n' heavy do Flamengo sem nunca ter ouvido falar nos caras, não consegui conter um impulso nerd e comprei o disco. Logo de cara me amarrei na pegada power meio emotivo com uns lances de thrash - assim como na voz atípica (para os padrões agudinhos do power) do então desconhecido &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Matthew Barlow&lt;/span&gt;. Depois desse disco, a banda continuou crescendo em popularidade e atingiu o auge da fodeza com o maravilhoso-triplo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iced_earth/alive_in_athens/"&gt;Alive in Athens&lt;/a&gt;, uma verdadeira destruição de álbum ao vivo como poucas vezes se ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, logo depois, os caras começaram a se repetir pracaralho e banda meio que foi por água abaixo (pelo menos aos meus ouvidos). Pra piorar, o vozeirão do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Barlow&lt;/span&gt; (que ficou bolado com os ataques do 11 de setembro e deu o fora da banda pra virar Seu Puliça) deu lugar ao injustiçado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;'Ripper' Owens&lt;/span&gt;, que mais uma vez deu azar e cantou em dois discos com material fraquinho - além disso, era claro que a voz do cara não se encaixava com os riffs do tirano &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jon Schaffer&lt;/span&gt; tão bem quanto a do seu antecessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt; parecia ser uma daquelas bandas que só ia dar as caras aqui no Brasil quando já tivesse passado há muito do prazo de validade - o que, de certa forma, foi o que aconteceu. Mesmo com a volta do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Barlow&lt;/span&gt;, a banda gravou um disco que nem de longe lembravam os seus melhores momentos. Por outro lado, a chance de ver os caras ao vivo com a sua 'voz' definitiva acabou com minhas dúvidas: era hora de gastar um dindin e viajar até a terra da garoa (ou melhor, das chuvas torrenciais) pra ver show de metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem, como não poderia deixar de ser, foi um saco. Atrasos, desconforto, som alto pracaralho foram alguns dos (obrigatórios) mini-perrengues do trajeto. Pelo menos aquelas discussões sempre idiotas (mas também sempre divertidas) sobre bandas de metal ajudaram a passar um pouco do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, chovia pracacete, como já era esperado. Mas pelo menos pude fazer um pit-stop na casa do meu grande amigo Werter e, ao contrário dos meus companheiros de viagem, pude relaxar tomando umas cervejinhas inocentes e jogando conversa fora. Depois, foi só partir pro Via Funchal, lugar clássico de shows na cidade onde eu nunca tinha colocado os pés. A vizinhança já estava bem cheia a essa altura do campeonato, com diversos fãs elétricos pela iminente apresentação de uma banda que - incrivelmente - ainda era praticamente inédita no país (o primeiro show tinha rolado dois dias antes em Belo Horizonte; como sempre nada no Rio!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o nosso timing foi impecável, já que a gente entrou, passou no banheiro e, um pouco depois que nos acomodamos na pista, as luzes se apagaram e começou a tocar a intro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;In sacred flames&lt;/span&gt;. Era hora de ver se o perrengue tinha valido a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S3Rj3O_9RkI/AAAAAAAAAuY/XWji9num01E/s1600-h/Logo+Iced+Earth.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 114px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S3Rj3O_9RkI/AAAAAAAAAuY/XWji9num01E/s320/Logo+Iced+Earth.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437080450713339458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A euforia foi generalizada com a entrada da banda, mas a abertura em si foi meio morna, com a bem mediana &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Behold the wicked child&lt;/span&gt;, do último disco de estúdio, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iced_earth/the_crucible_of_man__something_wicked_part_2_/"&gt;The crucible of man&lt;/a&gt;. Claro que os fanáticos agitaram, mas o verdadeiro início do show viria na sequência: a esmagadora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The burning times&lt;/span&gt;, que também fazia as vezes de abertura no já citado &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iced_earth/alive_in_athens/"&gt;Alive in Athens&lt;/a&gt;, botou todo mundo pra bater cabeça e cantar o refrão a todo oxigênio e deu o tom da noite. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Schaffer&lt;/span&gt; pode ser um mala, mas pelo menos a palavra dele parece ser confiável: o cara tinha prometido um set de clássicos - e foi o que aconteceu daqui pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém tinha dúvidas sobre o posto cativo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Barlow&lt;/span&gt; como vocalista definitivo da banda, essas questões desapareceram na música seguinte. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Declaration day&lt;/span&gt;, do execrado &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iced_earth/the_glorious_burden/"&gt;The glorious burden&lt;/a&gt;, ficou mais ou menos umas dez vezes mais poderosa na voz do cara, e me fez até pensar que o álbum patriótico do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt; talvez pudesse não ser tão vergonhoso se ele ainda estivesse no microfone naqueles tempos. O lado mais thrash apareceu em sequência na dobradinha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Violate&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pure evil&lt;/span&gt; (fácil fácil uma das músicas mais fodas do grupo), o que me conferiu uma nova dose de sabedoria metálica: beber demais antes dos shows pode resultar em dores de cabeça nos momentos mais agitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria uma dor de cabeça que me faria parar de agitar (infelizmente, ela me acompanhou o show inteiro), mas, talvez por ela, os momentos mais cadenciados do show se mostraram especialmente apoteóticos. É verdade que todas as baladas do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Schaffer&lt;/span&gt; são idênticas umas às outras, mas o fato é que foi empolgante pracaralho cantar essas músicas ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se eu estava muito concentrado em agitar pracaralho e cantar o máximo possível, ou se os caras são meio paradões mesmo, mas o fato é que eu não prestei muita atenção na performance da banda em si. Mas acho que o verdadeiro motivo é a simples presença do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Matthew Barlow&lt;/span&gt; no palco. Sinceramente, a presença de palco do cara nem é assim tão fenomenal, mas o que poderia faltar em movimentação e comunicação com a plateia é superado umas mil vezes pela forma como o cara canta. Apesar de ser ele o cara mais, digamos, 'esperado' pelo fãs, foi ele também o ponto mais surpreendente do show. Como alguém pode cantar tão bem, de forma tão fantástica e tão contagiante ao vivo eu não sei. O maluco não peida pra nenhum agudo, canta as notas altas de forma eletrizante e as graves de forma emocionante, sem nunca deixar a pegada cair. Foi facilmente um dos maiores vocalistas que eu já vi cantando ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única música em que ele não cantou (como sempre o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jon Schaffer&lt;/span&gt; vez as vezes de vocalista na thrashona &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stormrider&lt;/span&gt;) teve sua ausência suprida por riffs sinistramente fodas e pela incontida agitação do público. Depois dessa, hora de um dos clássicos maiores da banda e um dos momentos mais apoteóticos da noite: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The hunter&lt;/span&gt; ao vivo foi embasbacante, tipo de coisa que você nem percebe e já está rasgando a garganta pra cantar o mais alto possível o refrão glorioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pro fim do set normal, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt; reservou um verdadeiro presente pros fãs: a trilogia 'something wicked', do álbum &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iced_earth/something_wicked_this_way_comes/"&gt;Something wicked this way comes&lt;/a&gt; tocada na íntegra com empolgação metálica ao máximo foi uma beleza de se ver e certamente o destaque do show pra muita gente que ali estava. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prophecy&lt;/span&gt; foi emocionante pracacete, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Birth of the wicked&lt;/span&gt; foi heavy metal pracaralho e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The coming curse&lt;/span&gt; foi daqueles épicos enormes que passam num piscar de olhos. Foda pracacete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que os caras saíram do palco, o povo foi à loucura e ficou lá fazendo corinho de 'oh I know, oh I know, he's watching over me'. Porra, peraí!, tanta música animal pra tocar e nego pede uma baladinha safada? Que tal uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dante's inferno&lt;/span&gt;, uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Travel in Stygian&lt;/span&gt;, uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;When the night falls&lt;/span&gt;? Que tal uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Slave to the dark&lt;/span&gt;, porra?!? Não, nego quer cantar a baladinha! Incrível o poder das baladinhas idênticas do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jon Schaffer&lt;/span&gt;! Não é à toa que o cara continua escrevendo pelo menos uma a cada disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt; não é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; nem muito menos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dream Theater&lt;/span&gt; pra ensaiar uma porrada de músicas pra turnê e fazer improvisos no set. No caso, pra minha sorte, já que, na sequência, eu pude me lembrar dos idos de 96, quando eu era um adolescente incauto e adquiri inocentemente meu &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iced_earth/the_dark_saga/"&gt;The dark saga&lt;/a&gt; e me apaixonei pela banda. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dark saga&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A question of heaven&lt;/span&gt; foram dois daqueles momentos indescritíveis que só quem já viu sabe como foi e só quem ouve metal sabe como uma porra dessas pode ser tão incrivelmente foda. Pra mim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A question of heaven&lt;/span&gt; já entra naquela galeria pessoal de coisas imortais que ficam estampadas na sua alma pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, o que viesse era lucro - e realmente foram duas músicas que não entram no meu rol de 'favoritas do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt;'. Ainda assim, eu, claro!, cantei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;My own savior&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Iced earth&lt;/span&gt; com o que me restava de energia, porque num show desses não tem como você não dar o máximo de si até o último segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado? Saí fudido do show, tomei mais umas cervejas (estranhamente rodeado por umas patricinhas super arrumadinhas que passavam pela gente pra chegarem até uma boate ali do lado e deviam pensar 'quem são esses malucos?'), cheguei em casa com uma puta dor-de-cabeça, mas valeu a pena. Claro que valeu, né. O show foi foda pracacete. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Matthew Barlow&lt;/span&gt; é o cara. E &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Matthew Barlow&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iced Earth&lt;/span&gt; é uma combinação quase infalível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vou te falar uma coisa: tem que gostar muito dessa porra de metal pra encarar essas merdas dessas viagens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setlist fora de ordem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Iced earth&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stormrider&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pure evil&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dark saga&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Violate&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The hunter&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A question of heaven&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Burning times&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melancholy (holy martyr)&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;My own savior&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prophecy&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Birth of the wicked&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The coming curse&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dracula&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Declaration day&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ten thousand strong&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;In sacred flames&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Behold the wicked child&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3905658527470127375?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3905658527470127375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3905658527470127375' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3905658527470127375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3905658527470127375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/02/de-volta-sao-paulo.html' title='De volta a São Paulo'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S3Rj3O_9RkI/AAAAAAAAAuY/XWji9num01E/s72-c/Logo+Iced+Earth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3806909022536788992</id><published>2010-02-02T17:19:00.011-02:00</published><updated>2010-02-02T23:36:42.325-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música irada'/><title type='text'>Música irada do dia: Two winters only</title><content type='html'>A morte é uma coisa estranha. Tem sempre um toque pessoal mesmo quando leva alguém com quem você nunca teve contato ou relação. Tem algo de errado mesmo quando toca alguém que já viveu bem e bastante, cumpriu seu ciclo de vida de maneira respeitosa. Tem uma aura artificial mesmo que a gente saiba que é um desenlace perfeitamente natural da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é ainda mais estranho quando você sabe que ela vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que a maioria das pessoas saiba quando vai passar desta para outra (dizer se essa outra é melhor ou não está fora da minha alçada), mas há situações em que você sabe que a morte é, além de inevitável, iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que aconteceu essa semana com um amigo da minha família. A morte dele foi anunciada assim de repente, como um susto, de um dia pro outro. 'Hoje é o seu último dia caminhando sobre a terra', como se um panteão de divindades decretasse seu fim irrevogável. Ele, que já estava cansado de caminhar e de fazer praticamente todo o resto, nem deu ouvidos e ficou lá no seu canto tranquilo esperando que nada mudasse. Ou que tudo acabasse de uma vez, é difícil afirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo que o conhecia já esperava por esse dia. Afinal, ele estava nos finalmentes. Só que não não se imaginava que fosse acontecer desse jeito; a gente (ou pelo menos eu) esperava por um 'ele não acordou hoje de manhã', coisa do tipo. O anúncio talvez tenha sido o mais estranho - no fundo, mais uma para a interminável galeria de estranhezas da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho que confessar que, durante muito tempo, tive minhas implicâncias com ele. O sujeito era folgado e egocêntrico - para ele, suas vontades vinham antes de tudo. Era como uma criança, que necessitava de mais atenção e cuidados do que eu tinha paciência pra dar. E, como em acontece em toda família, às vezes esses cuidados acabavam sobrando pra mim. E todos defendiam ele - era como se sua boa-pinta, sua simpatia e sua simples presença bastassem pra que ele ficasse ali às custas eventuais da minha paciência. Além disso, pra mim parecia evidente que ele só estava ali porque ganhava essas regalias - a qualquer um que desse essas coisas ele concederia sua aliança. No fundo, ele simplesmente era um sortudo de ter sido adotado por uma família que o tratava tão bem quanto a nossa e, como os sortudos, esperava as coisas acontecerem e não se preocupava muito em dar algo em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em bom português, eu não entendia porque neguinho gostava tanto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... um dia eu estava na fossa. Pra baixo mesmo. Voltei pra casa, deserta, e lá estava ele, ali no seu canto, sem se manifestar muito. Eu, pela simples possibilidade de ter uma companhia silenciosa, me aproximei. E foi nesse momento que eu finalmente comecei a compreender suas virtudes. Não era, como eu imaginava, necessário estender benefícios: ele ficaria ali do meu lado sem fazer perguntas ou invadir a minha tristeza. Ele ficaria ali comigo o tempo que fosse necessário pra me convencer de que as coisas não eram tão ruins assim. Além do mais, de repente já me parecia óbvio que ele também apreciava a minha companhia. A sua lealdade canina era tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse mesmo dia que eu me apaixonei pelo doom metal do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;My Dying Bride&lt;/span&gt;, que até então eu odiava. Mais tarde, viria a considerar (e continuo considerando até hoje) a banda como elemento essencial na minha trajetória musical e pessoal. E sempre que eu ouvia algum de seus discos, me lembrava dele, do meu amigo, e desse tal dia de tristeza e alívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que eu dedico a ele - que realmente se foi hoje de manhã - a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Two winters only&lt;/span&gt;, da obra-prima &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/my_dying_bride/the_angel_and_the_dark_river/"&gt;The angel and the dark river&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem o conheceu, em particular nos seus anos de juventude, pode parecer um absurdo ligá-lo a algo tão sombrio e soturno. Afinal, ele era jovial, eufórico. Ele era uma presença quase sempre positiva e animadora. Nunca se viu alguém tão dócil e inofensivo quanto ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... nos últimos anos, em que seu fim se aproximava a olhos vistos e em que seu corpo começava a se deteriorar de maneira irreversível, ele parecia ter adotado uma postura mais passiva e resignada. Seu brilho nos olhos esmaeceu bastante com a chegada de um outro indivíduo com quem ele não se dava à nossa casa - e nunca mais voltou a surgir totalmente. Nem mesmo quando era paparicado com seus mimos favoritos, a vitalidade de outros tempos ameaçava aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dizem até que ele teria desistido de viver. Não que isso tenha saído da sua boca - quem é que admite uma coisa dessas? - mas é uma teoria aceitável. E não terá sido esse o motivo de sua morte anunciada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que - além da minha história pessoal ligando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;My Dying Bride&lt;/span&gt; a ele - faz sentido sim a escolha da música. É preciso encarar o lado triste da sua morte pra se lembrar que ela é triste só porque houve algo de bom. E que, no meu caso, esse algo bom começou a acontecer por causa de um momento ruim. Assim como todas outras coisas boas e ruins de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trechinho da letra fica aqui em forma de homenagem ao velhinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;What is it you hope for, even though you are dying?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And even though life is closing your tiny eyes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Why did I leave them all?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I should be with them to die in the same place&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The pain I think, should go on forever&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;For always&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terá ele pensado nisso antes do último suspiro? Provavelmente não né... mas quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu, 'sortudo'. Foram bons treze anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3806909022536788992?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3806909022536788992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3806909022536788992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3806909022536788992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3806909022536788992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/02/musica-irada-do-dia-two-winters-only.html' title='Música irada do dia: Two winters only'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-4700311205068637568</id><published>2010-02-01T17:47:00.008-02:00</published><updated>2010-02-01T19:04:46.378-02:00</updated><title type='text'>Grammy de metal 2010</title><content type='html'>Bom, se em 2009 as indicações do Grammy de 'melhor performance de metal' &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2009/02/grammy-de-metal-2009.html"&gt;conseguiram me animar&lt;/a&gt;, esse ano a coisa ficou feia. Não porque as indicações sejam ruins em si mesmas. Pelo menos olhando as bandas você não tem como contestar muito a importância ou a dimensão delas pro heavy metal... mas as escolhas em si é que são o problema maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sem mais delongas, vamos aos eleitos pelos manés do Grammy a concorrer pelo prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBJb8mjZI/AAAAAAAAAto/gUbBt_8vEUM/s1600-h/Judas+Priest+1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBJb8mjZI/AAAAAAAAAto/gUbBt_8vEUM/s320/Judas+Priest+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433383105822363026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas Priest&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dissident aggressor&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista já começa com uma seleção controversa. 'Peraí' vai dizer algum truezão de plantão 'como você pode chamar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas Priest&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dissident aggressor&lt;/span&gt; de controverso?!?!?'. Antes que alguém se irrite com a minha pessoa, eu acho &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas&lt;/span&gt; uma das coisas mais fodaças do universo metal e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dissident aggressor&lt;/span&gt; uma música animalesca. Mas, porra, não estamos falando da indicação ao Grammy de 1977. Confesso que mesmo que estivéssemos no fim dos anos 70, ainda acharia a indicação estranha (o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/judas_priest/sin_after_sin/"&gt;Sin after sin&lt;/a&gt; tem faixas mais fodas e clássicas, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sinner&lt;/span&gt; e até mesmo o cover de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joan Baez&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diamonds and rust&lt;/span&gt;), mas em pleno 2010 me parece um disparate! Porra, que tal incentivar as bandas novas, caralho? A música foi tirada do ao vivo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/judas_priest/a_touch_of_evil___live/"&gt;A touch of evil&lt;/a&gt;, de 2009, que nem foi muito bem recebido (eu não ouvi). A versão é até legal, mas porra. Achei a indicação escrota e só dá pra tolerar porque &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas&lt;/span&gt; é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBOn3lLjI/AAAAAAAAAtw/M8HhS9_6Enk/s1600-h/Lamb+of+God.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 293px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBOn3lLjI/AAAAAAAAAtw/M8HhS9_6Enk/s320/Lamb+of+God.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433383194921872946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lamb of God&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Set to fail&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não conhecendo muita coisa de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lamb of God&lt;/span&gt;, acho que a indicação deles é a mais interessante da lista pelo simples fato de ser a banda mais 'jovem' da lista. Tudo bem, os caras não são nem tão novos assim (o álbum de onde saiu a faixa - &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/lamb_of_god/wrath/"&gt;Wrath&lt;/a&gt; - já é o sexto da carreira do grupo), mas representam uma geração mais recente e um estilo de heavy metal típico dos anos 2000. Neguinho pode odiar o metalcore à vontade, mas o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lamb of God&lt;/span&gt;, além de ser uma das pioneiras da onda, é também uma das mais agressivas, pesadas e verdadeiramente metálicas do subgênero. A música, que foi o primeiro single do já citado último disco, é uma boa a mostra do som da banda - e de como se fazer metalcore popular sem copiar death melódico ou depender de refrãozinho meloso com vocal limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBYKNUlvI/AAAAAAAAAuA/fV_n8RzKrqI/s1600-h/Megadeth.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 210px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBYKNUlvI/AAAAAAAAAuA/fV_n8RzKrqI/s320/Megadeth.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433383358758688498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Headcrusher&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das duas indicações inevitáveis, evidencia mais uma vez como o thrash está com a corda toda. E, verdade seja dita, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Headcrusher&lt;/span&gt; é uma bela música, e uma das que melhor demonstra as qualidades do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; atual: trabalho de guitarras impecável, técnico e empolgante dando ao power/thrash da banda um nível de qualidade acima de qualquer suspeita. Nem acho que seria a faixa mais adequada pra concorrer a um Grammy (o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt; tem coisas mais alinhadas com a fase pós-thrash da banda e que poderia funcionar como faixa mais acessível, tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;44 minutes&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bite the hand&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bodies&lt;/span&gt;... sei lá), mas a música (primeiro single do álbum) é excelente, provavelmente a melhor da lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBTJXX__I/AAAAAAAAAt4/rxBCQZbd8jU/s1600-h/Ministry.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBTJXX__I/AAAAAAAAAt4/rxBCQZbd8jU/s320/Ministry.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433383272633073650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ministry&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Señor peligro&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa, são duas indicações seguidas pro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ministry&lt;/span&gt;, que, como o nome do álbum (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/ministry/adios___putas_madres/"&gt;Adiós... putas madres&lt;/a&gt;) sugere, encerrou as atividades em 2008. E também são duas indicações de faixas (re)gravadas ao vivo em um mesmo ano no Grammy, o que é um verdadeiro absurdo! A única coisa que poderia justificar a indicação aqui é 'homenagear' a banda depois do seu fim, mas, sinceramente, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ministry&lt;/span&gt; não fez tanta coisa assim pelo metal pra receber tanta atenção dos caras do Grammy. A música (originalmente de 2006, do álbum &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/ministry/rio_grande_blood/"&gt;Rio Grande blood&lt;/a&gt;) é até bem interessante, bem agressiva, quase-thrash, mas nada que justifique uma indicação entre as cinco melhores faixas de metal do ano. Ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBdXGSqWI/AAAAAAAAAuI/EQP3nupXQDE/s1600-h/Slayer.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBdXGSqWI/AAAAAAAAAuI/EQP3nupXQDE/s320/Slayer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433383448118208866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hate worldwide&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma indicação pra lá de óbvia, já que, como revela a sabedoria do ditado popular, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt;. Partindo do princípio que o Grammy não tem conexão nenhuma com o que se faz de novo no metal hoje em dia, é o tipo de indicação inevitável. Além disso, o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/slayer/world_painted_blood/"&gt;World painted blood&lt;/a&gt; é um bom disco, tão bom quanto pode se esperar do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; em 2009. Eu não diria que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hate worldwide&lt;/span&gt; é um dos destaques do CD, já que, apesar de ser boa, tem coisa bem melhor nele (se fosse outra faixa ser capaz de desbancar a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Headcrusher&lt;/span&gt; e ganhar meu voto), mas... é como se fala por aí, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt;. Sempre válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse lá em cima, não é a qualidade das bandas que pega aqui, mas sim a seleção das indicações. Porra, num ano que teve disco de estúdio de bandas como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heaven and Hell&lt;/span&gt; (que deveria ser uma típica indicação do Grammy), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kreator&lt;/span&gt; (tá, essa pode ser meio forçação pros bestalhões que votam), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dream Theater&lt;/span&gt; (é 'progressivo' mas é popular pracacete) e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mastodon&lt;/span&gt; (certamente a ausência mais surpreendente, já que a banda é bastante popular atualmente) fica difícil entender como os caras foram apelar pra faixas ao vivo! Isso sem contar as milhões de bandas do underground que poderiam facilmente substituir a maioria das indicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... 'e o vencedor?', vocês me perguntam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBi5hSopI/AAAAAAAAAuQ/Ru_ef3k_wLg/s1600-h/Judas+Priest+2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBi5hSopI/AAAAAAAAAuQ/Ru_ef3k_wLg/s320/Judas+Priest+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433383543257604754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Deu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas Priest&lt;/span&gt; na cabeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caralho, não sei nem o que pensar sobre isso. Por um lado é um (merecido) prêmio pra uma banda definitiva do heavy metal. É também o primeiro Grammy dos caras, o que acaba funcionando um pouco como 'homenagem pelo conjunto da obra'. Mas, cacete!, o prêmio foi dado na pior das condições, em especial porque no ano passado a banda também foi indicada, só que com uma faixa inédita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(como desconto, eu vi um show dessa turnê... e a parada foi &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2008/12/judas-ouviu-minhas-preces.html"&gt;ultrasinistramentefodapracacaralho&lt;/a&gt;, então tudo bem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso que a diversão maior desse Grammy 2010 é pensar em como o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; deve ter ficado emputecidozinho de não faturar o prêmio como sua ex-banda fez no ano passado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-4700311205068637568?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/4700311205068637568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=4700311205068637568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4700311205068637568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4700311205068637568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/02/grammy-de-metal-2010.html' title='Grammy de metal 2010'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2dBJb8mjZI/AAAAAAAAAto/gUbBt_8vEUM/s72-c/Judas+Priest+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-1135478547329614313</id><published>2010-01-27T18:55:00.002-02:00</published><updated>2010-01-28T13:46:01.880-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capa irada'/><title type='text'>Capa irada do dia: Reign in beer</title><content type='html'>Como fazer pra melhorar o perfeito, glorioso, devastador, intocável, clássico imortal &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/slayer/reign_in_blood/"&gt;Reign in blood&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns malucos lá de Campos dos Goytacazes descobriram a solução... é só adicionar cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2GxDwteHuI/AAAAAAAAAtg/ujB2ZR3lBzw/s1600-h/Reino+na+cerveja.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2GxDwteHuI/AAAAAAAAAtg/ujB2ZR3lBzw/s320/Reino+na+cerveja.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431817303758872290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(é sério, isso não é uma piada, esse CD realmente existe!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da capa irada, da demo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/anesthesia_of_beer/reign_in_beer/"&gt;Reign in beer&lt;/a&gt;, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anesthesia of Beer&lt;/span&gt; também demonstra criatividade e bom-humor ao narrar como a banda surgiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo mudou repentinamente na vida de 4 jovens anônimos da planície goytacá  quando sem maldade alguma eles se embriagaram e ficaram anestesiados pela  cerveja. Aproveitando esse estado doentio 4 entidades malignas encarnaram nos  rapazes obrigaando-os a fazer um som da escória!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som da banda na realidade nem tem tanto a ver com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; assim, já que os caras tocam um crossover divertido, mas ainda bem cru. De qualquer maneira, os caras demonstram bom gosto ao regravar a lendária &lt;span style="font-style: italic;"&gt;United forces&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;S.O.D.&lt;/span&gt; e, bom... só a cara-de-pau da capa já justifica a existência da banda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-1135478547329614313?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/1135478547329614313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=1135478547329614313' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1135478547329614313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1135478547329614313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/01/capa-irada-do-dia-reign-in-beer.html' title='Capa irada do dia: Reign in beer'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S2GxDwteHuI/AAAAAAAAAtg/ujB2ZR3lBzw/s72-c/Reino+na+cerveja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-518695493841326014</id><published>2010-01-26T12:32:00.002-02:00</published><updated>2010-01-26T12:53:12.310-02:00</updated><title type='text'>Shows que eu gostaria de ver: Rust in peace inteiro!</title><content type='html'>Mais uma daquelas 'voltas aos anos de glória' dos grandes do thrash, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; agora vai atacar com uma turnê comemorativa dos 20 anos de seu mais clássico álbum, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/"&gt;Rust in peace&lt;/a&gt;. O disco, que eu coincidentemente estava ouvindo esses dias, é uma obra-prima e vai ser tocado na íntegra no show! É demais pro meu coraçãozinho de metal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de contar com aquelas faixas que todo mundo que já foi num show da banda já presenciou (as lendárias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Holy wars... the punishment due&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hangar 18&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tornado of souls&lt;/span&gt;), o CD ainda tem thrashões arregaçadores como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Take no prisoners&lt;/span&gt; (essa eles tocaram aqui no Rio em 2008, pra minha felicidade!), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Five magics&lt;/span&gt; (imagina isso ao vivo!), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poison was the cure&lt;/span&gt; (com seu riff-quase-solo) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rust in peace... Polaris&lt;/span&gt; (com certeza uma das músicas mais subestimadas da banda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S18BsvqjnBI/AAAAAAAAAtY/4MpOng9aCb4/s1600-h/Enferruje+em+paz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 276px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S18BsvqjnBI/AAAAAAAAAtY/4MpOng9aCb4/s320/Enferruje+em+paz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431061543852940306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(não dá pra negar: esse disco é esculachantemente foda!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que essa turnê é mais uma na sequência de várias em que bandas de thrash executam seu mais clássico álbum em turnês, a exemplo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/slayer/reign_in_blood/"&gt;Reign in blood&lt;/a&gt;), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/master_of_puppets/"&gt;Master of puppets&lt;/a&gt;), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exodus&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/exodus/bonded_by_blood/"&gt;Bonded by blood&lt;/a&gt;), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Testament&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/testament/the_legacy/"&gt;The legacy&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/testament/the_new_order/"&gt;The new order&lt;/a&gt; - puta merda!) etc. Todos shows que eu pagaria bastante dinheiro pra ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor é que, como brinde, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; está levando na simpática turnê duas das bandas supracitadas, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exodus&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Testament&lt;/span&gt;, pra abrir os shows. É ou não é de dar inveja? É capaz até de o repertório bizarramente foda e de as boas companhias conseguirem efetivamente cancelar o mau-humor do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dave Mustaine&lt;/span&gt;, resultando em uma noite de pura diversão metálica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que um dia o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sepultura&lt;/span&gt; vai fazer uma turnê tocando o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/sepultura/beneath_the_remains/"&gt;Beneath the remains&lt;/a&gt; inteiro? Pelo menos essa acho que passava aqui no Brasil pra dar um gostinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-518695493841326014?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/518695493841326014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=518695493841326014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/518695493841326014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/518695493841326014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2010/01/shows-que-eu-gostaria-de-ver-rust-in.html' title='Shows que eu gostaria de ver: Rust in peace inteiro!'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/S18BsvqjnBI/AAAAAAAAAtY/4MpOng9aCb4/s72-c/Enferruje+em+paz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3114342650147255684</id><published>2009-12-15T12:06:00.004-02:00</published><updated>2009-12-15T16:53:55.601-02:00</updated><title type='text'>Shows que eu gostaria de ver: o 'big four' do thrash</title><content type='html'>Esse é um boato que tava circulando há meses na imprensa: a possibilidade de as quatro maiores bandas do thrash americano se reunirem para uma turnê sinistra e insuperável do saudoso thrash oitentista. Pois bem, parece que agora a coisa se confirmou, ou pelo menos quase isso: segundo &lt;a href="http://www.metalremains.com/#ni1992"&gt;o site oficial do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o tal 'big four' (além da banda de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;James&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lars&lt;/span&gt;, estão na seleta lista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anthrax&lt;/span&gt;) vai estar junto ao vivo pela primeira vez em junho de 2010, no festival Sonisphere, na Polônia e na República Tcheca. E que mais datas (provavelmente) estão por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história remete ao longínquo ano de 1990, quando aconteceu a clássica turnê Clash of the titans, com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; de headliners. A viagem começou pela Europa, em que a dupla tocava acompanhada de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Suicidal Tendencies&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Testament&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyefWsSfx6I/AAAAAAAAAsQ/B0Pc9RsnrXQ/s1600-h/Clash+of+the+titans.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyefWsSfx6I/AAAAAAAAAsQ/B0Pc9RsnrXQ/s320/Clash+of+the+titans.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415472289130989474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(não custa lembrar que, na época, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; excursionava pelo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/slayer/seasons_in_the_abyss/"&gt;Seasons in the abyss&lt;/a&gt; e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; pelo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/rust_in_peace/"&gt;Rust in peace&lt;/a&gt;... putaqueopariu!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente a parada foi um sucesso ridículo, o que se refletiu em uma nova edição do Clash of the titans já em 1991, nos Estados Unidos. Dessa vez, com três headliners: além dos dois da versão europeia, tava lá o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anthrax&lt;/span&gt; (divulgando o fantástico &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/anthrax/persistence_of_time/"&gt;Persistence of time&lt;/a&gt;). Como banda de abertura, os caras levaram um totalmente-nada-a-ver &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alice in Chains&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde essa época se cogitava a possibilidade da reunião dos 'quatro grandes', o que nunca rolou por diversos motivos. Como por exemplo os inúmeros desentendimentos entre integrantes das bandas, particularmente entre o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; e o resto da galera, como sua ex-banda e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kerry King&lt;/span&gt;. Por sinal, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; acabaram de fazer uma turnê conjunta em que os dois ficaram trocando farpas através da imprensa o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, talvez em celebração dos 20 anos do Clash of the titans original, os caras deixaram as picuinhas de lado e a parada vai rolar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, problemas pessoais à parte, é fato, fato!, que isso aí vai ser um evento foda-pra-caceta-ao-cubo. Tudo bem que eu já vi shows de todas as bandas citadas, mas, porra, a reunião em si já é algo a se conferir (e as apresentações individuais não são lá de se jogar fora não). Pena que os caras de uma maneira geral se odeiam, senão podia sair uma supermegajam de clássicos da NWOBHM no fim do set do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;... isso sim seria algo inesquecível pracaralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, eu trocava fácil o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; por um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Testament&lt;/span&gt; ou um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exodus&lt;/span&gt; da vida, bandas que eu também já vi ao vivo, mas que esmagam a arrogância do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; em cima dos palcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se isso não é mais uma prova cabal da volta do thrash, eu sou uma galinha d'Angola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyfbNuL0LjI/AAAAAAAAAsY/L9XKJghIaIw/s1600-h/Quatro+grandes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 229px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyfbNuL0LjI/AAAAAAAAAsY/L9XKJghIaIw/s320/Quatro+grandes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415538105718681138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(mas obviamente isso é tudo devaneio de um headbanger, porque uma porra dessas nunca vai rolar no Brasil... já na terra do ex-Papa rola)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos no Monsters de 1998 já deu pra ver &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; na mesma noite. Não é a mesma coisa, mas não dá exatamente pra reclamar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3114342650147255684?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3114342650147255684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3114342650147255684' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3114342650147255684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3114342650147255684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/12/shows-que-eu-gostaria-de-ver-o-big-four.html' title='Shows que eu gostaria de ver: o &apos;big four&apos; do thrash'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyefWsSfx6I/AAAAAAAAAsQ/B0Pc9RsnrXQ/s72-c/Clash+of+the+titans.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-5865332944347168398</id><published>2009-12-11T18:47:00.001-02:00</published><updated>2009-12-11T19:03:51.003-02:00</updated><title type='text'>Engame vs. Death magnetic</title><content type='html'>O revival do thrash oitentista é um movimento que vem crescendo, ganhando força e ocupando espaço há bastante tempo, mas não seria nenhum exagero dizer que ele atingiu o ápice nos últimos dois anos (nessa conta já incluindo o quase-finado 2009). Não só porque nomes como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Municipal Waste&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Evile&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Warbringer&lt;/span&gt; passaram a ganhar destaque na mídia especializada, nas listas de melhores do ano e nas bandas favoritas de músicos renomados, ou por causa das legiões de bandas que surgem a cada segundo no underground, fortalecendo a onda e muitas vezes superando os grupos mais famosos em qualidade e empolgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o fator mais importante pra se declarar que o neothrash chegou ao seu auge na consciência metálica popular seja o fato de que ele fez sua presença ser sentida pelas maiores bandas da história do thrash. É verdade que muitos conjuntos essenciais do gênero já tinham entrado nessa onda ao longo da última década (como o resgate do thrash pelos alemães do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kreator&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Destruction&lt;/span&gt;, a volta do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Testament&lt;/span&gt; etc.), mas só agora ela chegou à linha de frente mesmo do subgênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala sobre um teórico 'big four' do thrash, que seria composto por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anthrax&lt;/span&gt;, mas, se a gente for olhar em termos de popularidade e sucesso comercial, é fácil de perceber que as duas últimas ficam bem pra trás em relação ás duas primeiras. De qualquer maneira, desses quatro, é evidente que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anthrax&lt;/span&gt; foi o único a não ser contaminado pelo neothrash (apesar de o último trabalho dos caras ainda estar inédito, então essa é uma afirmação ainda incerta): &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; e (em menor grau) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; lançaram nos últimos anos (2008-2009) CDs que refletem a ressurgência do estilo que os consagrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; é um tanto diferente dos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt;, já que não houve exatamente uma reprodução do estilo de outrora: a principal mudança no sentido 'volta no tempo' foi o retorno do baterista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dave Lombardo&lt;/span&gt; pra recompor a formação clássica da banda, resultando na gravação do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/slayer/christ_illusion/"&gt;Christ illusion&lt;/a&gt;. Além disso, não dá pra dizer que o álbum de 2006 ou que o novo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/slayer/world_painted_blood/"&gt;World painted blood&lt;/a&gt; sejam um resgate do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Slayer&lt;/span&gt; antigo (ou pelo menos que sejam mais cópia do que os caras vêm fazendo desde o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/slayer/seasons_in_the_abyss/"&gt;Seasons in the abyss&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz com que os melhores exemplos de tudo isso que eu enrolei pracaceta pra dizer em quatro longos parágrafos sejam os últimos trabalhos de estúdio de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt;. O que, aliado à conturbada relação histórica entre as duas bandas (a eterna batalha &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lars&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;James&lt;/span&gt; vs. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dave&lt;/span&gt;), abre espaço pra fazermos uma comparação babaca (mas não tão despropositada assim) entre os dois discos. Até porque todos os fóruns de heavy/thrash/pop metal da internet já sofreram bastante com discussões do tipo '&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; sux, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; rlz' ou '&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt; eats &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/death_magnetic/"&gt;Death magnetic&lt;/a&gt; for breakfest, ha!' e tosquerias do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKvAOmY7dI/AAAAAAAAAr0/hHJvBSFmYJ4/s1600-h/Morte+magn%C3%A9tica.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKvAOmY7dI/AAAAAAAAAr0/hHJvBSFmYJ4/s320/Morte+magn%C3%A9tica.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414082120506731986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O CD do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; foi lançado em 2008 e na época causou um grande rebuliço no mundo do heavy metal e também fora dele. O fato de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;James&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kirk&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lars&lt;/span&gt; voltarem a tocar metal e reeditarem estruturas típicas dos seus grandes clássicos dos anos 80 (com solos!) levou muita gente a reviver a fé na 'maior banda de metal do mundo'. O disco vendeu pracaceta, ganhou Grammy, recolocou o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; na mídia e, lógico, também deu combustível renovado praqueles que ainda se consideram traídos pela era &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/load/"&gt;Load&lt;/a&gt;-&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/reload/"&gt;Reload&lt;/a&gt;-e-especialmente-&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/st__anger/"&gt;St.-Anger&lt;/a&gt;-como-eles-conseguiram-gravar-um-disco-tão-ruim soltarem os cachorros em cima da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que o disco tem lá seus (muitos e gritantes) defeitos, mas no geral, pra mim, o prazer de ouvir os caras tocando aquele thrashzão pésadão que os consagrou acabou superando as decepções - além disso, me parece inegável que o disco tem alguns belíssimos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKuzvX46XI/AAAAAAAAArs/XXR_A8OVJ2I/s1600-h/Fim+do+jogo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKuzvX46XI/AAAAAAAAArs/XXR_A8OVJ2I/s320/Fim+do+jogo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414081905965984114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O disco do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; saiu esse ano e - obviamente - não causou tanto alarde (provavelmente pra mais uma decepção do monsieur &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt;) pelo mundo afora. Mas na comunidade metálica ele foi um tremendo sucesso, sendo ovacionado em 99% das resenhas que eu li (especialmente na internet). E claro que a fãzada pentelha do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MuMu&lt;/span&gt; perturbou a paz de todo mundo falando que esse era o melhor disco de todos os tempos depois do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/rust_in_peace/"&gt;Rust in peace&lt;/a&gt; (e talvez, quem sabe, do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/peace_sells____but_whos_buying_/"&gt;Peace sells&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora a idiotice inerente de querer comparar os dois álbuns (é evidente que os estilos das duas bandas são - hoje - bem diferentes), esse confronto é, por um lado, inevitável. E depois de você ouvir/ler um milhão de vezes retardados descontrolados dizendo que um é muito melhor do que o outro, simplesmente não dá pra não ficar com vontade de dar a sua opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKvhzF53lI/AAAAAAAAAr8/prTwSHA_q8o/s1600-h/Megadeth.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKvhzF53lI/AAAAAAAAAr8/prTwSHA_q8o/s320/Megadeth.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414082697238273618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(e essa comparação é foda porque o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; é uma figura tão babaca e arrogante que eu nunca consigo olhar pro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; com a mesma boa-vontade que eu tenho com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, no fim das contas, o fato é que - guardadas as devidas proporções - os dois discos são bastante semelhantes. Não só 'espiritualmente' como na prática mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; quanto o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; já estavam nesse caminho de resgatar as glórias perdidas há algum tempo. Tudo bem, você pode achar que o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/st__anger/"&gt;St. Anger&lt;/a&gt; não tem porra nenhuma a ver com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; clássico, mas existem ali diversos elementos trazidos da fase áurea, como as longas durações das faixas, o peso, a agressividade (além de coisas 'menores', como um logo mais parecido com o clássico, a ilustração da capa feita pelo artista Pushead e o fato de as letras aparecerem integralmente no encarte). Na verdade, se você para pra pensar, do lado do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/load/"&gt;Load&lt;/a&gt; até o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/reload/"&gt;Reload&lt;/a&gt; já parece um passo (tá bom, um passinho, quase um tropeço) na direção da volta às origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt;, isso também vem de algum tempo. A começar pelo tenebroso &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/the_world_needs_a_hero/"&gt;The world needs a hero&lt;/a&gt; (possivelmente o pior CD da minha vasta coleção), que foi uma resposta ao som bem comercial do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/risk/"&gt;Risk&lt;/a&gt;. E, desde a 'volta' do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; com o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/the_system_has_failed/"&gt;The system has failed&lt;/a&gt;, os fãs da banda vêm consistentemente proclamando que o último disco resgata os bons tempos do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/rust_in_peace/"&gt;Rust in peace&lt;/a&gt;. Só que nesse caso, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MuMu&lt;/span&gt; fez uma transição bem mais rápida ao metal, adotando uma espécie de estética 'power metal americano' com alguns toques de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; clássico e também da fase pós-thrash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que nenhum dos discos mencionados nos últimos parágrafos refaz o percurso de outrora como os últimos trabalhos de estúdio das duas bandas. &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/death_magnetic/"&gt;Death magnetic&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt; são CDs em que várias vezes você se pega pensando que tal passagem lembra tal disco, tal riff é de tal música, tal estrutura já apareceu em tal clássico. Em cima disso, nos dois discos você consegue ouvir referências claras a todas - ou quase todas - as fases da banda em questão. E, também nos dois casos, esse caminho parece ter sido uma decisão bem consciente, divulgada dessa forma e sentida como tal pelo ouvinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKvojrMysI/AAAAAAAAAsE/0Eklbt2CLRk/s1600-h/Metallica.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 318px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKvojrMysI/AAAAAAAAAsE/0Eklbt2CLRk/s320/Metallica.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414082813358820034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entrando em uma discussão qualitativa completamente despropositada, acho que cada um dos dois têm suas vantagens. O disco do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; tem o mérito e a vantagem objetiva de ser bem mais metal! do que o do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; (ser mais metal é algo que faz de você objetivamente melhor! não tem caô!), seja na produção (que, apesar de ser meio linha-de-produção-do-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Andy&lt;/span&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sneap&lt;/span&gt; é foda pracaralho; aliás, qualquer coisa que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Andy Sneap&lt;/span&gt; faz acaba sendo foda de um jeito ou de outro), na performance dos músicos (o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chris Broderick&lt;/span&gt; é foda demais e fez uma dupla fabulosa com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt;) e até mesmo em grade parte das composições. Talvez por isso, não exista nenhum momento mais '&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/risk/"&gt;Risk&lt;/a&gt;' no álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes vantagens do disco do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; - pra mim - são o repertório e a consistência. Nada em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/death_magnetic/"&gt;Death magnetic&lt;/a&gt; é genial como nos tempos áureos, mas as faixas (em especial as da primeira metade) são empolgantes, daquelas que você fica com vontade de ver no show pra cantar junto e bater cabeça. Os riffs são bons, os refrãos são pegajosos, as estruturas das músicas são bem pensadas. Não são nada que a banda não tenha feito antes, mas funciona. Além disso, também impressiona o fato de ele reunir referências a todas as fases do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; com uma consistência bem sólida. É um disco que dá vontade de ouvir e reouvir como um todo, e não só colocar os hits no mp3 genérico, coisa que acontece com &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt; (assim como nos dois CDs anteriores do Megadeth).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui meio partidário do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metallica&lt;/span&gt; na eterna briga com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; (apesar de favorecer a banda do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; no período de 88-90), então minhas considerações não precisam ser levadas muito a sério (tá, eu admito, escrevi essa frase só pra evitar que os puxa-sacos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MuMu&lt;/span&gt; não me mandem comentários ofensivos desnecessários).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que os dois discos são bem nivelados entre si. Talvez seja até o caso de preferir um ou outro dependendo do dia. De qualquer maneira, me parece que, mesmo com todos os defeitos (em especial aquela decisão pensada de 'vamos voltar no tempo pra ver se ganhamos alguma credibilidade e mais uns trocados') dos dois álbuns, esses parecem ser os melhores lançamentos das duas bandas desde os tempos clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(sim, o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/metallica/"&gt;preto&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/countdown_to_extinction/"&gt;Countdown to extinction&lt;/a&gt; contam como período clássico! não me encham o saco!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eles vão conseguir manter o bom nível nos próximos trabalhos? Essa é a pergunta que não quer calar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-5865332944347168398?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/5865332944347168398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=5865332944347168398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5865332944347168398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5865332944347168398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/12/engame-vs-death-magnetic.html' title='Engame vs. Death magnetic'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyKvAOmY7dI/AAAAAAAAAr0/hHJvBSFmYJ4/s72-c/Morte+magn%C3%A9tica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-6168175438394614852</id><published>2009-12-09T18:54:00.005-02:00</published><updated>2009-12-16T18:11:16.314-02:00</updated><title type='text'>Feliz metal 2009</title><content type='html'>Quando eu escrevi &lt;a href="http://vocesaiatras.blogspot.com/2008/09/feliz-metal.html"&gt;o primeiro post intitulado 'Feliz metal'&lt;/a&gt; nunca passou pela minha cabeça que isso pudesse um dia virar um tema pra blog. Não que eu não ache que a ideia seja boa o suficiente ou que eu ache que o Papai Noel é um filho da puta que rejeita os miseráveis ou que eu queira matá-lo, nada disso. Mas, porra, nunca poderia pensar que a mistura de natal com heavy metal pudesse render mais de um postzinho solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem foi que apareceu pra me contradizer? Ele!, o carecão, deus(a) do metal, uma das figuras mais absurdamente fodas da história da música, o meste &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rob Halford&lt;/span&gt;. O cara reativou sua banda solo, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Halford&lt;/span&gt;, pra gravar um CD natalino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyASqqmYajI/AAAAAAAAArk/PKlNOqtyH8o/s1600-h/M%C3%BAsicas+de+inverno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 282px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyASqqmYajI/AAAAAAAAArk/PKlNOqtyH8o/s320/M%C3%BAsicas+de+inverno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413347276298414642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(não, isso não é uma piada!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi o CD &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/halford/halford_3__winter_songs/"&gt;Winter songs&lt;/a&gt; (também chamado de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/halford/halford_3__winter_songs/"&gt;Halford 3&lt;/a&gt;), que mistura quatro composições novas a 'clássicos' natalinos e/ou de fim de ano com roupagem heavy metal e tendo à frente a voz sempre majestosa do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Robão&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que só a ideia em si é esdrúxula demais pra se levar a sério - mas por outro lado é esdrúxula demais pra não dar pelo menos uma ouvida, rápida que seja, no álbum. Tenho que confessar que fiquei com o disco umas semanazinhas no meu mp3 genérico, me familizarizando com o espírito natalino de metal do sujeito. E até que a coisa não é tão ruim assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, o tal &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/halford/halford_3__winter_songs/"&gt;Winter songs&lt;/a&gt; acaba nem sendo tanto um CD de metal propriamente dito, já que tem bem mais baladinhas do que o que seria normalmente aceitável em algo do tipo, entre elas a única música que eu conhecia dos seis covers: a manjadona &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Holy night&lt;/span&gt;. O lado mais mela-cueca do disco é também o mais chato e como ele marca presença forte no tracklist (o que, obviamente, era de se esperar), acaba comprometendo parte da diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que atrapalha é que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Halford&lt;/span&gt; leva a sério demais a ideia do CD natalino. Ao contrário do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Twisted Sister&lt;/span&gt;, que gravou o disco &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/twisted_sister/a_twisted_christmas/"&gt;A twisted christmas&lt;/a&gt; avacalhando canções de natal, ou da própria coletânea que foi tema do meu primeiro post, os caras perdem a oportunidade de aproveitar a natureza absurda da mistura pra dar um ar menos sério e pomposo às faixas (o que, mais uma vez, é realçado pela interpretação 'séria' das baladinhas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parcela mais metal! da coisa, no entanto, não deixa a desejar. As músicas 'pesadas' são interessantes pelo fato de não terem nenhuma aura real de agressividade ou de peso (em um sentido ameaçador ou perturbador), focando bastante em um clima festeiro e feliz, o que, por diversas vezes, cria uma fronteira com gêneros como hard rock e power metal/metal melódico. Isso aparece tanto nas músicas inéditas - como a abertura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Get into the spirit&lt;/span&gt; (a mais metal! de todas, quase uma versão alegre da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Painkiller&lt;/span&gt;), e as animadíssimas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Christmas for everyone&lt;/span&gt; (sensacional) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I don't care&lt;/span&gt; - como nas regravações. Nesse último caso, o destaque fica pra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;We three kings&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh come o come Emanuel&lt;/span&gt;, que aqui são convertidas em hinos metálicos irrepreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O balanço geral é que &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/halford/halford_3__winter_songs/"&gt;Winter songs&lt;/a&gt;, apesar de não funcionar lá tão bem como álbum natalino ou como álbum de metal, acaba sendo um experimento com resultados divertidos e que, bem ou mal, acaba encontrando um clima inusitado e quase inédito pro metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é bem mais do que eu poderia esperar de um ideia aparentemente tão besta quanto essa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-6168175438394614852?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/6168175438394614852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=6168175438394614852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6168175438394614852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6168175438394614852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/12/feliz-metal-2010.html' title='Feliz metal 2009'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyASqqmYajI/AAAAAAAAArk/PKlNOqtyH8o/s72-c/M%C3%BAsicas+de+inverno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-1953538211084751738</id><published>2009-12-06T19:00:00.002-02:00</published><updated>2009-12-09T18:32:52.619-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música irada'/><title type='text'>Música irada do dia: Hino do Flamengo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma vez Flamengo, sempre Flamengo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flamengo sempre eu hei de ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É o meu maior prazer vê-lo brilhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seja na terra, seja no mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vencer, vencer, vencer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma vez Flamengo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flamengo até morrer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na regata ele me mata&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me maltrata, me arrebata&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que emoção no coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Consagrado no gramado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sempre amado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais cotado nos Fla-Flus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É o 'ai Jesus!'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu teria um desgosto profundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se faltasse o Flamengo no mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele vibra, ele é fibra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muita libra já pesou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flamengo até morrer eu sou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyAJDCoBRTI/AAAAAAAAArc/y9zqoRH-3CI/s1600-h/Hexa%21.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyAJDCoBRTI/AAAAAAAAArc/y9zqoRH-3CI/s320/Hexa%21.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413336699948320050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hexa porra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-1953538211084751738?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/1953538211084751738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=1953538211084751738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1953538211084751738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1953538211084751738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/12/musica-irada-do-dia-hino-do-flamengo.html' title='Música irada do dia: Hino do Flamengo'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SyAJDCoBRTI/AAAAAAAAArc/y9zqoRH-3CI/s72-c/Hexa%21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-280785685588452143</id><published>2009-10-22T18:01:00.009-02:00</published><updated>2009-10-22T19:24:56.445-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Mythra</title><content type='html'>Partindo da ideia de que o ano de 1979 é o marco inicial da new wave of British heavy metal (e esse é o raciocínio por trás da minha série de posts em homenagem aos 30 anos do movimento), uma coisa que a gente acaba descobrindo é que poucas bandas realmente conseguiram gravar alguma coisa oficial no último ano da década de 70. Tudo bem que certamente uma boa parte dos grupos clássicos da época já estavam em atividade por aí, mas não necessariamente gravando discos - e os registros definitivos certamente aconteceram já nos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras, desde que eu comecei a escrever sobre o tema eu ficava me perguntando se essa idade de três décadas era realmente precisa pra justificar o assunto ou se era mais a famosa 'desculpa de que eu tava precisando' pra conhecer a NWOBHM. Bom, o ponto é que minhas dúvidas finalmente se dissiparam quando eu ouvi o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mythra&lt;/span&gt;, banda do post de hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDJw19A6YI/AAAAAAAAAq8/IaXUyDuoZkM/s1600-h/Logo+Mythra.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 95px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDJw19A6YI/AAAAAAAAAq8/IaXUyDuoZkM/s320/Logo+Mythra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395534194543749506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A formação da banda remonta a 1976 (!!!), quando uns muleques de escola se juntaram para tocar rock pesado. As influências dos garotos eram o heavy metal da época (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sabbath&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Priest&lt;/span&gt;) e aquelas bandas britânicas de hard-rock-quase-metal tipo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;UFO&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Thin Lizzy&lt;/span&gt;. E como todos os grupos da nascente NWOBHM, os caras caíram no circuito de bares, pubs, casas de shows furrecas etc. assim que conseguiram uma formação estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDKxlpFHSI/AAAAAAAAArE/OuUpI5X7QlE/s1600-h/Mythra+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 184px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDKxlpFHSI/AAAAAAAAArE/OuUpI5X7QlE/s320/Mythra+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395535306856668450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(sempre que eu olho essas fotos, eu fico imaginando como não deve ter sido acompanhar isso de perto... por um lado, devia ser foda pracaralho, mas por outro devia ser a maior tosquice dos infernos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mythra&lt;/span&gt; conseguiu logo cedo fazer o que poucas bandas da NWOBHM coneguiram: gravar um disco ainda nos anos 70! No caso, o EP de quatro faixas &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/mythra/the_death_and_destiny_ep/"&gt;Death and destiny&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser impressionante o simples fato de ele ter sido gravado tão cedo na história da cena, certamente a coisa mais foda do disquinho é o fato de ele já encapsular com perfeição a sonoridade e a proposta da sua geração, aliando a crueza e o espírito suado do punk inglês com as influências musicais citadas anteriormente, forjando um som ridiculamente empolgante e eminentemente e evidentemente metálico. Nem o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saxon&lt;/span&gt;, que lançou um LP em 1979, era tão heavy metal quanto o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mythra &lt;/span&gt;assim desde o início!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDLt16_JtI/AAAAAAAAArM/Gw8Ts5HOXRY/s1600-h/Morte+e+destino.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 265px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDLt16_JtI/AAAAAAAAArM/Gw8Ts5HOXRY/s320/Morte+e+destino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395536342018893522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Das quatro músicas do EP, três são arrebatadoramente fodas e poderiam ter se tornado tranquilemente hinos da NWOBHM (a faixa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Killer&lt;/span&gt; é especialmente foda). O resultado foi que o EP vendeu 15 mil cópias em 20 dias e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mythra&lt;/span&gt; começou a aparecer em textos de revistas especializadas e a fazer shows ao lado de bandas importantes (tipo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Motörhead&lt;/span&gt;) e parecia que as coisas estavam caminhando irreversivelmente na direção da fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mistério da história é que o EP chegou a ser relançado por outra gravadora, mas a banda de alguma maneira não foi pra frente. Os caras ainda registraram umas demos, mas acabaram sendo deixados pra trás pelos grupos que vieram a se tornar os líderes da cena e, assim, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mythra &lt;/span&gt;terminou por pendurar as guitarras. O porque disso eu não consegui descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDMIhYt_gI/AAAAAAAAArU/zLG4A0NUGJI/s1600-h/Mythra+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDMIhYt_gI/AAAAAAAAArU/zLG4A0NUGJI/s320/Mythra+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395536800362921474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No fim dos anos 90, foi editado um CD contando com as quatro faixas do EP e mais nove 'inéditas' (possivelmente material das demos gravadas no início dos anos 80). Provavelmente o disco causou algum tipo de repercussão, já que em 2002 a banda voltou à ativa e lançou seu primeiro álbum de inéditas propriamente dito, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/mythra/the_darkener/"&gt;The darkener&lt;/a&gt;. Esse eu ainda não ouvi pra tecer comentários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mythra&lt;/span&gt; não tenha gravado mais material, pelo simples fato de que metalzão cru, direto, empolgado e empolgante dos anos 80 nunca é demais. De qualquer jeito, os caras me provaram que, sim, 1979 pode ser considerado tranquilamente como o marco inicial da NWOBHM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é nada mal um movimento começar com um irado EP desses, isso é fato. Pelo contário, além de um bom sinal, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/mythra/the_death_and_destiny_ep/"&gt;Death and destiny&lt;/a&gt; foi essencialmente uma antecipação das melhores coisas que a NWOBHM deu ao metal como um todo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-280785685588452143?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/280785685588452143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=280785685588452143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/280785685588452143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/280785685588452143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/10/30yowobhm-mythra.html' title='30YOWOBHM: Mythra'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SuDJw19A6YI/AAAAAAAAAq8/IaXUyDuoZkM/s72-c/Logo+Mythra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-8667260235420474193</id><published>2009-10-06T13:15:00.007-03:00</published><updated>2009-10-06T15:43:20.669-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dessa pra melhor'/><title type='text'>Sessão dessa pra melhor: Mike Alexander</title><content type='html'>No meio da atual onda do neothrasholdschool, que vem apresentando uma quantidade esdrúxula de novas bandas a cada dia em todos os cantos do mundo (outro dia descobri uma fodaça do Paraguai! &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;The Force&lt;/span&gt;!), um dos grupos que se destacou mais claramente desde o início da formação do 'movimento' foi o inglês &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Evile&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caras começaram a carreira no início dos anos 2000 com o nome de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Metal Militia&lt;/span&gt;, que já denunciava a proposta da banda: tocar covers do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Metallica&lt;/span&gt;. Depois de partirem para composições próprias, mudaram de nome e gravaram dois EPs (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/evile/all_hallows_eve/"&gt;All hallows eve&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/evile/hell_demo/"&gt;Hell demo&lt;/a&gt;) com uma boa resposta no underground. Em 2007, os caras tiraram a sorte grande, sendo contratados pela gravadora Earache.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida saiu o debu &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/evile/enter_the_grave/"&gt;Enter the grave&lt;/a&gt;, que colocou a banda bem no meio do turbilhão da nova safra de thrash. Eu confesso que, apesar da excelente acolhida que o ábum teve com fãs e críticos, não acho o CD nada de mais não - é só um thrash a la Bay Area muito bem gravado e tocado, mas sem causar nenhuma grande euforia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sst1rSfqiXI/AAAAAAAAAqM/KWa6ZMKgg5A/s1600-h/Entre+no+t%C3%BAmulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389530765638404466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sst1rSfqiXI/AAAAAAAAAqM/KWa6ZMKgg5A/s320/Entre+no+t%C3%BAmulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A idolatria a &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Hetfield&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Ulrich&lt;/span&gt; etc. se confirmava não só no estilão das músicas (a faixa-título é puro &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Metallica &lt;/span&gt;dos primeiros tempos), mas também pela presença de Flemming Rasmussen na produção. No lado positivo, há de se destacar que os caras escreveram um dos maiores hinos do neothrash até aqui, a fabulosa &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Thrasher&lt;/span&gt;, que certamente tem alguma porcentagem de inspiração na lendária &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Bonded by blood&lt;/span&gt; do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Exodus&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois acabou de sair o segundo álbum da banda, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/evile/infected_nations/"&gt;Infected nations&lt;/a&gt;, com recepção um pouco mais cautelosa por parte dos fãs (eu ainda não ouvi direito e não posso tecer grandes comentários), mas ainda assim colocando o &lt;strong&gt;Evile&lt;/strong&gt; novamente sob os holofotes thrash. E, duas semanas depois, no meio da turnê europeia ao lado do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Amon Amarth&lt;/span&gt;, morreu subitamente, aos 32 anos, o baixista &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Mike Alexander&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sst2IDLy6UI/AAAAAAAAAqc/WReh1w68GvQ/s1600-h/Na%C3%A7%C3%B5es+infectadas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389531259744741698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sst2IDLy6UI/AAAAAAAAAqc/WReh1w68GvQ/s320/Na%C3%A7%C3%B5es+infectadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(hora de começar a ouvir &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/evile/infected_nations/"&gt;Infected nations&lt;/a&gt; em homenagem ao rapaz!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta sacanagem. Não só pelo fato de o cara morrer quando estava experimentando um sucesso razoável no concorrido mundo do metal, mas também pelo fato de ser um músico de metal negão, o que não é assim lá muito comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sst1xP7iUOI/AAAAAAAAAqU/eU-lTC75014/s1600-h/Mike+Alexander.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389530868029214946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sst1xP7iUOI/AAAAAAAAAqU/eU-lTC75014/s320/Mike+Alexander.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(e não dá pra falar muito sobre o talento do cara como baixista, porque, como acontece em 99% das bandas de thrash, você praticamente não ouve o baixo nas músicas do &lt;strong&gt;Evile&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irônica também a semelhança com a história dos ídolos dos caras, já que o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Metallica&lt;/span&gt; perdeu seu genial baixista &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Cliff Burton&lt;/span&gt; quando solificava seu posto de banda grande no metal na turnê do perfeito &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/master_of_puppets/"&gt;Master of puppets&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe os dois não se esbarram por aí e fazem umas jams com os bons e velhos clássicos do thrash oitentista...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-8667260235420474193?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/8667260235420474193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=8667260235420474193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/8667260235420474193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/8667260235420474193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/10/sessao-dessa-pra-melhor-mike-alexander.html' title='Sessão dessa pra melhor: Mike Alexander'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sst1rSfqiXI/AAAAAAAAAqM/KWa6ZMKgg5A/s72-c/Entre+no+t%C3%BAmulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-4859205183024648961</id><published>2009-09-25T13:34:00.000-03:00</published><updated>2009-09-25T13:34:58.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Blind Fury</title><content type='html'>Tem umas bandas que você olha os créditos de membros que passaram por ela e fica pensando 'como é que essa porra não deu certo?', já que elas contam com músicos da categoria 'acima de qualquer suspeita' e mesmo assim acabam no esquecimento. É o caso do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blind Fury&lt;/span&gt;, banda do post de hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SrzuEXGbPYI/AAAAAAAAAps/vBEKOnSIqJM/s1600-h/Logo+Blind+Fury.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 221px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SrzuEXGbPYI/AAAAAAAAAps/vBEKOnSIqJM/s320/Logo+Blind+Fury.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385441013116124546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blind Fury&lt;/span&gt; nasceu como uma colaboração entre o vocalista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lou Taylor&lt;/span&gt; e o guitarrista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kevin Heybourne&lt;/span&gt;, líder do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Angel Witch&lt;/span&gt;, que na época estava em um hiato de atividades. Ao lado do baixista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pete Gordelier&lt;/span&gt; e do baterista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dave Hogg&lt;/span&gt;, a dupla gravou uma demo ultraobscura em 1984, que continha duas músicas. Uma delas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Evil games&lt;/span&gt;, viria a aparecer no segundo LP do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Angel Witch&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/angel_witch/screamin_n_bleedin/"&gt;Screamin' 'n' bleedin'&lt;/a&gt;. A outra, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nowhere to run&lt;/span&gt;, também tem um riff que poderia facilmente ter sido aproveitado pela banda principal de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heybourne&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que essa fase inicial acabou não dando certo, talvez pela iniciativa do guitarrista em reativar o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Angel Witch&lt;/span&gt; mais uma vez. E essa acabou sendo a oportunidade perfeita para o nosso amigo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lou Taylor&lt;/span&gt; demonstrar o seu bom gosto no quesito 'guitarristas com quem eu gostaria de gravar', se juntando aos integrantes do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Satan&lt;/span&gt;, que, por sua vez, estavam órfãos de vocalista depois da saída do sensacional &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brian Ross&lt;/span&gt; (que decidiu reativar o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blitzkrieg&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de apreciar a arte da boa guitarra de heavy metal, o tal &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lou Taylor&lt;/span&gt; também devia ser um cara gente boa pracaceta e de boa lábia, já que, além de ter convencido três dos melhores guitarristas da NWOBHM a tocarem com ele, conseguiu fazer com que os quatro membros do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Satan &lt;/span&gt;se juntassem a ele e abandonassem o nome da sua banda. E assim se estabeleceu a formação 'clássica' da banda, que gravou em 1985 seu único LP, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/blind_fury/out_of_reach/"&gt;Out of reach&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Srzv-HigZtI/AAAAAAAAAp0/HhQk0uft0fM/s1600-h/Fora+de+alcance.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Srzv-HigZtI/AAAAAAAAAp0/HhQk0uft0fM/s320/Fora+de+alcance.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385443104882976466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando eu fiz &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2009/04/30yowobhm-satan.html"&gt;meu post sobre o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Satan&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; eu escrevi sobre o disco 'que dizem as más línguas ser mais pro lado comercial e hard rockeiro', o que acabei descobrindo ser uma meia verdade. Na verdade, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/blind_fury/out_of_reach/"&gt;Out of reach&lt;/a&gt; passa sim uma impressão de ser mais comercial do que o som do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Satan&lt;/span&gt;, não exatamete por se aproximar do hard rock, mas porque é um álbum extremamente melódico. Nele, a espetacular dupla de guitarristas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Steve Ramsey&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Russ Tippins&lt;/span&gt; leva a sua veia técnica para um lado menos pesado e sombrio (não que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Satan&lt;/span&gt; fosse extremamente agressivo), o que dá às músicas uma cara mais leve e palatável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que leva o LP para o lado mais comercial é a produção bem mais límpida do que o que se costuma ouvir da NWOBHM e que coloca o vocal em destaque muito maior do que as guitarras (o que é uma pena, porque o instrumental é tranquilamente o melhor que a banda tinha a oferecer). Isso, aliado ao lado bem melódico das músicas, também faz um elo de ligação entre o som do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blind Fury&lt;/span&gt; e o power metal europeu, que na época estava em formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SrzwsTCxgZI/AAAAAAAAAp8/iUrVO1H1cvo/s1600-h/Blind+Fury.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 209px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SrzwsTCxgZI/AAAAAAAAAp8/iUrVO1H1cvo/s320/Blind+Fury.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385443898245087634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O problema é que, apesar da sua habilidade em se juntar a grandes músicos de NWOBHM, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lou Taylor&lt;/span&gt; não era lá um grande vocalista. Pelo contrário, o cara - apesar de ter lá sua técnica e voz afinadinha - é pra lá de genérico e bem chatinho, arruinando algumas músicas que poderiam ser bem interessantes. Aliás, apesar de uma dose razoável de bons riffs, solos e melodias, as linhas vocais tendem a ser totalmente sem-graça e nada memoráveis, o que eu não se é culpa do vocalista ou não. O fato é que (assim como acontecia na demo) o vocal é o ponto fraco de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/blind_fury/out_of_reach/"&gt;Out of reach&lt;/a&gt; e fica muito aquém do que se ouve das guitarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Srzwz0dJLfI/AAAAAAAAAqE/Nt2e-A9SfME/s1600-h/Lou+Taylor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 169px; height: 118px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Srzwz0dJLfI/AAAAAAAAAqE/Nt2e-A9SfME/s320/Lou+Taylor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385444027473145330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lou&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lou&lt;/span&gt;, você é um manézão... arruinou as chances da sua própria banda dar certo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, o disco acabou - com certa justiça, devo dizer - ficando esquecido como item de colecionador para fãs de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Satan&lt;/span&gt; e/ou NWOBHM em geral. Os quatro integrantes da parte instrumental do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blind Fury&lt;/span&gt; reativaram sua banda original, enquanto o vocalista aparentemente desistiu da música (pelo menos até onde eu pude averiguar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, pra quem gosta de um metal bem melódico e razoavelmente técnico (e não se importa muito com vocais meio genéricos, apesar de afinadinhos), vale uma conferida em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/blind_fury/out_of_reach/"&gt;Out of reach&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-4859205183024648961?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/4859205183024648961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=4859205183024648961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4859205183024648961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4859205183024648961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/09/30yowobhm-blind-fury.html' title='30YOWOBHM: Blind Fury'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SrzuEXGbPYI/AAAAAAAAAps/vBEKOnSIqJM/s72-c/Logo+Blind+Fury.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-1277991361708574609</id><published>2009-09-24T13:48:00.001-03:00</published><updated>2009-09-24T13:52:49.879-03:00</updated><title type='text'>A bomba gama ataca novamente!</title><content type='html'>Há pouco mais de um ano, eu escrevi - &lt;a href="http://vocesaiatras.blogspot.com/2008/09/plataforma-metal.html"&gt;no meu outro blog, hoje inativo&lt;/a&gt; - sobre a iniciativa genial da banda irlandesa de neothrasholdschool &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gama Bomb&lt;/span&gt;, que convocou seus fãs pra expurgar seus pecados metálicos destruindo os itens vergonhosos de suas coleções de CDs em um ritual coletivo nas apresentações da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Srujyo2V5RI/AAAAAAAAApk/lsgQVJhdsIw/s1600-h/Gama+Bomb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Srujyo2V5RI/AAAAAAAAApk/lsgQVJhdsIw/s320/Gama+Bomb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385077869805692178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Até hoje, eu ainda não consegui parar pra escutar os discos dos caras com calma, mas o pouco que eu ouvi, aliado à campanha 'stamp out inferior metal', criou uma pré-disposição em mim para gostar da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, os malucos se saem com mais uma iniciativa louvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gama Bomb&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y0jFPO4leVQ&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;anunciou&lt;/a&gt; que seu novo CD, Tales from the grave in space, será disponibilizado pra download gratuito, incluindo arte de capa etc. e tal, &lt;a href="http://www.earache.com/gamabomb/"&gt;no site da gravadora Earache&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que isso seja de uma genialidade sem precedentes como foi o caso da campanha em prol do 'verdadeiro metal!', mas, porra, demonstra que os caras têm um mínimo de noção de que quem quiser vai fazer o download da porra do disco nos Rapidshares, Megauploads, Badongos, Mediafiles etc. etc. etc. da vida. E, mais uma vez, conseguem criar uma grande empatia com os fãs de thrash ao redor do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia que passa, eu vou mais a cara desses malucos... agora só resta ouvir os discos e decidir se o thrash deles presta ou não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: no link da Earache acima, eu descobri que nego inventou a coisa mais ridícula de todos os tempos! O Super Trunfo de bandas de thrash! Pelo amor de deus! Se alguém quiser se aventurar, dá pra baixar de graça &lt;a href="http://rapidshare.com/files/280459095/thrashtrump.pdf"&gt;no Rapidshare&lt;/a&gt;! Depois é só imprimir as cartas e jogar! Neguinho é muito mongoloide mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-1277991361708574609?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/1277991361708574609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=1277991361708574609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1277991361708574609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1277991361708574609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/09/bomba-gama-ataca-novamente.html' title='A bomba gama ataca novamente!'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Srujyo2V5RI/AAAAAAAAApk/lsgQVJhdsIw/s72-c/Gama+Bomb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-68852071999354508</id><published>2009-09-15T18:11:00.002-03:00</published><updated>2009-09-15T18:13:24.201-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nas telas'/><title type='text'>Metal (e quadrinhos) nas telas: Jonah Hex vem aí!</title><content type='html'>A essa altura do campeonato, acho que não tem mais ninguém que duvide do potencial das histórias em quadrinhos como base pra filmes de tremendo sucesso comercial. Depois do êxito tremendo do filme do Homem de Ferro, que não pode ser considerado exatamente um personagem de primeira linha (em termos de popularidade), a coisa começou a se espalhar de um jeito assustador. O que significa que, em breve, teremos filmes do Thor, Deadpool (!!!), Capitão Marvel, Lobo, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos personagens de quadrinhos mais inusitados a caminho da tela grande é o caubói Jonah Hex, publicado pela DC. A revista dele foi relançada em 2006 e o mercado americano (onde quase nada fora do universo de super-heróis dá certo) observou incrédulo à conquista de espaço da série, que vende razoavelmente bem e está chegando ao número 50, um grande feito pra um quadrinho de velho oeste nos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sq__57EjD3I/AAAAAAAAApM/LkX15LilusA/s1600-h/Jonah+Hex+quadrinhos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 204px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sq__57EjD3I/AAAAAAAAApM/LkX15LilusA/s320/Jonah+Hex+quadrinhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381801450305425266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(eu pouco conheço sobre o personagem, mas é fato que só essa face meio derretida dele já cria uma imagem fodaça que dá vontade de ler a revistinha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, provavelmente foi esse sucesso recente que levou o pessoal a investir num filme com o personagem, que vai ser interpretado pelo ator &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Josh Brolin&lt;/span&gt; e que tem como par romântico a musa-dos-nerds &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megan Fox &lt;/span&gt;&lt;span&gt;e como vilão o sempre sencional&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; John Malkovich&lt;/span&gt;. Além disso, vai ser dirigido por um tal de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jimmy Hayward&lt;/span&gt;, que é ex-animador da Pixar! E ter alguma relação com a Pixar é sempre um bom sinal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sq___tzOxcI/AAAAAAAAApU/SYcJ3Lg73ms/s1600-h/Jonah+Hex+cinema.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sq___tzOxcI/AAAAAAAAApU/SYcJ3Lg73ms/s320/Jonah+Hex+cinema.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381801549822346690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E vocês devem estar se perguntando 'que porra isso tem a ver com música?', certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, muito mais foda do que a notícia do filme em si, é a revelação de que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mastodon&lt;/span&gt;, uma das bandas mais fodas da atualidade, vai fazer a trilha sonora do filme! Na verdade, se nego tivesse divulgado essa informação há um tempo atrás, eu nem ficaria tão empolgado... porque, porra, é difícil de imaginar uma banda de metal fazendo uma trilha sonora decente pra um filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois do genial &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/mastodon/crack_the_skye/"&gt;Crack the skye&lt;/a&gt;, que tem um quê cinematográfico (a 'trama' do disco está sendo cogitada pra adaptação pras telonas também), o quarteto me convenceu de existe a possibilidade de a mistura inusitada funcionar muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SrAAYZDWTBI/AAAAAAAAApc/0Ucj13Uk41M/s1600-h/Mastodon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 261px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SrAAYZDWTBI/AAAAAAAAApc/0Ucj13Uk41M/s320/Mastodon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381801973749533714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esse crossover cinema/quadrinhos/metal é capaz até de me fazer voltar a uma sala de cinema! Vamos esperar até o ano que vem pra ver no que dá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-68852071999354508?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/68852071999354508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=68852071999354508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/68852071999354508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/68852071999354508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/09/metal-e-quadrinhos-nas-telas-jonah-hex.html' title='Metal (e quadrinhos) nas telas: Jonah Hex vem aí!'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sq__57EjD3I/AAAAAAAAApM/LkX15LilusA/s72-c/Jonah+Hex+quadrinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-885327256904048424</id><published>2009-09-11T17:29:00.001-03:00</published><updated>2009-09-11T17:37:04.523-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uma noite com...'/><title type='text'>Uma noite com o novo do Megadeth</title><content type='html'>Bom, como todo mundo sabe, a banda &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dave Mustaine e seus Megadeths&lt;/span&gt; está prestes a lançar um novo disco, de nome &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt;. Eu não posso dizer que seja um grande fanático pela dupla de discos lançados pelo quarteto desde a 'volta' do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/the_system_has_failed/"&gt;The system has failed&lt;/a&gt;, de 2004, e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/united_abominations/"&gt;United abominations&lt;/a&gt;, de 2007), mas eles são bacanitos e é fato que um novo disco do cara é motivo de rebuliço imediato na cena metálica internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt; vem sendo apontado por meio mundo (inclusive pelo próprio líder &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt;, de forma meio indireta) como o 'verdadeiro sucessor' do clássico-mor da banda, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/rust_in_peace/"&gt;Rust in peace&lt;/a&gt;, mais ou menos como neguinho descreveu o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/the_system_has_failed/"&gt;The system has failed&lt;/a&gt; na época do seu lançamento. E todo mundo sabe no que isso deu, né...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MuMu&lt;/span&gt;, em um raro momento de demonstração de simpatia para com seus fãs (ou melhor, adoradores), resolveu disponibilizar todas as faixas do novo disco de estúdio &lt;a href="http://www.myspace.com/megadeth"&gt;no myspace da banda&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui vamos nós na nossa apreciação em tempo quase-real do candidato a clássico de 2009:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SqqspkEcWQI/AAAAAAAAAoY/ORa9_SYcYQ0/s1600-h/Fim+do+jogo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SqqspkEcWQI/AAAAAAAAAoY/ORa9_SYcYQ0/s320/Fim+do+jogo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380302534904404226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(antes de mais nada, tenho que dizer que essa capa é chocha pracaralho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 1: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dialetic chaos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Com dois minutos e uns trocados de duração, isso tá me cheirando a introdução instrumental...&lt;br /&gt;- O disco abre com uns acordes bacanas, que criam um clima e depois descambam pra umas guitarrinhas melódicas quase-power-metal. Eu em tenho dito que esses caras tão cada vez mais power!&lt;br /&gt;- Solinhos aloprados de puro metal! É isso que esperamos de você, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MuMu&lt;/span&gt;! Bom, isso e mais um lendário mau-humor, descaso total para com os seus fãs e uns vocais esganiçados. Pelo menos você nos deu um quarto do necessário logo na primeira faixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 2: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;This day we fight!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Essa música é inspirada em um discurso do Aragorn no filme do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Senhor dos anéis&lt;/span&gt;! Porra, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine &lt;/span&gt;revelando seu lado nerd para os fãs (que, no geral, também são bastante nerds). De qualquer maneira, isso é um mau sinal, porque os filmes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Senhor dos anéis&lt;/span&gt; são uma bela merda.&lt;br /&gt;- Riff ultra-técnico que lembra a sensacional &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wake up dead&lt;/span&gt; do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/peace_sells____but_whos_buying_/"&gt;Peace sells... but who's buying?&lt;/a&gt;. O que, no caso, é um bom sinal.&lt;br /&gt;- O foda desses riffs aloprados do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; é que às vezes eles soam meio sem propósito. Talvez seja o caso de ouvir a música mais vezes, mas de cara me parece algo que só existe pra demonstrar o tradicional 'nós tocamos pracaralho' e como o novo guitarrista, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chris Broderick&lt;/span&gt;, é fodaço pracaralho etc. e tal. Pelo menos o cara realmente é foda.&lt;br /&gt;- Bom, a música é rápida, pesada, agressiva e metal pracaralho. Ela só não me chamou muito a atenção no sentido de 'tenho que ouvir de novo!'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 3: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;44 minutes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Hmmm... introduçãozinha melódica de guitarra com áudio de cobertura jornalística de guerra, onde será que já ouvi isso antes? Terá sido em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/the_system_has_failed/"&gt;The system has failed&lt;/a&gt;? Terá sido em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/united_abominations/"&gt;United abominations&lt;/a&gt;? Ou que tal nos dois?&lt;br /&gt;- Essa faixa é mais cadenciada (puxa bastante atenção para o baixo) e melódica. Me lembrou a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;United abominations&lt;/span&gt;, só que mais fraca.&lt;br /&gt;- Alguém devia convencer o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt; de que, quando ele tenta escrever letras 'relevantes' ele se sai bem pior do que quando fala de coisas idiotas. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; ganharia com um CD só de música de temática idiota.&lt;br /&gt;- No fim, fiquei com a impressão de que essa música pode ganhar algum crédito com repetidas audições. Será que isso vai se tornar um tema até o fim deste disco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 4: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;1,320'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Porra, riffzinho de abertura que remete ao &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/so_far__so_good_____so_what_/"&gt;So far, so good... so what!&lt;/a&gt;! Acho que estou no céu.&lt;br /&gt;- Por sinal, o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/so_far__so_good_____so_what_/"&gt;So far, so good...&lt;/a&gt; é um dos discos mais subvalorizados da história do metal. Ouçam essa porra!&lt;br /&gt;- Pena que a música desemboca em uns riffs meio basicões, porque o que abre a faixa era promissor.&lt;br /&gt;- De qualquer jeito, o trabalho de guitarras da dupla &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt;/&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Broderick &lt;/span&gt;é fantástico.&lt;br /&gt;- Quebradinha estranha... que ressalta o fato de esse baterista atual do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;deixar bastante a desejar. Ele é meio quadradão demais. Mas tudo bem, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;nunca foi uma banda que primou por ter bateristas geniais.&lt;br /&gt;- Ah, duelinho de solos! Esse é o bom e velho &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Medageth&lt;/span&gt;! E mais uma prova de que o novo guitarrista foi uma ótima contratação do bom e velho tiranão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dave&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Essa foi a melhor faixa até aqui... foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 5: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bite the hand&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Riff inicial meio bunda e pseudo-gingado, mas depois mais riffzinho bem metal, me lebrou uma onda meio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Skin o' my teeth&lt;/span&gt;. Pena que ele seja intercalado com o riff-bunda de abertura.&lt;br /&gt;- Mais uma vez eu me vejo esperando que os riffs meio blah passem logo pra chegar de vez nos solinhos melódicos e fantásticos. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; devia gravar um disco só de instrumentais. Era capaz de sair uma obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 6: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bodies&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Início cadenciado, com a guitarra parando pra a gente poder ouvir o baixo e justificar o salário do cara. Nada de mais.&lt;br /&gt;- Pra uma música com esse nome (parece coisa de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cannibal Corpse&lt;/span&gt;), até que o refrão dela é bem melodicozinho. Quase feliz.&lt;br /&gt;- Uma coisa que não se pode acusar do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; atual é de ser pouco metal. Mesmo as músicas mais chinfrins são bem metal (não que essa faixa seja especialmente chinfrin, ela só me fez pensar nisso, já que tem uma atmosfera bem metalzona, mesmo não sendo do gênero 'argh!thrash!thrash!thrash!').&lt;br /&gt;- Alguém aí vai se surpreender se eu falar que a parte instrumental tem guitarrinhas melódicas iradas e é bem melhor do que a parte cantada? Acho que não né...&lt;br /&gt;- Opa! Só porque eu falei ali em cima, entrou um riffzinho aloprado de thrash no fim. Nesse momento, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine &lt;/span&gt;pensa 'há! te peguei, meu adorador'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 7: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Endgame&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Introdução meio sinistra... como uma narração meio idiota e cheia de efeitos do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt;. Eu odeio esses tiranos de banda de metal que fazem umas narrações péssimas e põem uns efeitos na voz pra ver se enganam.&lt;br /&gt;- Depois de uns riffs cadenciados meio genéricos, entrou um riffzão de thrash... meio genérico.&lt;br /&gt;- Com seis minutos, essa música parece maior do que ela é. Mas sei lá... eu dei uma viajada no meio e por isso acabei escrevendo pouco sobre ela. De qualquer maneira, não foi algo que gritou no meu ouvido 'você tem que prestar atenção em mim!' então suponho que não seja grandes coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 8: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The hardest part of letting go... sealed with a kiss&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Hmmm... violõezinhos e tecladinhos. Seria uma baladinha safada? O nome é totalmente de baladinha safada.&lt;br /&gt;- Hahahaha... vocal rouco e pseudo-sofrido de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt;. Fazia tempo que não ouvia isso.&lt;br /&gt;- Depois de quase dois minutos de baladinha, a música ganha um riff galopante e uns tecladinhos-imitando-violinos meio toscos. Isso é quase coisa de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rhapsody (of Fire)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Porra, voltou a baladinha, agora acompanhada de uma bateria de 'marcha' pra dar um drama extra. E ainda por cima &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine &lt;/span&gt;fazendo voz de bêbado largado pela namorada no boteco embaixo de casa não dá. Musiquinha melosa da porra. É o momento emo do disco.&lt;br /&gt;- Alguém devia convencer o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine &lt;/span&gt;de que ele não sabe escrever/cantar baladas. No geral, as baladas do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;são uma merda (mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A tout le monde&lt;/span&gt; é foda!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 9: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Head crusher&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Porra, essa música é o melhor exemplo do que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;atual sabe fazer direito: power/thrash sem muitas firulas em que os vocais toscos do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine &lt;/span&gt;não atrapalham e o trabalho de guitarras consegue elevar as coisas a um outro patamar. Boa impressão.&lt;br /&gt;- Bons riffs, mas tem umas ondinhas meio pseudo-progressivas que eu não sei se são benéficas para a música. Mas não é nada que quebre o clima não.&lt;br /&gt;- Mais um ponto positivo: letra de temática idiota. Lembra do que eu disse antes...?&lt;br /&gt;- Não foi á toa que essa foi a primeira faixa a ser divulgada do CD: é típico &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;pós-retorno e, dentro desse universo, uma bela música. Poderia ser tranquilamente a abertura do CD ou dos shows que virão por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 10: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;How the story ends&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- O início é mais candenciadão, de novo dando uma colher de chá pro baixista. O cara tem que aparecer em algum lugar, né? É dura a vida de um baixista de thrash...&lt;br /&gt;- O refrão tem uma pegada meio comercial, daqueles que podem tocar na rádio, mas pesado o suficiente pra não colocar a integridade da banda em risco.&lt;br /&gt;- Porra, tem um violãozinho meio espanhol de introdução pro solo. Até que ficou bacana.&lt;br /&gt;- Esse solo me lembrou um antigo do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt;... talvez o da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trust&lt;/span&gt;? Sei lá, até que a música tem algo de parecido com a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trust &lt;/span&gt;e aquele ar comercial do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/cryptic_writings/"&gt;Cryptic writings&lt;/a&gt;. De qualquer jeito, é um bom solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixa 11: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The right to go insane&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Há! Pseudo-solo de baixo! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine &lt;/span&gt;pensa 'te peguei, meu adorador'!&lt;br /&gt;- Mais um riffzinho cadenciado genérico. Aiai, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine&lt;/span&gt;. Como vou poder te adorar assim, meu caro?&lt;br /&gt;- O refrão aqui é do tipo comercial-mas-pesado da faixa anterior. Essa música tem um pouco cara de faixa-bônus. Acho que o disco terminaria melhor com a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;How the story ends&lt;/span&gt;. De qualquer jeito, nenhuma das duas é daquele tipo de faixa feita pra encerrar um álbum de forma apoteótica. Anti-climático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou e, bom, foram onze faixas e nenhuma delas era particularmente horrorosa, o que já é um bom sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt;, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;continua no seu caminho de resgate do passado, iniciado em 2004 com &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/the_system_has_failed/"&gt;The system has failed&lt;/a&gt;. É verdade que o novo CD é ainda mais pesado, agressivo e metal! do que o que a banda fez nos dois trabalhos anteriores, o que automaticamente vai fazer com que os adoradores de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mustaine &lt;/span&gt;encham nossos sacos dizendo que esse é o melhor disco de metal do ano, da década, do século e que só não é o melhor de todos os tempos porque o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;gravou o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/rust_in_peace/"&gt;Rust in peace&lt;/a&gt; em 1990. O que acaba me dando uma certa preguiça, porque os fãs do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth &lt;/span&gt;são chatos pracaralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha impressão inicial é de que o disco vai acabar ficando naquele mesmo espectro de qualidade dos seus antecessores, tipo três estrelas no &lt;a href="http://rateyourmusic.com/"&gt;RYM&lt;/a&gt;, nada mais do que isso. É verdade que o impacto imediato dele é mais forte do que aquele do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/united_abominations/"&gt;United abominations&lt;/a&gt;, mas não tão forte quanto o do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/the_system_has_failed/"&gt;The system has failed&lt;/a&gt; (que tem as melhores faixas individuais do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; atual), mas o foda é que a empolgação causada no ardoroso fã está diretamente ligada à inspiração em riffs do passado da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fator decisivo que poderá salvar &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt; do selo de 'apenas legalzinho' é sua atmosfera puramente metal!, que certamente teve uma grande contribuição do produtor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Andy Sneap&lt;/span&gt;, que consegue transformar qualquer porra em metal. Até se ele produzisse um disco da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Madonna&lt;/span&gt; ia soar metal no fim das contas (não sei se perceberam, mas o cara é foda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, é inegável que o CD é uma demonstração de vitalidade e empolgação por parte do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dave Mustaine&lt;/span&gt;, que não deixa dúvidas sobre sua vontade de tocar metal. Ou pelo menos de gravar discos, já que nos palcos o sujeito é um tremendo babaca de nariz empinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vamos ver o que o futuro guarda para &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/endgame_f1/"&gt;Endgame&lt;/a&gt; (que, por sinal, sai no próximo dia 14).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-885327256904048424?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/885327256904048424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=885327256904048424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/885327256904048424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/885327256904048424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/09/uma-noite-com-o-novo-do-megadeth.html' title='Uma noite com o novo do Megadeth'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SqqspkEcWQI/AAAAAAAAAoY/ORa9_SYcYQ0/s72-c/Fim+do+jogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-6072417923326963328</id><published>2009-09-03T17:01:00.002-03:00</published><updated>2009-09-03T17:52:06.282-03:00</updated><title type='text'>Cover esdrúxulo da semana: Bringin' on the heartbreak</title><content type='html'>Uma coisa que se tornou relativamente comum no mundo do metal foi a ideia de algumas bandas fazerem covers de músicas 'atípicas' pro gênero. É verdade que, apesar do fator presepada quase sempre presente nesse tipo de coisa, isso até tem algum valor, já que acho que ninguém mais aguenta ouvir a trigésima-oitava releitura de uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black sabbath&lt;/span&gt; ou a vigésima-nona de uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hallowed be thy name&lt;/span&gt; da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa proposta, várias bandas optaram por fazer versões de músicas de pop safado. Nessa linha, que levou a coisa mais longe foi a banda alemã &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atrocity&lt;/span&gt;, que gravou em 1997 um CD só de covers de bandas dos anos 80, chamado Werk 80. O disco foi um fiasco, o que não impediu que os caras lançassem uma continuação dele no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(outros exemplos são o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Children of Bodom&lt;/span&gt; com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oops, I did it again&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gamma Ray&lt;/span&gt; com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;It's a sin&lt;/span&gt;, ou o obscuro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Xentrix&lt;/span&gt; tocando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ghostbusters&lt;/span&gt;... certamente existem vários outros que não me vêm à mente agora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muito mais inusitado (e também mais raro) do que isso são bandas/artistas pop regravando músicas de metal ou hard rock. Me lembro agora de alguns exemplos, como a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tori Amos&lt;/span&gt; cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Reign in blood&lt;/span&gt; (numa versão bem ruinzinha), ou a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shakira&lt;/span&gt; com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Back in black&lt;/span&gt; (que eu nunca ouvi), mas certamente esses covers são menos comuns do que seus 'opostos'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô escrevendo tudo isso porque, nas minhas viagens NWOBHMásticas, era inevitável que eu parasse em algum momento pra ouvir com mais calma o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt;, banda que eu mal conhecia no início do ano. Pesquisando no youtube pra ver os clipes dos hits do '&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leopardo Surdo&lt;/span&gt;', me deparei com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=R1-j9hEPenM&amp;amp;feature=related"&gt;um vídeo&lt;/a&gt; da fodaça &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bringin' on the heartbreak&lt;/span&gt;, maior hit do melhor álbum dos caras, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/def_leppard/high_n_dry/"&gt;High 'n' dry&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SqAsZRbRuAI/AAAAAAAAAoQ/Xls_OiWibS4/s1600-h/Trazendo+o+cora%C3%A7%C3%A3o+partido.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 253px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SqAsZRbRuAI/AAAAAAAAAoQ/Xls_OiWibS4/s320/Trazendo+o+cora%C3%A7%C3%A3o+partido.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377346767766534146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E, na mesma página, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=y8Wp3YvZjsQ&amp;amp;feature=related"&gt;um link&lt;/a&gt; chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bringin' on the heartbreak&lt;/span&gt; com a cara da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mariah Carey&lt;/span&gt; como imagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que a moça fez um cover do clássico do hard rock farofeiro? A versão dela é razoavelmente fiel à original, sem operar grandes mudanças, pelo menos em termos de estrutura e melodias... mas obviamente é uma merda, com aquele vocal chumbrega e meloso pracacete estragando a música. Que obviamente não tem nenhum traço do hard rock/metal ultraempolgado que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leppard&lt;/span&gt; fazia nos idos de 1981 (isso apesar de o clipe mostrar picaretamente uma banda de apoio pra cantora com um modelinho metido a guitarrista que finge tocar uns riffs e tal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SqAsOsJz-BI/AAAAAAAAAoI/oM-pgB_YGEI/s1600-h/Mariah%21.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 313px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SqAsOsJz-BI/AAAAAAAAAoI/oM-pgB_YGEI/s320/Mariah%21.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377346585962477586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Porra, depois desses cinco minutos de terror musical, nada melhor do que ouvir a versão original, com suas guitarrinhas melódicas fodaças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um detalhe curioso: as três versões que eu me lembrei de artistas pop regravando músicas de hard rock e metal são de mulheres! Será que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shakira&lt;/span&gt; e a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mariah Carey&lt;/span&gt; já passaram algum dia por aquela fase adolescente-rebelde-de-corrente? Se for o caso, bem que elas podiam ter deixado isso no passado em vez de estragar músicas fodaças!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-6072417923326963328?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/6072417923326963328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=6072417923326963328' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6072417923326963328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6072417923326963328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/09/cover-esdruxulo-da-semana-bringin-on.html' title='Cover esdrúxulo da semana: Bringin&apos; on the heartbreak'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SqAsZRbRuAI/AAAAAAAAAoQ/Xls_OiWibS4/s72-c/Trazendo+o+cora%C3%A7%C3%A3o+partido.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3386951198133937198</id><published>2009-09-01T15:16:00.000-03:00</published><updated>2009-09-01T15:27:35.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Def Leppard</title><content type='html'>Se teve uma banda que renegou e extrapolou suas raízes entre toda a geração da new wave of British heavy metal, esta foi o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt;. Saindo das casas de shows mais sujas da Inglaterra para os maiores estádios e arenas do mundo, o quinteto inglês teve a trajetória mais meteórica de todas as bandas daquela época... e também uma das mais turbulentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que estou me antecipando: com vocês, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1exOkdr4I/AAAAAAAAAng/BoiY0LYNZB4/s1600-h/Logo+Def+Leppard.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 177px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1exOkdr4I/AAAAAAAAAng/BoiY0LYNZB4/s320/Logo+Def+Leppard.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376557729967878018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt; foi fundado na cidade de Sheffield, originalmente com o nome de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atomic Mass&lt;/span&gt;, por três amigos de escola: o baixista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rick Savage&lt;/span&gt;, o guitarrista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peter Willis&lt;/span&gt; e o baterista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tony Kenning&lt;/span&gt;. Logo depois, o vocalista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joe Elliott&lt;/span&gt; se juntou ao grupo, sugerindo uma mudança de nome para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deaf Leopard&lt;/span&gt;. A coisa pegou e depois veio a se converter na versão mais 'cool' &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1khK9TH-I/AAAAAAAAAn4/PwW3D7o3xaE/s1600-h/O+leopardo+sujo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1khK9TH-I/AAAAAAAAAn4/PwW3D7o3xaE/s320/O+leopardo+sujo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376564051190161378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda em 1979 (ano do 'nascimento' da NWOBHM), a banda lançou seu primeiro disco, o EP autointitulado cuja hilária capa você vê acima. A faixa dois da bolachinha, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Getcha rocks off&lt;/span&gt;, funcionou bem nas rádios locais e os caras começaram a criar um pequeno séquito de seguidores. Depois de uma mudança de baterista (com a entrada do ainda adolescente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rick Allen&lt;/span&gt;), a banda seguiu para gravar seu primeiro LP: &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/def_leppard/on_through_the_night/"&gt;On through the night&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt; desses tempos, apesar de já fazer um som bem voltado para o hard rock, tinha algumas ligações claras com a cena da NWOBHM. É certo que várias faixas já demonstravam a vocação comercial e pegajosa dos futuros sucessos, mas os riffs eram razoavelmente metálicos, a pegada da banda relativamente suja e as próprias composições refletiam o que era feito pelos grupos de metal inglês da época (um bom exemplo é a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Overture&lt;/span&gt;, que fecha tanto o EP quanto o LP de forma mais ambiciosa, pseudo-progressiva, como muitas bandas da época faziam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1edO9KENI/AAAAAAAAAnQ/HG4t3kgV63w/s1600-h/Atrav%C3%A9s+da+noite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1edO9KENI/AAAAAAAAAnQ/HG4t3kgV63w/s320/Atrav%C3%A9s+da+noite.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376557386474066130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(aqui no Brasil, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/def_leppard/on_through_the_night/"&gt;On through the night&lt;/a&gt; tem um significado extra bacana que é a presença da música que acabou batizando a mais clássica revista de metal do país, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rock brigade&lt;/span&gt; - um clássico obrigatório e fodaço!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, os integrantes do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt; acabaram atraindo a atenção do produtor Mutt Lange, que trabalhou com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AC/DC&lt;/span&gt; na espetacular dobradinha &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/ac_dc/highway_to_hell_f2/"&gt;Highway to hell&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/ac_dc/back_in_black/"&gt;Back in black&lt;/a&gt;. A mão do sujeito foi decisiva na trajetória da banda, certamente um dos fatores que determinou o sucesso atingido pelos caras internacionalmente. Já com Mutt no comando da mesa de som, os ingleses soltaram em 81 seu segundo disco de estúdio: &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/def_leppard/high_n_dry/"&gt;High 'n' dry&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1eVMEtWQI/AAAAAAAAAnI/GyotPD35Rqw/s1600-h/Alto+e+seco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1eVMEtWQI/AAAAAAAAAnI/GyotPD35Rqw/s320/Alto+e+seco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376557248261478658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma verdadeira aula de como se fazer um hard rock evidentemente comercial e ao mesmo tempo contagiante, o bolachão é - pra mim- o ápice criativo da carreira da banda, juntando com maestria o potencial de rockstars dos caras com suas raízes mais puramente rockeiras. Tudo bem, aqui o som do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt; já descambava pro hard rock propriamente dito, com apenas alguns reflexos dos tempos mais NWOBHM (especialmente na instrumental &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Switch 625&lt;/span&gt;), mas o fato é que esse é um disco daqueles em que apontar momentos de decepção é tarefa difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, é nos momentos mais descaradamente hard rockeiros que a banda se revela em todo o seu potencial, como nas sensacionais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Let it go&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;High 'n' dry (saturday night)&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lady strange&lt;/span&gt; e na baladinha descarada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bringin' on the heartbreak&lt;/span&gt;, primeiro single de relativo sucesso dos caras. Impossível não citar como um dos destaques da banda os solos ultraempolgados da dupla &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peter Willis&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Steve Clark&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1kTiJDb3I/AAAAAAAAAnw/Jr5vN3OrytA/s1600-h/Def+Leppard+01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1kTiJDb3I/AAAAAAAAAnw/Jr5vN3OrytA/s320/Def+Leppard+01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376563816895311730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(olhando essa foto, é fácil entender porque o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pete Willis&lt;/span&gt; era um cara tão importante pro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt;... ele é o único que usa camisa do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas Priest&lt;/span&gt;!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, esse é o último disco que deixa transparecer as origens da banda, já que, daqui pra frente, ela seria um grupo do mais puro hard rock farofa. Seria até cabível interromper o post aqui... se a trajetória dos caras não tivesse algumas das reviravoltas mais surpreendentes da história do rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro disco do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/def_leppard/pyromania/"&gt;Pyromania&lt;/a&gt; (lançado em 1983), foi aquele que deu à banda o status de rockstars. Só que, no meio das gravações, o guitarrista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peter Willis&lt;/span&gt; foi 'saído' do grupo, por motivos, digamos, etílicos. A outra transformação profunda do disco era a participação do produtor (e agora verdadeiramente um 'sexto membro') Mutt Lange na composição de todas as faixas (a maioria delas contava também com a contribuição de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Willis&lt;/span&gt;). Recheado de hits - como os ótimos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Photograph&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foolin'&lt;/span&gt; - o LP levou a banda ao mundo. Tudo indicava que eles estavam no auge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1e2882PfI/AAAAAAAAAno/eZeCChWcdvE/s1600-h/Piromania.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1e2882PfI/AAAAAAAAAno/eZeCChWcdvE/s320/Piromania.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376557828317527538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de uma turnê de sucesso estratosférico (encerrada com um show em um estádio para 55 mil pessoas!), a banda se reuniu para começar a composição de um novo álbum. E foi aí que aconteceu a maior tragédia da história da banda: o baterista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rick Allen&lt;/span&gt; sofreu um acidente de carro no dia 31 de dezembro de 1984 e perdeu o braço esquerdo! Em vez de chutar o cara e arranjar um substituto, o resto dos integrantes decidiu apostar na recuperação do músico, que passou a tocar em um kit especialmente feito para ele. O retorno do cara aconteceu em 1986, no Donington Monsters of Rock, o que deve ter sido um show particularmente fodaço de se ver pessoalmente (até porque o repertório da banda àquela altura era excelente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1kupdnoiI/AAAAAAAAAoA/Kwkg41WPGcc/s1600-h/Rick+Allen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1kupdnoiI/AAAAAAAAAoA/Kwkg41WPGcc/s320/Rick+Allen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376564282717086242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rick Allen&lt;/span&gt;: um sorriso pimpão, um bateria eletrônica especial e uma volta por cima)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, talvez por algum tipo de justiça divina pelo companheirismo e união demonstrados pela banda como um todo, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt; adicionou ainda mais farofa à sua fórmula de hard rock comercialzão e lançou um disco que superou tudo o que seu antecessor fez (e mais um pouco): &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/def_leppard/hysteria/"&gt;Hysteria&lt;/a&gt;. Nada menos do que sete faixas se tornaram singles de sucesso absurdo, fazendo do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt; 'a' banda na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1erjq8RnI/AAAAAAAAAnY/1Pn6WpXE42Q/s1600-h/Histeria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 277px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1erjq8RnI/AAAAAAAAAnY/1Pn6WpXE42Q/s320/Histeria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376557632552978034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois do mega-sucesso de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/def_leppard/hysteria/"&gt;Hysteria&lt;/a&gt;, o álcool fez mais uma vítima na banda: o guitarrista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Steve Clark&lt;/span&gt; bateu as botas e foi substituído pelo (ex-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dio&lt;/span&gt;) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vivian Campbell&lt;/span&gt;. Depois disso (e da 'saída' de Mutt Lange, que parou de produzir os trabalhos da banda), o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard &lt;/span&gt;foi perdendo a relevância, apesar de continuar lançando discos de inéditas até hoje e fazendo shows pelo mundo afora. E provavelmente tocando metade do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/def_leppard/hysteria/"&gt;Hysteria&lt;/a&gt; no setlist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que, pra atingir o sucesso mundial, os caras fizeram um hard rock meloso pra dedéu (o que não significa que seja ruim, muito pelo contrário!), mas não dá pra desconsiderar que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt; tinha saído da obscuridão total pro topo do mundo em apenas sete anos... tocando hard rock/metal. E isso é foda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3386951198133937198?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3386951198133937198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3386951198133937198' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3386951198133937198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3386951198133937198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/08/30yowobhm-def-leppard.html' title='30YOWOBHM: Def Leppard'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sp1exOkdr4I/AAAAAAAAAng/BoiY0LYNZB4/s72-c/Logo+Def+Leppard.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-2574619461198340292</id><published>2009-08-28T12:51:00.006-03:00</published><updated>2009-08-28T17:46:13.761-03:00</updated><title type='text'>Adendo para post em reverência ao Running Wild</title><content type='html'>Depois de redigir minha despedida aos mestres do metal pirata, eu acabei caindo em uma inevitável viagem nostálgica que me fez ficar escutando os clássicos da banda alemã até de madrugada e relembrando os meus tempos de adolescente, em que as músicas o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; me deixavam em estado de empolgação descontrolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, decidi montar meu setlist dos sonhos que, como eu disse no outro post, seria bem diferente daquele executado pela banda na sua última apresentação ao vivo. Tarefa difícil, mas um exercício divertido que incluir reouvir algumas das músicas atemporais que compõem o legado do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a única regra que eu me impus é o máximo de 18 músicas, mais a introdução, que foi o que a banda tocou no seu show - eu só cortei o solo de bateria e coloquei uma faixa no lugar dele)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;March of the final battle&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black hand inn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bad to the bone&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Victim of states power&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Realm of shades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Branded and exiled&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black wings of death&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lions of the sea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blazon stone&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Powder and iron&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ballad of William Kidd&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diamonds of the black chest&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marching to die&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Riding the storm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Treasure island&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lead or gold&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- pausa para o bis ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The rivalry&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The privateer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Under Jolly Roger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(porra, como esses malucos tinham música foda começando com a letra B... nunca tinha me dado conta disso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caralho, que setlist ridículo! Acho que esse aí seria o melhor show de todos os tempos. Eu ainda ia fazer uma relação dos maiores momentos de destruição apoteótica insuperável da noite, mas não faz sentido, já que eu ia relacionar cada uma das faixas relacionadas acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor é que esse é simplesmente o show que eu montei hoje. Amanhã provavelmente seria bastante diferente (claro que algumas dessas músicas são obrigatórias, ainda mais pra quem - como eu - nunca viu um show dos caras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia ser de outra maneira com uma banda em que se monta um setlist só de músicas perfeitas e se deixa pelo menos mais um setlist inteiro de músicas ultrafodaças que você venderia sua alma pra ver ao vivo. Ou quase isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SphCAcope8I/AAAAAAAAAnA/-q4_Ol3a3o4/s1600-h/Running+Wild.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SphCAcope8I/AAAAAAAAAnA/-q4_Ol3a3o4/s320/Running+Wild.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375118730720803778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mais um momento de empolgação piratesca descarada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;LEAD OR GOLD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;We're daring our fate on the wings of the sea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;LEAD OR GOLD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cursing all the conformists who'll never be free&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim com maiúsculas mesmo, porque essa música - assim como a banda - merece essas presepadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-2574619461198340292?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/2574619461198340292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=2574619461198340292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2574619461198340292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2574619461198340292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/08/adendo-para-post-em-reverencia-ao.html' title='Adendo para post em reverência ao Running Wild'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SphCAcope8I/AAAAAAAAAnA/-q4_Ol3a3o4/s72-c/Running+Wild.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3551372481701982075</id><published>2009-08-27T22:50:00.010-03:00</published><updated>2009-08-28T00:06:22.618-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dessa pra melhor'/><title type='text'>Sessão dessa pra melhor: Running Wild</title><content type='html'>&lt;a href="http://soral.blogspot.com/2009/04/shows-que-eu-gostaria-de-ver-o-adeus.html"&gt;Como já foi assunto aqui do blog&lt;/a&gt;, uma das bandas mais fodaças da história da música pendurou, no início do mês, as guitarras. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt;, liderado pelo folclórico &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolf Kasparek&lt;/span&gt;, realizou seu 'show de despedida' no dia 30 de julho, no Wacken Open Air de 2009, deixando órfãos uma legião de fãs ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vou me esquecer do meu primeiro contato com a banda: peguei umas fitas emprestadas com meu grande amigo Dotto, entre as quais ele afirmava estar um dos riffs mais fodas de todos os tempos. No caso, ele não estava falando do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt;, mas sim da clássica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Doomed by the living dead&lt;/span&gt;, do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercyful Fate&lt;/span&gt;. Naqueles idos de 1996, eu ainda não tinha bom gosto suficientemente apurado para apreciar o vocal, digamos, peculiar do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;King Diamond&lt;/span&gt;, então logo descartei a banda como sendo 'uma das piores coisas que eu já ouvi'. Mas outra coisa naquelas fitinhas me chamou a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era outro riff, também candidato a mais animal da história do metal. No caso, o da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Branded and exiled&lt;/span&gt;, do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt;. A fita continha todo o disco de mesmo nome, e rapidamente se transformou em uma companheira inseparável. E a banda começou a escalada no meu gosto pessoal que a levaria a ser minha 'segunda banda preferida', logo depois do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manowar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, eu viajei pra Escócia, de onde voltei com quatro discos dos caras: &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/branded_and_exiled/"&gt;Branded and exiled&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/under_jolly_roger/"&gt;Under Jolly Roger&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/blazon_stone/"&gt;Blazon stone&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/pile_of_skulls/"&gt;Pile of skulls&lt;/a&gt;. Foi só questão de tempo pra completar a discografia da banda e bradar seu nome em discussões tão desnecessárias quanto divertidas sobre como o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; era melhor do que todas as bandas que meus amigos ouviam e como o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolf Kasparek&lt;/span&gt; era praticamente o cara mais foda do mundo, ou pelo menos da Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o triste fim do grupo (triste mesmo, já que nos últimos anos a criatividade/relevância deles tava  em baixa), agora eu tenho a perfeita oportunidade pra fazer um post em homenagem a uma das bandas que eu mais ouvi na vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Spbqgrhi6_I/AAAAAAAAAlg/1Lu5xJdfIPo/s1600-h/Logo+Running+Wild.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 85px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Spbqgrhi6_I/AAAAAAAAAlg/1Lu5xJdfIPo/s320/Logo+Running+Wild.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374741052473404402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; foi fundado na Alemanha em 1976 (!!!), com o nome original de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Granite Heart&lt;/span&gt; e, mais tarde, trocaram de nome, usando como inspiração o clássico do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Judas Priest&lt;/span&gt;. Em 1983, a banda emplacou duas músicas na coletânea &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/various_artists_f2/rock_from_hell___german_metal_attack/"&gt;Rock from hell - German metal attack&lt;/a&gt; (de que também participava o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grave Digger&lt;/span&gt;) e, ano seguinte, mais duas na clássica compilação &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/various_artists_f2/death_metal/"&gt;Death metal&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpbqqU-v1MI/AAAAAAAAAlo/7ts9WvsLeJs/s1600-h/Metal+da+morte.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 288px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpbqqU-v1MI/AAAAAAAAAlo/7ts9WvsLeJs/s320/Metal+da+morte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374741218220561602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(apesar do nome hoje totalmente equivocado - mesmo com a presença de um totalmente deslocado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hellhammer&lt;/span&gt; no tracklist -   o LP  teve grande importância na cena do metal alemão por também revelar o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Helloween&lt;/span&gt; para o mundo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano, saiu o primeiro disco da banda, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/gates_to_purgatory/"&gt;Gates to purgatory&lt;/a&gt;. Nesses tempos, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; tinha uma dupla de 'integrantes principais': além de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kasparek&lt;/span&gt;, que na época usava o hilário pseudônimo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rock 'n' Rolf&lt;/span&gt;, o outro guitarrista-de-pseudônimo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Preacher&lt;/span&gt;, também escrevia boa parte das músicas e tinha influência marcante no som da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; dos primórdios era um grupo bem cru, guiado por riffs marcantes e razoavelmente pesados praqueles tempos (e que levavam boa dose de influência da NWOBHM), de temática meio pseudo-satanista (quase como uma versão pré-power metal do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Venom&lt;/span&gt;). O que acontecia era que os caras não eram exatamente seguidores de Satã, mas  usavam a figura do demo como símbolo de rebelião contra o 'sistema'. Pro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt;, o chifrudo era como uma representação do poder de 'heroi libertador' encarnado no fundo pelo próprio metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdDKrmyazI/AAAAAAAAAlw/ZDKDPcNK3MY/s1600-h/Running+Wild+01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 221px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdDKrmyazI/AAAAAAAAAlw/ZDKDPcNK3MY/s320/Running+Wild+01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374838531073141554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; na sua fase 'somos tão malvados que usamos bigodinho de porteiro sem nenhum resquício de vergonha!')&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, antes da gravação do segundo álbum, aconteceu uma mudança que determinou o futuro da banda: o tal &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Preacher&lt;/span&gt; caiu fora pra, ironicamente, virar padre (!!!) deixando a liderança a cargo do nosso imortal &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rock 'n' Rolf&lt;/span&gt;. O segundo disco (um dos mais subvalorizados da história do metal, no nível de um &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/megadeth/so_far__so_good_____so_what_/"&gt;So far, so good... so what!&lt;/a&gt;), o já mencionado &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/branded_and_exiled/"&gt;Branded and exiled&lt;/a&gt;, aperfeiçoa o metalzão sujo dessa primeira fase da banda, com riffs ultra-fodaços e uma pegada irresistível, que só são atrapalhados por uma produção meio porca demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no terceiro trabalho de estúdio, de 1987, que a banda começou a moldar sua identidade dentro da cena do power metal alemão. Em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/under_jolly_roger/"&gt;Under Jolly Roger&lt;/a&gt; aparece, pela primeira vez, a temática que definiria os alemães até o fim da sua carreira: as músicas sobre piratas. É bem verdade que nesse álbum o som deles ainda tem ligações diretas com o metal riffado dos dois primeiros discos, mas a coisa começa sim a ficar mais épica e melódica. De certa maneira, é como se o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kasparek&lt;/span&gt; tivesse trocado Satã por piratas como símbolo de rebeldia e liberdade,  e essa troca de 'identidade' tivesse apontado o grupo na direção de algo mais glorioso e menos sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema dos piratas capturou a imaginação dos nerds fãs de metal ao redor do mundo e deu aos caras alguma evidência extra. Com isso, a banda repetiu a dose em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/port_royal/"&gt;Port Royal&lt;/a&gt;, um disco em que eles estão claramente em fase de transição entre um som mais cru e outro mais verdadeiramente power metal, o que deixa o álbum no meio do caminho de forma meio frustrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdE0Dd2QZI/AAAAAAAAAmg/sAflYyrxgaU/s1600-h/Running+Wild+02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdE0Dd2QZI/AAAAAAAAAmg/sAflYyrxgaU/s320/Running+Wild+02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374840341364359570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A transformação só estaria completa mesmo no disco seguinte, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/death_or_glory/"&gt;Death or glory&lt;/a&gt;, visto por muita gente como o grande clássico da banda. Na verdade, o álbum traz duas músicas que poderiam definir praticamente tudo o que a banda veio a fazer depois: o hino &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Riding the storm&lt;/span&gt;, uma das músicas mais perfeitas da história do power metal, e a mais-que-clássica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bad to the bone&lt;/span&gt;, uma das melhores representantes do lado mais hard rock do som do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt;. O repertório de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/death_or_glory/"&gt;Death or glory&lt;/a&gt; ainda não é aquela maratona '100% &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; na veia' que viria mais pra frente, particularmente porque nessa fase o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kasparek&lt;/span&gt; ainda deixava outros membros colaborarem na composição das músicas, resultando em um material mais diverso (e que, contraditoriamente, por vezes tornava o disco menos focado e matador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, veio o tamém já mencionado &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/blazon_stone/"&gt;Blazon stone&lt;/a&gt;, praticamente uma reprise do estilão &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/death_or_glory/"&gt;Death or glory&lt;/a&gt; de ser. E foi mais ou menos nessa fase que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kasparek&lt;/span&gt; surtou e decidiu fazer o que bem entendesse com a banda. Depois do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/blazon_stone/"&gt;Blazon stone&lt;/a&gt;, a composição das músicas fica, em 99,9% dos casos, a cargo do guitarrista/líder/tirano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdFhOEtQKI/AAAAAAAAAmw/Mc_DKx9T2lM/s1600-h/Rolf+Kasparek+02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 270px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdFhOEtQKI/AAAAAAAAAmw/Mc_DKx9T2lM/s320/Rolf+Kasparek+02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374841117305815202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rock 'n' Rolf&lt;/span&gt; quer VOCÊ para sua legião de adoradores!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, nesse caso em particular, veio para o bem (pelo menos em um primeiro momento). A mania de controle do cara rende instantaneamente uma dupla de álbuns irrepreensíveis, os dois melhores trabalhos da fase powermetalzão do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; (na minha opinião, claro): os indispensáveis &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/pile_of_skulls/"&gt;Pile of skulls&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/black_hand_inn/"&gt;Black hand inn&lt;/a&gt;, em que você pode dar play com o shuffle ligado e a chance de você ouvir uma música perfeita de power metal alemão é assustadoramente alta. O maluco tava tão inspirado nessa época que até as faixas-bônus dos singles que a banda soltava eram ridiculamente fodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdFTRFal8I/AAAAAAAAAmo/U60E_5YEv2s/s1600-h/Running+Wild+04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 221px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdFTRFal8I/AAAAAAAAAmo/U60E_5YEv2s/s320/Running+Wild+04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374840877595924418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O problema é que o fato de o cara ter assumido a posição de 'único membro' da banda obviamente cobrou uma dívida cara um pouco depois. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; se tornou uma das bandas mais repetitivas do seu tempo, se colocando em uma sinuca da qual era em difícil de se escapar. Ainda mais pela reputação difícil e excêntrica que começava a se consolidar ao redor do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kasparek&lt;/span&gt;, ele passava a contar apenas com músicos contratados, que pouco se identificavam com a banda e que contribuíam em quase nada para o resultado final, engessando ainda mais o som da banda e tornando seu futuro problemático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que o cara ainda conseguiu soltar mais uma dupla de bons discos, o belo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/masquerade/"&gt;Masquerade&lt;/a&gt; e o excelente &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/the_rivalry/"&gt;The rivalry&lt;/a&gt;. Por um lado, esses CDs quase nada acrescentavam ao estilo da banda; por outro, mantinham a empolgação e a paixão pelo metal em um nível que garantia a sua qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O declínio mesmo começou com o polêmico disco &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/victory/"&gt;Victory&lt;/a&gt;, em que supostamente o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kasparek&lt;/span&gt; teria usado uma bateria eletrônica (que estaria escondida sob o 'pseudônimo' &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Angelo Sasso&lt;/span&gt;, que acabou virando piada interna no metal alemão). O CD é mais um desses trabalhos de transição, em que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; começa a se virar mais para as influências do hard rock do seu som, pegando mais leve no power metal. Apesar da 'mudança', a banda soa menos inspirada, original e empolgada do que nos trabalhos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois últimos registros em estúdio da banda seguem o padrão &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/victory/"&gt;Victory&lt;/a&gt;, com uma mescla de power metal e hard rock sem muita inspiração e pegada bem diretona e sem ambição. Os discos (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/the_brotherhood/"&gt;The brotherhood&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/running_wild/rogues_en_vogue/"&gt;Rogues en vogue&lt;/a&gt;) têm seus momentos divertidos, mas são pálidos reflexos dos melhores tempos da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdGbxuvYaI/AAAAAAAAAm4/xyuZ-t5Y-a0/s1600-h/Rolf+Kasparek+01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdGbxuvYaI/AAAAAAAAAm4/xyuZ-t5Y-a0/s320/Rolf+Kasparek+01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374842123309769122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(o cara ficou tão egocêntrico nesses últimos tempos que ele escancarou tudo de vez e passou a ser o único a sair nas fotos de divulgação e nos encartes de CD da banda, incorporando definitivamente a banda em si mesmo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi nessa que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kasparek&lt;/span&gt; decidiu acabar com tudo. Ele ainda montou o projeto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Toxic Taste&lt;/span&gt;, que é basicamente uma extensão do que ele vinha fazendo com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; nos últimos anos, acentuando ainda mais o hard rock e abafando o metal. Mas essa é uma discussão pra outro dia e outro post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim melancólico foi refletido no setlist meio mais ou menos montado pela banda pro show de encerramento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chamber of lies&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Port Royal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bad to the bone&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Riding the storm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Soulless&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prisoner of our time&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black hand inn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Purgatory&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The battle of Waterloo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Raging fire&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The brotherhood&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Draw the line&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Whirlwind&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tortuga Bay&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Branded and exiled&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Raise your fist&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conquistadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Under Jolly Roger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, tudo bem. O setlist é (salvo poucas exceções) foda. Eu adoraria ter visto esse show, pagaria muita grana pra ir até lá, ver os caras vestidos de pirata e cantar essas músicas ao vivo. Mas, porra. O meu setlist dos sonhos seria completamente diferente! Acho que ficariam umas quatro ou cinco dessas músicas e o resto seria mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdDf2Oe4ZI/AAAAAAAAAl4/bssHmuD2Bew/s1600-h/Running+Wild+03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpdDf2Oe4ZI/AAAAAAAAAl4/bssHmuD2Bew/s320/Running+Wild+03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374838894701240722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(o último adeus...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa seja a confirmação de como o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt; teve uma carreira extremamente foda. Mesmo com um set 'fraco', eu não consigo evitar de pensar que esse deve ter sido um dos shows mais fodaços do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Running Wild&lt;/span&gt;. Não posso deixar de ter uma ponta de tristeza ao digitar esse post de despedida. Afinal, o meu maior sonho impossível do metal era ver um show deles. Mas, sendo realista, o fim da banda é até bem-vindo. Pelo menos a gente sabe que ela acabou sem gravar nenhum disco realmente ruim, nenhuma balada (!!!) e uma infinidade de músicas fodas que eu vou continuar escutando até o fim dos meus dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Face in the wind, we're riding the storm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;We'll stay our course, whatever will come&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wandering souls in the sea of the damned&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Death or glory! Oh, we are riding the storm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda pracaralho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3551372481701982075?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3551372481701982075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3551372481701982075' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3551372481701982075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3551372481701982075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/08/sessao-dessa-pra-melhor-running-wild.html' title='Sessão dessa pra melhor: Running Wild'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Spbqgrhi6_I/AAAAAAAAAlg/1Lu5xJdfIPo/s72-c/Logo+Running+Wild.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-1559101780058709424</id><published>2009-08-24T10:34:00.000-03:00</published><updated>2009-08-24T23:00:48.006-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Gogmagog</title><content type='html'>Talvez seja da natureza inevitável dos supergrupos causar uma certa decepção em comparação às expectativas (sempre exageradas) criadas em torno desse tipo de projeto. Mas se tem uma banda que leva essa frustração ao extremo, essa é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gogmagog&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando apenas os créditos da banda e a época em que ela foi fundada (1985), é quase impossível de acreditar que ela não tenha dado certo: nos vocais, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paul Di'Anno&lt;/span&gt; (ex-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iron Maiden&lt;/span&gt;); nas guitarras, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peter Willis&lt;/span&gt; (ex-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt;) e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Janick Gers&lt;/span&gt; (ex-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;White Spirit&lt;/span&gt; e futuro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iron Maiden&lt;/span&gt;); no baixo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Neil Murray&lt;/span&gt; (o membro mais 'obscuro'); e, na bateria, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clive Burr&lt;/span&gt; (também ex-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iron Maiden&lt;/span&gt;). Uma verdadeira constelação NWOBHMástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, vendo a discografia dos caras, descobriremos incrédulos que eles só gravaram um EP de três músicas e acabaram logo depois! Como é que essa banda foi dar errado, vocês me perguntam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpKVyWW12LI/AAAAAAAAAlI/q_ipNU-O2EI/s1600-h/Logo+Gogmagog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 103px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpKVyWW12LI/AAAAAAAAAlI/q_ipNU-O2EI/s320/Logo+Gogmagog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373521997633804466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O problema é que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gogmagog&lt;/span&gt; é o tipo de projeto que você só entende realmente quando pesquisa a história por trás dele. Na verdade, 'projeto' é realmente a palavra adequada aqui, já que eles não eram realmente uma 'banda'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo foi escolhido/reunido por um tal Jonathan King, produtor que queria faturar um dindin em cima da crescente popularidade do metal inglês. Aparentemente, o cara foi fazendo contato com os músicos um a um, sendo que alguns teoricamente teriam até recusado a proposta. O resultado foi o quinteto descrito acima, composto de músicos que, na época, estavam parados e/ou sem perspectivas de novas bandas (o guitarrista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peter Willis&lt;/span&gt;, por exemplo, tinha sido chutado do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Def Leppard&lt;/span&gt; por problemas com a bebida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano em que foram 'convocados', os caras gravaram seu primeiro e único registro em estúdio, o EP &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/gogmagog/i_will_be_there/"&gt;I will be there&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpKV4GbiErI/AAAAAAAAAlQ/a0f6CbGK5As/s1600-h/Eu+estarei+l%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpKV4GbiErI/AAAAAAAAAlQ/a0f6CbGK5As/s320/Eu+estarei+l%C3%A1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373522096437727922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Consta que as faixas do EP seriam um aperitivo do primeiro disco propriamente dito do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gogmagog&lt;/span&gt; e que as outras até teriam sido gravadas nas mesmas sessões, mas o fato é que as três faixas de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/gogmagog/i_will_be_there/"&gt;I will be there&lt;/a&gt; são as únicas coisas deixadas pelo grupo para a história do metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que as músicas são uma grande decepção. Não há, em nenhuma delas, o vocal contagiante e rasgado do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paul Di'Anno&lt;/span&gt; (que aqui tem uma veia mais melódica e rockeira), os solos empolgados do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pete Willis&lt;/span&gt; ou a pegada marcante da bateria do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clive Burr&lt;/span&gt;. Com performances bastante burocráticas de todos os integrantes, o que resta é um hard rock bem chinfrinzinho, com reflexos muito pálidos de NWOBHM, que tenta ser comercial em vão, conseguindo no máximo ser agradável e engraçadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpKWA7BfvGI/AAAAAAAAAlY/9VTmLEbumOA/s1600-h/Gogmagog+01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 211px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpKWA7BfvGI/AAAAAAAAAlY/9VTmLEbumOA/s320/Gogmagog+01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373522247994555490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A coisa não colou nem com os fãs de metal da época, nem com os promotores de shows, que não deram a mínima pro quinteto. Decepcionado com a péssima recepção do EP e do projeto como um todo, o tal Jonathan King dispensou a galera e acabou com a carreira do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gogmagog&lt;/span&gt; (infelizmente, antes de se afastar do metal o cara ainda conseguiu arruinar a carreira de outra banda da NWOBHM, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Briar&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É compreensível que os músicos envolvidos não estivessem tão empolgados ao executar as músicas em um projeto com que eles não tinham assim tanta contribuição criativa, mas as raízes do problema só ficam claras mesmo quando se olha os créditos das músicas: as composições estavam a cargo do hitmaker &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Russ Ballard&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, sem participação alguma dos integrantes&lt;/span&gt;. É a confirmação de que os caras, por mais que fossem músicos experientes da cena metálica inglesa, eram pouco mais do que 'funcionários' contratados para um projeto que pouco/nada tinha a ver com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais gritante do que isso, me parece a natureza nada espontânea da coisa toda, quase que uma antítese do que representou a NWOBHM pro metal como um todo. Talvez essa tenha sido a maior razão do fracasso do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gogmagog&lt;/span&gt;: trazer músicos que brilharam especialmente quando tocavam metal de forma apaixonada e descompromissada para um projeto forçado que não tinha nada disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-1559101780058709424?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/1559101780058709424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=1559101780058709424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1559101780058709424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/1559101780058709424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/08/30yowobhm-gogmagog.html' title='30YOWOBHM: Gogmagog'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SpKVyWW12LI/AAAAAAAAAlI/q_ipNU-O2EI/s72-c/Logo+Gogmagog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3459878569588377018</id><published>2009-08-16T21:51:00.004-03:00</published><updated>2009-08-17T13:57:17.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dessa pra melhor'/><title type='text'>Sessão dessa pra melhor: Ian Jones</title><content type='html'>Tudo bem, vocês devem estar se perguntando... quem diabos é &lt;strong&gt;Ian Jones&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu também estou me perguntando isso. Até ontem eu nunca tinha ouvido falar nesse cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora vocês devem estar se perguntando... então porque fazer um post sobre ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pelo fato de o sujeito ter escrito uma das músicas mais fodas da NWOBHM, um dos riffs mais fodaços da era em que riffs fodaços apareciam a cada esquina da Inglaterra: o hino &lt;em&gt;Blitzkrieg&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa música tem uma história interessante, porque ela foi lançada originalmente como lado B (!!!) do primeiro single do &lt;strong&gt;Blitzkrieg&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/single/blitzkrieg/buried_alive___blitzkrieg/"&gt;Buried alive&lt;/a&gt;, de 1981. As duas faixas são excelentes, mas o fato é que a música que dava nome à banda é que viria a se tornar o grande clássico do disquinho. Só que a banda acabou se desmantelando sem conseguir se aproveitar do sucesso que as duas faixas fizeram no underground inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370974800090254194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SomJH8D0S3I/AAAAAAAAAjY/znTdca3qTSQ/s320/Enterrado+vivo.jpg" border="0" /&gt;Nesse tempo em que a banda estava inativa, o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; gravou um cover da &lt;em&gt;Blitzkrieg&lt;/em&gt; e lançou a faixa no EP &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/metallica/creeping_death___jump_in_the_fire/"&gt;Creepding death&lt;/a&gt;, ao lado da imortal &lt;em&gt;Am I evil?&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano mais tarde, o líder e vocalista &lt;strong&gt;Brian Ross&lt;/strong&gt; (que nesse meio tempo tinha gravado o debu do &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt;), decidiu reativar o &lt;strong&gt;Blitzkrieg&lt;/strong&gt;, agora já sem nosso amigo &lt;strong&gt;Ian Jones&lt;/strong&gt;, o desconhecido falecido. No disco, a banda resgatava o clássico que leva seu nome, com uma versão que já reflete de certa maneira o cover feito pelo &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt;. E o &lt;strong&gt;Blitzkrieg&lt;/strong&gt; ainda regravaria a &lt;em&gt;Blitzkrieg&lt;/em&gt; diversas vezes ao longo da sua carreira... mas isso é história pra outro post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370975064164750482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SomJXT0FVJI/AAAAAAAAAjg/FQTERFxMuPg/s320/Ian+Jones.jpg" border="0" /&gt;O fato é que eu pouco consegui descobrir sobre o tal &lt;strong&gt;Ian Jones&lt;/strong&gt;, mas só o fato de ele ter participado na composição de um dos maiores hinos de toda a NOWBHM (além da &lt;em&gt;Buried alive&lt;/em&gt;, que também não é nada de se envergonhar) já me emocionou o suficiente pra redigir essa pequena homenagem ao guitarrista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora de repente o maluco pode fazer uma jam celestial com o &lt;strong&gt;Cliff Burton&lt;/strong&gt; tocando seu riff absolutamente sensacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3459878569588377018?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3459878569588377018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3459878569588377018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3459878569588377018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3459878569588377018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/08/sessao-dessa-pra-melhor-ian-jones.html' title='Sessão dessa pra melhor: Ian Jones'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SomJH8D0S3I/AAAAAAAAAjY/znTdca3qTSQ/s72-c/Enterrado+vivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-8896082564170812518</id><published>2009-08-14T21:44:00.000-03:00</published><updated>2009-08-14T21:44:04.242-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shows'/><title type='text'>O post mais atrasado do mundo! Kiss!</title><content type='html'>Não sei nem como eu tenho a cara-de-pau necessária pra isso, ou seja, escrever uma resenha de um show quatro meses (e mais uns trocados) depois do acontecido, mas enfim, o bom de ter um blog é isso: não tem ninguém pra te censurar quando você pensa em fazer coisas esdrúxulas e despropositadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nos idos do dia 8 de abril, quando eu ainda tinha 28 anos, uma das bandas mais fodas do planeta veio dar as graças novamente aqui no Brasil, exatamente depois de uma década: a 'banda mais quente do mundo', o &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que inicialmente a notícia de um show do quarteto novaiorquino, por mais foda que seja de uma maneira isolada no tempo e espaço, não chegou a me causar assim uma grande emoção. Claro que seria obrigatória a minha presença perante os 'quatro cavaleiros do apocalipse', como fã declarado e exaltado não poderia ser diferente. Mas, porra, vários pontos jogavam contra nesse caso específico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já tinha visto a banda em ação ao vivo, no tal show de dez anos antes, que ocorreu no autódromo da capital paulista (e foi foda pracaralho)!&lt;br /&gt;- A banda vinha com dois integrantes 'falsos' no lugar de &lt;strong&gt;Ace Frehley&lt;/strong&gt;, guitarrista bebum; e &lt;strong&gt;Peter Criss&lt;/strong&gt;, baterista sem qualquer resquício de técnica. Me explico: por mais que os substitutos sejam músicos competentes (e o baterista-cover, &lt;strong&gt;Eric Singer&lt;/strong&gt;, é umas mil vezes mais foda do que o original), eles vinham tocar com as maquiagens dos membros-fundadores e com a função de reproduzir fielmente o que esses últimos faziam. E mais nada.&lt;br /&gt;- Os líderes &lt;strong&gt;Paul Stanley&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Gene Simmons&lt;/strong&gt; já não são mais garotos. Ou melhor: tão velhos pracaralho! Se no já duplamente mencionado show de São Paulo (repetindo: foi foda demais!) a dupla já dava sinais da vindoura terceira idade, era de se esperar que dessa vez a coisa fosse mais geriátrica ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra compensar, o equilíbrio cósmico fez com que o &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt; voltasse ao Brasil (mais especificamente ao Rio) com a turnê Alive 35. Se o nome já escancara de vez a dimensão picareta do evento, por outro lado, o set ultrafodaço já estava garantido, já que a tal tour servia para celebrar os 35 anos do primeiro álbum ao vivo dos caras (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/kiss/alive_/"&gt;Alive!&lt;/a&gt;, um dos melhores da história da música), o que praticamente garantia uma sequência impecável de clássicos do hard rock americano dos anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi com isso em mente que eu, meu irmão mais novo e mais alguns milhares de pessoas (só não me pergunte quantos, porque o show já rolou faz tempo) chegamos à Praça da Apoteose. Aliás, posso dizer que até eram poucos milhares, especialmente se levarmos em conta que era uma banda tão clássica que estava prestes a entrar no palco e que os caras não tocavam no Rio há séculos. Também me decepcionou o desperdício de bela oportunidade de demonstrar a natureza festeira do carioca, que deixou a desejar no quesito maquiagens; e também a falta de visão comercial dos camelôs da cidade maravilhosa, que, ao contrário do que eu vi em São Paulo há dez anos (só pra não deixar passar: foi muito fodão!), não montaram barraquinhas oferecendo maquiagens pra lá de toscamente feitas aos fanáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, o público relativamente pequeno foi até bom, porque assim deu pra chegar em um ponto da pista em que a visão do show era bem decente com relativa tranquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi um pouco, muito pouquinho mesmo, depois de chegar a esse tal lugar que ressoaram pelas caixas as famosas palavras 'You wanted the best, you got the best! The hottest band in the world... &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt;!', o suficiente pra trazer a casa abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369914258222383954" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 216px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SoXEkRumg1I/AAAAAAAAAjQ/Bw067pV5sDw/s320/Logo+Kiss.jpg" border="0" /&gt;(eu também acho - e sempre achei - a introdução do show dos caras fodaça; mas porra, eu sempre preferi a versão original à descrita acima; e como o show era em celebração do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/kiss/alive_/"&gt;Alive!&lt;/a&gt;, acho que deveriam ter mesmo colocado a minha favorita: 'You wanted the best and you got it! The hottest band in the land... &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt;!'; tudo bem, eu sei que esse comentário foi completamente dispensável e maior do que vários parágrafos do post, mas que se dane, o blog é meu!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o grupo entrou e entrou com a sola. Assim como no festejado duplo ao vivo, o começo veio com a mais-que-perfeita &lt;em&gt;Deuce&lt;/em&gt;, que colocou de cara a banda no seu devido lugar: uma das melhores de todos os tempos quando pisa sobre um palco. É realmente impressionante testemunhar os senhores do &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt; tocando na sua frente, você vê e você sabe que os caras tão velhos e que eles são mercenários e que eles tão cagando pra você, mas porra, sei lá, ainda assim você não tem como não se empolgar! É algo ridículo, mas é simplesmente contagiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais com um setlist desses. Depois da abertura, &lt;em&gt;Strutter&lt;/em&gt; (das mais fodas de todos os tempos), &lt;em&gt;Got to choose&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Hotter than hell&lt;/em&gt; conquistaram de vez quem ali estivesse. Tudo bem que a essa altura do campeonato os discursos piegas do &lt;strong&gt;Paul Stanley&lt;/strong&gt; são meio constrangedores e não colam nem com a minha vovozinha de 92 anos, mas sei lá, o ponto é que mesmo sabendo disso, tudo funciona. Talvez seja simplesmente a força das músicas ou algum elemento místico imperceptível, mas se você pisou lá, você já estava empolgado a essa altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e nesse momento rolou a primeira decepção da noite, já que os caras pularam uma das faixas mais absurdamente fodas do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/kiss/alive_/"&gt;Alive!&lt;/a&gt;, a genial &lt;em&gt;Firehouse&lt;/em&gt;... pelo menos eu já tinha visto ela ao vivo antes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vermos o baterista de plantão &lt;strong&gt;Eric Singer&lt;/strong&gt; substituir o &lt;strong&gt;Peter Criss&lt;/strong&gt; nos vocais de &lt;em&gt;Nothin' to lose&lt;/em&gt;, o set se encaminhava para a sua parte mais fraca (se é que há parte fraca nele)... mas aí o destino reservou uma grata surpresa para os presentes. Bom, grata pra quem não faz escova no cabelo, pelo menos. O fato é que caiu um senhor temporal, deixando cada um do público ensopado, sem chance de redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poderia ter servido pra esfriar o show (e certamente deve ter irritado alguns poucos) só conseguiu potencializar a fodeza da noite. Nesse momento, eu me dei conta de que o show do &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt; é uma parada tão animal, tão contagiante, tão festeira, que é quase como um bloco de carnaval: qualquer coisa que acontece é motivo de diversão. A tal chuvarada deixou o público ainda mais agitado, mais empolgado, cantando mais as músicas. E o show do &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt; se revelou como a maior festa rock 'n' roll de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e eu ainda pude experimentar uma sensação bem estranha, mas igualmente foda, de ver o show através das lentes molhadas dos meus óculos, dando uma dimensão surreal à sequência de músicas, e que ainda conseguiu me levar de volta no tempo aos óculos 3D empregados na turnê do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/kiss/psycho_circus/"&gt;Psycho circus&lt;/a&gt;! e pelo menos dessa vez eu consegui ver o show com algum efeito visual escroto, porque eu perdi meus óculos tridimensionais antes de o show começar em 99)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada da genial &lt;em&gt;Watchin' you&lt;/em&gt;, a chuva se foi e veio na sequência a épica (pelo menos na versão ao vivo) e fodaça &lt;em&gt;100.000 years&lt;/em&gt;, em que o vocalista e guitarrista &lt;strong&gt;Paul Stanley&lt;/strong&gt; fica viajando na maionese e imitando o &lt;strong&gt;Robert Plant&lt;/strong&gt; com uns gemidinhos escrotos (mas ainda assim melhores do que aqueles do frontman do &lt;strong&gt;Led Zeppelin&lt;/strong&gt;). Essa parte da celebração ao rock 'n' roll não funciona mais tão bem hoje em dia (a do disco me dá arrepios até hoje), o que não deixa de ser um contra-senso, já que o show em si já é essa tal celebração. Talvez hoje em dia fosse melhor o &lt;strong&gt;Paul Stanley&lt;/strong&gt; falar menos e tocar mais, acho que a impressão causada seria ainda mais foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da performance da banda, não dá pra falar muita coisa. Tanto o &lt;strong&gt;Paul Stanley&lt;/strong&gt; quanto o &lt;strong&gt;Gene Simmons&lt;/strong&gt; ainda são mais empolgados do que 80% dos músicos de rock do mundo, mesmo com o peso da idade nas costas. Os dois também ainda mandam muito bem no microfone. O baterista &lt;strong&gt;Eric Singer&lt;/strong&gt;, como dito antes, é muito melhor do que o &lt;strong&gt;Peter Criss&lt;/strong&gt;, tanto em técnica como em pegada (só se sente a falta dos vocais rasgados do não-tão-saudoso-assim &lt;strong&gt;Catman&lt;/strong&gt;, o que meio que automaticamente exclui a baladinha &lt;em&gt;Beth&lt;/em&gt; do setlist, para tristeza de uns). Ainda assim, é uma troca benéfica pra performance da banda como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o novo guitarrista, &lt;strong&gt;Tommy Thayer&lt;/strong&gt;, é o ponto fraco da atual formação do grupo. Não que ele toque mal ou comprometa as músicas. Mas o cara parece não ter outro propósito senão imitar descaradamente o &lt;strong&gt;Ace Frehley&lt;/strong&gt;, nas poses, no jeito de tocar, em tudo. Cada nota do solo é reproduzida com perfeição cirúrgica, o que é meio escroto, porque, porra, se for pra ouvir igual ao do estúdio, eu ponho o disco pra tocar em casa. Acaba sendo um elemento meio robótico no meio de uma banda que funciona com uma naturalidade impressionante. E depois a ausência do pingução torna impossível a execução de uma das minhas músicas preferidas do &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Shock me&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 'quinto membro' do &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt;, a produção de palco, não decepciona na sua versão 2009. Isso apesar de os efeitos serem basicamente os mesmos de sempre: bateria levitando, guitarra que solta foguete, baixista cuspindo fogo e sangue etc. Mais impressionante mesmo foi ver o lindo logo da banda pegando fogo no fundo do cenário com a banda à frente, uma imagem marcante e emblemática do que foi o show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Show esse que ainda contou com pedradas como &lt;em&gt;Cold gin&lt;/em&gt; (porra, como eu queria ver essa música ao vivo!), &lt;em&gt;Black diamond&lt;/em&gt; e a mais-que-clássica &lt;em&gt;Rock 'n' roll all nite&lt;/em&gt; antes de a banda sair pra 'pausa dramática' pré-bis. Estava encerrada a etapa &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/kiss/alive_/"&gt;Alive!&lt;/a&gt; da noite. E, sinceramente, já seria o suficiente pra contar como um dos shows mais fodas do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os caras queriam mais. E o &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt; voltou para continuar a diversão com o hino festeiro &lt;em&gt;Shout it out loud&lt;/em&gt; (símbolo do que foi a noite e do que é a música da banda de uma forma mais ampla), emendando depois a sensacional &lt;em&gt;Lick it up&lt;/em&gt;, a pesadinha &lt;em&gt;I love it loud&lt;/em&gt; e a comercial &lt;em&gt;I was made for lovin' you&lt;/em&gt; (que fez a galera cantar forte). Não necessariamente nessa ordem, porque o show foi em abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, obviamente, ainda faltava a épica, linda, genial e imortal &lt;em&gt;Detroit rock city&lt;/em&gt;, que eu não tenho nem palavras para descrever. Mas pode-se dizer que fechando o show, abrindo o show, no meio do show, em qualquer lugar, essa música é de uma genialidade gritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e nesse momento rolou o segundo momento decepcionante do show, já que um pedacinho do palco, beeeeeeeeem lá em cima, começou a pegar fogo e os caras não tocaram a &lt;em&gt;Love gun&lt;/em&gt;, em que o &lt;strong&gt;Paul Stanley&lt;/strong&gt; - como sempre - iria passar 'voando' por cima do público pra cantar em uma plataforma no meio da multidão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi só quando começou a tocar no playback a melosa, mas não menos divertida, &lt;em&gt;God made rock 'n' roll to you II&lt;/em&gt;, que neguinho se deu conta de que a coisa realmente tinha chegado ao fim. E, claro, quem era fã e ainda queria mais cantou junto com o playback. Porra, um show em que você canta empolgadamente o playback do fim não pode ser outra coisa senão deveras fodaço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda consegui encontrar meu grande amigo Diniz, acompanhado da namorada (eles vão se casar semana que vem, e eu estarei lá!), com quem eu pude bater um papo tranquilo, sobre toda a genialidade de poder ver um show do &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt; pessoalmente. Não dá pra não gostar. A gente pode reclamar o quanto quiser do lado picareta/mercenário da banda (que realmente não tem limites), mas, porra, eles fazem valer o preço do ingresso. O preço do ingresso, do táxi, das cervejas e do que mais você tiver desembolsado pra chegar até lá e lavar a alma com alguns dos maiores clássicos do hard rock 'n' roll de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu aposto uma boa grana que até aquele viadinho que foi até lá só pra ouvir &lt;em&gt;Forever&lt;/em&gt; achou que valeu a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setlist fora de ordem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strutter&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nothin' to lose&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cold gin&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deuce&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;100.000 years&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black diamond&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Got to choose&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parasite&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hotter than hell&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Let me go rock 'n' roll&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Watchin' you&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C'mon and love me&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;She&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rock 'n' roll all nite&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Detroit rock city&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shout it out loud&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I was made for lovin' you&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I love it loud&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lick it up&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-8896082564170812518?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/8896082564170812518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=8896082564170812518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/8896082564170812518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/8896082564170812518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/08/o-post-mais-atrasado-do-mundo-kiss.html' title='O post mais atrasado do mundo! Kiss!'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SoXEkRumg1I/AAAAAAAAAjQ/Bw067pV5sDw/s72-c/Logo+Kiss.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-7402328678456811820</id><published>2009-08-11T13:56:00.002-03:00</published><updated>2009-08-11T14:12:23.890-03:00</updated><title type='text'>O que Shakespeare e o metal têm em comum?</title><content type='html'>Eu diria que as duas coisas não têm absolutamente nada a ver, mas alguém obviamente pensou diferente. E o sujeito em questão fundou a mais nova banda metida a diferente do mundo do metal: a &lt;strong&gt;Metal Shakespeare Company&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368749183513998258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SoGg8AOFM7I/AAAAAAAAAi4/Df_GhwgE_kM/s320/Logo+Shakespeare.jpg" border="0" /&gt;O grupo foi fundado por um tal de &lt;strong&gt;Jason Simms&lt;/strong&gt;, que canta, toca guitarra e está ficando careca como se vê na foto abaixo. A ideia dos rapazes é usar os textos do dramaturgo inglês como base pra fazer um espetáculo de metal. Além de adaptar passagens das obras do Shakespeare pras músicas (algumas vezes subvertendo as palavras etc. pra fazer umas piadinhas fáceis), os caras pegam pesado no lado teatral, usando pseudônimos no palco, roupinhas ridículas e interagindo com a plateia usando uma linguagem que simula/parodia aquela dos tempos do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368750587747356402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SoGiNvZZzvI/AAAAAAAAAjI/jtAvy3E6c8M/s320/MSC.jpg" border="0" /&gt;Tudo bem, tudo bem. eu até concordo com o cara que tanto Shakespeare quanto o metal têm um certo elemento de exagero, mais que isso, o metal tem - em grande parte - um senso de teatralidade bastante forte, o que poderia justificar a relação entre as duas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e, pra ser justo, outras bandas de metal já partiram da obra do Shakespeare pra lançar discos, como é por exemplo o caso do alemão &lt;strong&gt;Rebellion&lt;/strong&gt;, que gravou o disco &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/rebellion/shakespeares_macbeth___a_tragedy_in_steel/"&gt;A tragedy in steel&lt;/a&gt; inspirado em Macbeth; ou do projeto &lt;strong&gt;Hamlet&lt;/strong&gt;, aqui do Brasil, que gravou uma 'ópera metal' tendo como trama a peça mais famosa do escritor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas querer traduzir o texto complicadíssimo do bardo inglês através do metal me parece um tanto quanto estúpido, em especial se pensarmos que a última coisa que costuma chamar atenção/importar no estilo são as letras. Mescladas à estética do metal (em particular do metal mais tradicional, que é o que a banda faz), as palavras do velho Bill perdem totalmente seu propósito, como se pode ver &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lQkzHU_U45s&amp;amp;eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eroadrunnerrecords%2Ecom%2Fblabbermouth%2Enet%2Fnews%2Easpx%3Fmode%3DArticle%26newsitemID%3D124220&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;nesse vídeo&lt;/a&gt; da música &lt;em&gt;To bleed or not to bleed&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;(vale dar uma olhada só pelo ridículo da coisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso seja mais 'culpa' da banda em si, que faz, a bem da verdade, um metalzinho burocrático e sem graça, que certamente depende da 'pegadinha' pra chamar alguma atenção no ultracraudiado cenário do metal atual. Só que, a julgar pela qualidade da música acima, essa atenção não deve durar muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, seria realmente impressionante que alguém conseguisse realizar a proposta dos caras de uma maneira decente, sem apelar pra uma postura supostamente engraçadinha. Taí algo que eu queria ver ser feito de uma forma inteligente, seria um desafio e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais impressionante dessa história é testemunhar o cruzamento entre o teatro e o heavy metal, duas comunidades que me parecem completamente afastadas uma da outra. Mesmo que seja através de uma banda chinfrinzinha dessas, é o tipo de acontecimento que vale o post só pela surpresa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-7402328678456811820?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/7402328678456811820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=7402328678456811820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/7402328678456811820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/7402328678456811820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/08/o-que-shakespeare-e-o-metal-tem-em.html' title='O que Shakespeare e o metal têm em comum?'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SoGg8AOFM7I/AAAAAAAAAi4/Df_GhwgE_kM/s72-c/Logo+Shakespeare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-2063897014723166718</id><published>2009-07-27T20:19:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T20:19:10.659-03:00</updated><title type='text'>Dança das cadeiras</title><content type='html'>Tem umas bandas que não dá pra entender. Neguinho fica inventando moda na intenção de aparecer, chamar atenção e ganhar uns trocados a mais e acaba só conseguindo colocar a sua imagem e reputação em cheque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os muitos casos recentes disso, um que me acha atenção é o do &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt;. Quando eu comecei a ouvir a banda, eles não pareciam ser do tipo que entraria nessas presepadas idiotas. Até pela postura dos caras em seguirem firme com um som e um vocalista que pouco tinham a ver com aqueles da era clássica, eu tinha a impressão de que os caras simplesmente tavam fazendo aquilo que eles queriam, independente da vontade dos fãs (o &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt; talvez tenha sido o único grupo de thrash das antigas que não fez uma 'volta às raízes' depois da era pós-thrash).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que aí, logo depois de eu viciar na banda, os caras lançaram uma coletânea picareta pracaralho chamada &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/anthrax/return_of_the_killer_as/"&gt;Return of the killer A's&lt;/a&gt; (aliás, eles são mestres em lançar coletânea, nesse sentido eles são quase tão caras-de-pau quanto o &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt;). O CD servia claramente um único propósito: puxar uma turnê que teria o &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt; executando seus maiores clássicos com os dois principais vocalistas da sua história, &lt;strong&gt;Joey Belladonna&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;John Bush&lt;/strong&gt;, cantando músicas das suas respectivas eras à frente da banda. Pra justificar, os caras gravaram como faixa inédita uma versão da música &lt;em&gt;Ball of confusion&lt;/em&gt;, do grupo de soul &lt;strong&gt;The Temptations&lt;/strong&gt;, em que os dois dividiam os vocais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o cover, por sinal, é bem bacana, o &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt; sempre mandou bem nos covers)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que aí o projeto deu pra trás, o &lt;strong&gt;Belladonna&lt;/strong&gt; aparentemente deu uns pitis, queria mais dinheiro ou coisa do gênero. E se não me engano os caras fizeram a tal turnê só com o &lt;strong&gt;John Bush&lt;/strong&gt; mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano, o guitarrista &lt;strong&gt;Scott Ian&lt;/strong&gt; e o baterista &lt;strong&gt;Charlie Benante&lt;/strong&gt; reativaram meio do nada a clássica banda de crossover &lt;strong&gt;S.O.D.&lt;/strong&gt;, em uma iniciativa que tinha aquele cheirinho de caça-níquel, em especial porque a popularidade do &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt; com os fãs estava bem baixa (sem contar que eles tinham acabado de lançar um dos seus discos mais fracos, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/anthrax/volume_8___the_threat_is_real/"&gt;Volume 8 - the threat is real&lt;/a&gt;). Os caras voltaram, gravaram um disco de inéditas, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/s_o_d_/bigger_than_the_devil/"&gt;Bigger than the devil&lt;/a&gt;, e acabaram brigando de novo e se separando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(nessa mesma época, eu li uma entrevista com o &lt;strong&gt;Scott Ian&lt;/strong&gt; - acho que foi na Rock brigade - que me deixou meio bolado como fãzinho sem noção das coisas que eu era, em que o cara meio que dava a entender que tava de saco cheio do mundo da música e que só continuava pela grana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363280572642921698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sm4zQ9MijOI/AAAAAAAAAiw/lwnhCH2Pv1E/s320/Anthrax+4.jpg" border="0" /&gt;Só que aí, quando parecia que o &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt; tava indo a passos largos pra vala, a banda resolveu gravar um disco de inéditas... e assim soltaram o excelente &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/anthrax/weve_come_for_you_all/"&gt;We've come for you all&lt;/a&gt;. O álbum foi bem recebido pracaralho na época, e muita gente declarava que aquela era a volta por cima definitiva da banda. Aproveitando o bom momento, eles lançaram logo depois um disco ao vivo bem mais ou menos, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/anthrax/music_of_mass_destruction/"&gt;Music of mass destruction&lt;/a&gt;, e um de novas versões de músicas da era &lt;strong&gt;Belladonna&lt;/strong&gt; na voz do &lt;strong&gt;John Bush&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/anthrax/the_greater_of_two_evils/"&gt;The greater of two evils&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, eu pude ir &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2005/02/i-try-to-imagine-best-place-ive-been.html"&gt;num show da turnê do disco de regravações&lt;/a&gt; e pra mim era evidente que os caras tavam ultraempolgados em tocar as músicas, tanto as antigas quanto as novas, e em fazer shows. Mais uma vez, me parecia que aquela banda que eu via no palco era incapaz das mesmas iniciativas picaretas de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o show também serviu pra me mostrar que o &lt;strong&gt;John Bush&lt;/strong&gt; era mais do que merecedor do posto de vocalista da banda; mesmo como grande fã do &lt;strong&gt;Beladonna&lt;/strong&gt;, a partir dali eu passei a considerar o cara como a voz definitiva do &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt;, como parecia querer demonstrar o então último disco deles)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que aí os malucos erraram feio o passo. Em uma atitude que contrariava justamente aquilo que eles vinham fazendo nos anos anteriores, eles decidiram chamar, mais uma vez, o &lt;strong&gt;Joey Belladonna&lt;/strong&gt; pra uma turnê de reunião da formação clássica (que rendeu mais um ao vivo desnecessário, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/anthrax/alive_2__the_music/"&gt;Alive 2&lt;/a&gt;). E praticamente cuspiram na cara do &lt;strong&gt;John Bush&lt;/strong&gt; quando anunciaram planos pra gravação de um disco de inéditas com a mesma formação da turnê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363280398066796226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sm4zGy2WRsI/AAAAAAAAAio/C9JFN4-XNw8/s320/Anthrax+1.jpg" border="0" /&gt;Mas, pro azar dos caras, a parceria com o &lt;strong&gt;Belladonna&lt;/strong&gt; mais uma vez foi pro espaço (e a essa altura muita gente já se perguntava se o responsável pela coisa não dar certo era o vocalista ou o resto da banda), e o &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt; ficou sem voz. Naturalmente emputecido com a história toda, o &lt;strong&gt;John Bush&lt;/strong&gt; se recusou a voltar quando essa possibilidade foi cogitada por todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter muito o que fazer, a banda foi à caça de outro vocalista. Um desconhecido &lt;strong&gt;Dan Nelson&lt;/strong&gt; foi o escolhido e os caras não perderam tempo em anunciar que o sujeito era fodástico, o maior frontman que o &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt; já tinha tido, patati, patatá (só não sei quem ainda levava esse tipo de declaração muito a sério). Logo depois anunciaram o novo disco de estúdio, que levaria o título de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/anthrax/worship_music/"&gt;Worship music&lt;/a&gt; e sairia em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363280292617049538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sm4zAqBK1cI/AAAAAAAAAig/jQI1oTTHBXw/s320/Anthrax+2.jpg" border="0" /&gt;Pois bem, tudo acertadinho, lançamento agendado, turnê marcada... e a banda lança uma nota divulgando o cancelamento dos shows porque o vocalista teria ficado seriamente doente. E logo depois, uma confusão de notícias dando versões totalmente absurdas e díspares vieram de várias fontes diferentes, todas anunciando que o sujeito não cantava mais no &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e talvez mais absurdo ainda tenha sido o fato de o &lt;strong&gt;John Bush&lt;/strong&gt; ter aceitado, depois de toda a presepada, cantar em um festival em que a banda não quis ou não pôde cancelar sua apresentação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente essa história ainda não acabou, até porque não se sabe exatamente qual vai ser o fim do disco novo de inéditas (cogita-se que os vocais seriam totalmente regravados, por exemplo, o que seria no mínimo questionável), apesar de ser certo que ele não sai mais esse ano. Assim como não se sabe quem vai acabar sendo o vocalista da banda. Mas o que me chama a atenção é como uma banda como o &lt;strong&gt;Anthrax&lt;/strong&gt;, que já foi das maiores do thrash/pós-thrash/groove metal, consegue deteriorar sua reputação mais e mais com o passar dos tempos. E fazer isso justamente depois de aparentemente ter dado uma bela volta por cima sem apelar pra forçados revivals old-school.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda por cima fazer algo que me deixaria absolutamente empolgado alguns anos atrás, ou seja, o lançamento do sucessor do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/anthrax/weve_come_for_you_all/"&gt;We've come for you all&lt;/a&gt;, se tornar quase uma piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Em outras notícias anthrax-ásticas, durante a San Diego Comic Con (maior convenção de quadrinhos do mundo), foi anunciado que o carequinha &lt;strong&gt;Scott Ian&lt;/strong&gt; vai estrear como roteirista de quadrinhos escrevendo uma revista pra DC... do Lobo! O comentário simpático do cara: 'na maior parte das vezes, eu escrevia o personagem como se fosse eu mesmo falando'. Faz sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-2063897014723166718?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/2063897014723166718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=2063897014723166718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2063897014723166718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2063897014723166718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/07/danca-das-cadeiras.html' title='Dança das cadeiras'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sm4zQ9MijOI/AAAAAAAAAiw/lwnhCH2Pv1E/s72-c/Anthrax+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-8640265311154803265</id><published>2009-07-23T17:12:00.005-03:00</published><updated>2009-07-23T18:07:09.665-03:00</updated><title type='text'>A batalha do século</title><content type='html'>Já está virando um assunto clássico por aqui o resgate do true metal oitentista (bom, até o ponto onde é possível um assunto se tornar clássico em um blog com menos de cinco posts por mês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já escrevi por aqui antes, acho que as bandas e a imprensa especializada podiam assumir logo de vez a tosquice e o caráter bem-humorado desse revival (até porque fazer uma porra dessas sem senso de humor é o fundo do poço) e batizar o novo true metal, que já ameaçaram nomear como NWOTHM, de He-Man metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só o nome é muito mais engraçado como descreve muito bem o tema das letras e o visual das bandas, pelo menos daquelas de tendência mais cara-de-pau e sem vergonha, que são justamente aquelas que mais interessam aqui. Além disso, isso seria anos 80 pracaralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora essas duas vantagens indiscutíveis, isso também abre espaço pro surgimento do arquiinimigo do He-Man metal, o Esqueleto metal! Assim, as bandas de metal tradicional (He-Man) travariam uma batalha mortal com as de metal extremo old school (Esqueleto) pelo domínio de Eternia! É, eu não sei muito bem o que representria essa porra de Eternia, mas tudo bem, deixa pra lá, me pergunta mais tarde, estou sem ideias no momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361764239477491330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmjQKv9yxoI/AAAAAAAAAiQ/E6yJ_EnfLNY/s320/He-Man+vs.+Esqueleto.jpg" border="0" /&gt;(ah, como seria divertido perder meu tempo tentando fazer analogias de todos os personagens acima com bandas de metal! infelizmente, isso terá que ficar pra outro dia senão eu levo esporro aqui no trabalho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o que eu mal podia saber ao propor tudo isso é que tal luta começou a ser travada há mais de dois milênios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(isto é, se você não souber nada de matemática e achar que um milênio vale dez anos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sou eu que estou falando isso não... o grande bardo Kerrang estava lá pra registrar o acontecido. Como o cara era sagaz e à frente do seu tempo, em vez de escrever as crônicas da sangrenta guerra em versos que desafiariam os mais belos já assinados por Homero e Camões, o registrou sua narrativa através de uma foto-novela! Que infelizmente foi destruída com o passar dos anos e da qual restou apenas um simples quadro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361761897622791106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmjOCb4H48I/AAAAAAAAAiI/mY25AOSnUNQ/s320/Thor+vs.+Cronos.jpg" border="0" /&gt;(&lt;strong&gt;Cronos&lt;/strong&gt; vs. &lt;strong&gt;Thor&lt;/strong&gt;! o destino do mundo decidido na lâmina da espada dos mestres das forças metálicas do bem e do mal!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho palavras para descrever o conteúdo épico da foto acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas podemos tirar algumas conclusões dela. Primeiro, que desde tempos imemoriais, o heavy metal tem como característica essencial a total ausência de senso estético. Depois, que nosso amigo Kerrang era egocêntrico pracaralho e colocou seu nome como efeito sonoro na narrativa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto que, se arqueólogos não perdessem seu tempo pesquisando civilizações antigas que não contribuiram porra nenhuma de útil para a humanidade, eles encontrariam documentos prevendo que a eterna luta entre o heavy metal do bem e do mal seria retomada... em 2009!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá bandas, não deixem a luta morrer! É hora de decidir quem vai vencer: He-Man metal ou Esqueleto metal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-8640265311154803265?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/8640265311154803265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=8640265311154803265' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/8640265311154803265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/8640265311154803265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/07/batalha-do-seculo.html' title='A batalha do século'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmjQKv9yxoI/AAAAAAAAAiQ/E6yJ_EnfLNY/s72-c/He-Man+vs.+Esqueleto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-4288333214400971765</id><published>2009-07-17T17:14:00.008-03:00</published><updated>2009-07-17T18:16:24.249-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Virtue</title><content type='html'>Quando eu comecei a fazer esses posts em homenagem aos 30 anos da new wave of British heavy metal, eu logo percebi que eu não ia conseguir ouvir um número decente de bandas pra escrever sobre se eu tentasse ouvir a discografia inteira de cada grupo (especialmente porque eu ainda era deveras ignorante sobre o assunto no início do ano; agora já sou um pouco menos). Outra coisa que eu me dei conta logo de cara foi a já muitas vezes mencionada aqui quantidade absurda de bandas obscuras na cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessas observações, eu acabei tomando duas decisões relativas à série de posts:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) usar o ano de 1983 como linha de corte para audição obrigatória pras bandas que duraram muito tempo ou gravaram muitos discos depois do declínio da NWOBHM; o ano em questão foi escolhido pelo fato de a maioria dos grandes clássicos do movimento já terem sido lançados até aí e também por ser o ano do surgimento do thrash, que acabou tirando os holofotes da cena inglesa definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) ouvir umas bandas obscuras com poucos discos em paralelo aos grandes clássicos da época, pra tentar manter os posts com alguma regularidade (o que infelizmente não funcionou assim muito bem, como se pode ver).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, dizem por aí que tem sempre que haver exceções a qualquer regra, então digamos que o post de hoje é a exceção referente à primeira decisão citada acima (já a segunda foi quebrada por motivos de força maior).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque hoje é dia de falar do &lt;strong&gt;Virtue&lt;/strong&gt;, uma das joias mais bem guardadas de toda a NWOBHM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359537094059638498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 119px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmDml0v0PuI/AAAAAAAAAhY/yBPHdZHPe6M/s320/Logo+Virtue.jpg" border="0" /&gt;Como é o caso de toda banda verdadeiramente obscura, é extremamente difícil achar qualquer informação sobre o &lt;strong&gt;Virtue&lt;/strong&gt;. O que se sabe é que a banda era um quinteto, formado em 1981 na cidade inglesa de Oxford, sabe-se lá por quem. Olhando o ano, é fácil de perceber que a banda chegava um pouco atrasada na cena inglesa, talvez influenciada pelas próprias bandas pioneiras da NWOBHM logo de cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359537460109005586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmDm7IYyUxI/AAAAAAAAAhw/rQHgXwEUXVk/s320/Virtue+1.jpg" border="0" /&gt;(a formação da banda: &lt;strong&gt;Tudor Sheldon&lt;/strong&gt;, vocais, &lt;strong&gt;Matt Sheldon&lt;/strong&gt;, guitarras - seriam eles irmãos? - &lt;strong&gt;Boz Beast&lt;/strong&gt;, guitarras, &lt;strong&gt;Darren Prothero&lt;/strong&gt;, baixo, e &lt;strong&gt;Simon Walters&lt;/strong&gt;, bateria; agora, se tu quer saber quem é quem aí na foto, já tá querendo demais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o quinteto ficou de 1981 até 1985 pra conseguir gravar o seu primeiro single. Os motivo disso? Sabe lá deus. O fato é que isso não deixa de ser intrigante, especialmente porque muita gravadora pequena lançava bandas de NWOBHM a torto e a direito naqueles tempos, tentando faturar uma graninha fácil (até porque os discos eram crus e mal gravados, não deviam precisar de muito investimento). Depois desses quatro anos, em que a cena inglesa praticamente foi do seu auge pro nada, os caras finalmente gravaram o seu primeiro disquinho, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/single/virtue/we_stand_to_fight___high_treason/"&gt;We stand to fight&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359537334900498514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmDmz18wIFI/AAAAAAAAAho/uiIO-EOnNwU/s320/Ficamos+de+p%C3%A9+para+lutar.jpg" border="0" /&gt;Apesar da capa tosca, o fato é que as duas músicas do single são absolutamente sensacionais. Com elas, o &lt;strong&gt;Virtue&lt;/strong&gt; se situa bem no espectro mais maideniano da NWOBHM, sendo levado por guitarras absolutamente sensacionais tanto em riffs quanto em melodias quanto em solos. Se alguém virasse pra mim e falasse que os caras ficaram os quatro anos só pra escrever as duas músicas, eu não só não duvidaria como ainda diria que valeu a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359537236599520754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmDmuHv-PfI/AAAAAAAAAhg/5tELrExLyBU/s320/Virtue+3.jpg" border="0" /&gt;(seriam nossos amigos &lt;strong&gt;Matt Sheldon&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Boz Beast&lt;/strong&gt; - que nome irado! - tocando riffzinhos animais em um buraco qualquer da Inglaterra? eu diria que sim!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é que as duas músicas são pra lá de fodas, verdadeiras pérolas do metal oitentista. Se o lado A, &lt;em&gt;We stand to fight&lt;/em&gt;, tem aquela cara de hit imediato, sua companheira &lt;em&gt;High treason&lt;/em&gt; não fica para trás, com linhas de guitarra sensacionais e aquela garra metálica típica das melhores bandas da época. Tudo traduzido perfeitamente na voz tecnicamente imperfeita, mas absolutamente contagiante, do &lt;strong&gt;Tudor Sheldon&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem ouve o single nos dias de hoje, fica aquela impressão de que era óbvio que o grupo iria fazer uma sensação no metal da época. O problema é que a história não foi bem assim. Não que eu saiba os motivos, mas pelo menos é fácil de identificar que o &lt;strong&gt;Virtue&lt;/strong&gt; tinha dois problemas básicos. Além de ter obviamente um timing, digamos, equivocado, o fato é que a banda não era assim tão original. Tudo bem, ela era absolutamente empolgante, mas não necessariamente original. Claro que essas podem não ter sido as principais razões do sumiço da banda, mas provavelmete isso não ajudou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, como toda boa banda de NWOBHM, os caras não desistiram. Escreveram (pelo menos) mais três músicas e assinaram um contrato com uma gravadora obscura para lançar um EP. Imagino que os integrantes do &lt;strong&gt;Virtue&lt;/strong&gt; pensaram algo do tipo 'agora vai!', só pra quebrar a cara logo depois (como certamente aconteceu com muito grupo de metal talentoso nos anos 80). A tal gravadora cancelou o lançamento por problemas financeiros e o EP foi pras cucuias. Ou pelo menos teria ido, se nossos amigos não tivessem espírito de luta. O que rolou foi que eles lançaram, em 1987, uma fita com as três músicas, dando a ela o nome do EP, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/virtue/fools_gold/"&gt;Fool's gold&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359537560739651154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 223px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmDnA_RAHlI/AAAAAAAAAh4/VxW7ehtc6ag/s320/Virtue+2.jpg" border="0" /&gt;(aqui eu normalmente botaria a capa do disco/CD/demo/etc., mas eu disse que o &lt;strong&gt;Virtue&lt;/strong&gt; é obscuro, não disse? então, não dá pra achar essa capa em lugar nenhum! se é que ela existe!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que as três novas músicas, apesar de não serem tão excepcionais quanto as duas do single, são excelentes! Na demo, a banda segue uma linha mais direta e rockeira, menos trabalhada (talvez sejam versões inacabadas ou ainda não totalmente lapidadas), mas o fato é que fica pairando aquela dúvida de 'como deixaram de lançar uma banda foda como essa?' na cabeça de quem ouve. Destaque óbvio para a genial &lt;em&gt;Seek and destroy&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o &lt;strong&gt;Virtue&lt;/strong&gt; acabou. Sabe-se lá como ou porque, mas acabou. Onde será que andam esses rapazes hoje? Queria ter pelo menos o email de um deles pra falar como foi a maior sacanagem da paróquia metálica a banda ter tido tão triste fim! Aposto que eu faria um tiozão feliz com esse email!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359537686575628642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmDnIUCowWI/AAAAAAAAAiA/OL6bIUFGwaA/s320/Virtue.bmp" border="0" /&gt;Só que aí a gente fica com o absurdo de ver uma banda que encerrou as atividades depois de ter gravado apenas cinco faixas... sendo que todas elas figurariam fácil como destaque nos maiores clássicos da NWOBHM!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-4288333214400971765?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/4288333214400971765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=4288333214400971765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4288333214400971765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4288333214400971765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/07/30yowobhm-virtue.html' title='30YOWOBHM: Virtue'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SmDml0v0PuI/AAAAAAAAAhY/yBPHdZHPe6M/s72-c/Logo+Virtue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-6721663193254814429</id><published>2009-07-04T14:51:00.010-03:00</published><updated>2009-07-09T19:24:31.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dessa pra melhor'/><title type='text'>Sessão dessa pra melhor: Michael Jackson</title><content type='html'>Quando o assunto aparece, eu sempre digo que a primeira coisa de música em que eu fui viciado na minha vida foi &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; (no sentido de querer ouvir tudo o que tava ao meu alcance e passar horas seguidas ouvindo discos inteiros), mas talvez eu tenha cometido uma injustiça histórica com nosso bom e velho amigo &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas lembranças musicais mais antigas é perturbar a minha mãe pra colocar um dos primeiros (talvez o primeiro?) bolachão que eu tive na vida, o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/thriller/"&gt;Thriller&lt;/a&gt;, do &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt; pra tocar incessantemente. Obviamente eu não ouvia tudo de uma vez só, era mais aquela coisa de ‘põe os clássicos aí!’, mas o fato é que era um vício mesmo, daqueles que certamente deve ter levado a minha mãe à beira da loucura de tanto ouvir classicões do pop como &lt;em&gt;Wanna be startin’ something&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Thriller&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Beat it&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Billie Jean&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356579843163948834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SlZk_KrOByI/AAAAAAAAAgw/CRV3jdPzIFc/s320/Thriller.jpg" border="0" /&gt;Foi mais ou menos nessa época também que rolou uma sensação bizarra pelo lançamento do clipe da &lt;em&gt;Thriller&lt;/em&gt;, que, se não me falha a memória de pirralho de quatro anos, estreou no Brasil no Fantástico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o mesmo iria a acontecer alguns anos depois com os clipes da &lt;em&gt;Bad&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;Black or white&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho mais bizarro disso hoje em dia é pensar que o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/thriller/"&gt;Thriller&lt;/a&gt; saiu em 82... e que, pelo menos até dois anos depois, o disco ainda conseguia causar uma sensação tão absurda a ponto de neguinho criar uma expectativa e uma fissura tão grande em torno de um clipe que foram capazes de marcar um muleque de quatro anos pro resto da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356585944582049954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SlZqiUOp0KI/AAAAAAAAAg4/aDHrQioM1uM/s320/Michael+Jackson+2.jpg" border="0" /&gt;(esse é o 'meu' &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt;, luvinha brilhante e tudo mais!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa fase áurea, a minha relação com o &lt;strong&gt;Michael&lt;/strong&gt; foi ficando meio inconstante. Na época do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/bad/"&gt;Bad&lt;/a&gt;, eu já tava mais ligado com o synth pop e começando a olhar com atenção pro rock, e o disco passou meio batido pra mim. O &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/dangerous/"&gt;Dangerous&lt;/a&gt;, ironicamente, me chamou bem mais atenção (apesar de o disco em si ser bem pior), em particular porque era a época do surgimento da MTV no Brasil, que eu via direto, e onde passavam constantemente os clipes da &lt;em&gt;Black or white &lt;/em&gt;(Macaulay Culkin!) e da &lt;em&gt;Remember the time&lt;/em&gt; (Magic Johnson!). Só que foram ondas passageiras, do tipo ‘eu gostava na época em que tocava no rádio’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez a prova definitiva pra mim de como o &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt; foi um cara fodão mesmo – e não só um megapopstar filho da puta que come criancinha, com o perdão do trocadilho infeliz – veio uns anos mais tarde. Meu irmão mais novo, quando ainda era bem pequeno, ficou absolutamente viciado no ‘rei do pop’. Eu não lembro exatamente quantos anos ele tinha quando rolou esse vício, então não sei ao certo quando isso aconteceu, ou porque. Talvez tenha sido fruto da promoção pesada pros shows em 93? Sei lá. O fato é que o muleque adorava, amava mesmo, o &lt;strong&gt;Michael&lt;/strong&gt;. Ele sabia todos os passos das danças (o que não significa que ele soubesse fazer os passos), conhecia todos os clipes, imitava os trejeitos do cara e, claro, fingia que sabia as letras, cantando tudo num pseudo-inglês de criança enrolado e hilário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado disso foi que toda a minha família teve a oportunidade (pra alguns provavelmente não lá tão bem-vinda) de uma nova superexposição ao &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt; e suas músicas – se é que alguém no mundo precisava de uma coisa dessas naqueles tempos. Todo mundo lá em casa teve que aprender tudo sobre o cara, em particular da era ‘clássica’, do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/off_the_wall/"&gt;Off the wall&lt;/a&gt; pra frente. Era CD, fita VHS, filme, jogo de videogame e o cacete a quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais bizarro é que pra mim o resultado disso não foi uma overdose de gritinhos, passos de dança bizarros e afins, ou pelo menos não em um sentido negativo. Na verdade, essa foi a época em que eu realmente percebi a fodeza suprema dos clássicos do cara, em que eu pude resgatar minha paixão de infância pelo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/thriller/"&gt;Thriller&lt;/a&gt;, em que eu pude descobrir o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/off_the_wall/"&gt;Off the wall&lt;/a&gt; e em que eu pude pegar o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/bad/"&gt;Bad&lt;/a&gt; e chegar à conclusão de que, sim!, ele é um belíssimo disco de pop (nunca me esqueço que viciei lindamente em &lt;em&gt;Smooth criminal&lt;/em&gt; nessa fase). Ao contrário de pegar ódio do já totalmente esbranquiçado popstar, virei fã de vez. E é bom ressaltar que nesses tempos minha dieta musical já tinha – e muito! – heavy metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(bom, só pra não babar ovo demais, posso dizer que isso também serviu pra me mostrar que realmente essas paradas de soul e Motown não são a minha praia, já que eu continuei achando &lt;strong&gt;Jacksons Five&lt;/strong&gt; e os primeiros discos solo do maluco chatos pracaralho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que dali pra frente a figura do cara tenha se tornado progressivamente mais bizarra e distante de qualquer possibilidade de humanidade. Não foi só a pele dele que foi empalidecendo, mas a própria carreira do cara e a, talvez mais importante, a adoração das pessoas (e minha) por ele. Na época do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/history__past__present_and_future___book_i/"&gt;HIStory&lt;/a&gt;, eu já era muito rock/metal! pra prestar atenção nas presepadas do cara, tipo gravar clipe na favela... e, além do mais, as músicas não eram mais lá grandes coisas. Daí, entre acusações, operações, processos e histórias escrotas afins, eu (assim como acho que 99% das pessoas do mundo) me distanciei do &lt;strong&gt;Michael&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356579222345230194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SlZkbB8gJ3I/AAAAAAAAAgo/qBf0LdJkiVM/s320/Michael+Jackson+1.jpg" border="0" /&gt;(é, &lt;strong&gt;Michael&lt;/strong&gt;, eu também fiquei bolado que tu conseguiu ficar mais medonho do que quando foi maquiado de zumbi!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, o polêmico lançamento do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/invincible/"&gt;Invincible&lt;/a&gt; me chamou a atenção simplesmente por eu estar passando pela minha fase de estafa metálica, em que eu queria ouvir de tudo um pouco. A reação virulenta e agressiva de todo mundo me deu uma certa pena do cara, até porque, porra, o disco nem é tão ruim assim. Se bobear é até melhor que o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/dangerous/"&gt;Dangerous&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que o disco saiu e, pouquíssimo tempo depois, já tava em promoção a 9,90 no Submarino, Americanas ou coisa parecida. Eu comprei, claro (o meu tinha a capa azul), e, pá, ficava ouvindo o CD direto. Não que seja uma grande obra do pop – e obviamente não poderia deixar de ser uma decepção – mas eu me divertia com ele. Pra mim era uma extensão bem natural e um pouco mais divertida do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/dangerous/"&gt;Dangerous&lt;/a&gt;. Meu irmão mais velho às vezes entrava no meu quarto, emputecido e falando pra eu abaixar o volume do som, perguntando ‘que porra é essa?’ e eu ‘porra, é o novo do &lt;strong&gt;Michael&lt;/strong&gt;!’ e ele ficava revoltado ‘para de ouvir essa porra, esse cara tá acabado, tu só tá ouvindo isso e dizendo que gosta pra ser diferente’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o &lt;strong&gt;Michael&lt;/strong&gt; realmente não era mais o mesmo, mas ele ainda tinha aqueles traços que fizeram dele o maior fenômeno do seu tempo: uma voz cristalina, bizarramente limpa e afinada, uns trejeitos vocálicos indefectíveis que enriqueciam as músicas e davam a elas uma personalidade imediata, um talento especial pra escrever melodias e fazer arranjos muito mais complexos do que eles pareciam ser à primeira ouvida, mas que nunca se colocavam no caminho da força pop que as músicas tinham. Claro, mais uma vez, o disco não era nada de mais, mas também não era nenhuma desgraça. Ele só não era o novo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/thriller/"&gt;Thriller&lt;/a&gt;. Mas também, o que foi alguma vez na história o novo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/michael_jackson/thriller/"&gt;Thriller&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara foi tão estraçalhado que, de 2001 até morrer, não fez muita coisa. Passou de artista a mito, a 'criatura' que habita o inconsciente das pessoas, mas não atua mais no mundo material. Apesar de estar vivo, não é nenhum exagero dizer que o cara já tava 'morto'. Não que fosse impossível uma volta por cima, e é muito fácil teorizar essa pseudo-morte precoce agora que o cara efetivamente vestiu o paletó de madeira (se é que já rolou o enterro, não tô acompanhando muito a novela pós-batida de botas), mas, porra, esses foram anos em que tudo que se referia a ele só existia por causa de um olhar pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356586132717717858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SlZqtRFsSWI/AAAAAAAAAhA/LaRJl2ovo2U/s320/Michael+Jackson+5.jpg" border="0" /&gt;(esse já não é muito o 'meu' &lt;strong&gt;Michael&lt;/strong&gt;... mas ainda assim ele era gente fina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho mais foda disso tudo, até mesmo da morte dele propriamente dita, é constatar que, olhando só a música, o &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt; teve uma obra – ou pelo menos parte de uma obra – que é meio atemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava pensando nisso esses dias. Tipo ‘quando acabar o luto e a puxação de saco pela morte do cara, as homenagens e as babações de ovo, será que o maluco vai ser esquecido?’. E eu acho que cheguei à conclusão que não. Enquanto houver música pop, o nome '&lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt;' vai ter peso e relevância. Não é nem só pelos recordes, pela revitalização que o cara operou na indústria fonográfica americana, pela inovação musical ou pela biografia polêmica. A parada é que as músicas dele, os clássicos, as obras-primas, são fodas pracaralho. São ridiculamente fodas. São imortais mesmo. E é muito irado o fato de eu até ter chegado meio tarde pra acompanhar essa história pessoalmente, mas mesmo assim conseguir voltar até meus quatro anos de idade pra falar que eu me lembro do &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt; no auge!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinceramente não quero saber porque o cara foi o maior, porque ele vendeu mais do que qualquer um, ou porque ele se transformou no ser bizarro que ele veio a ser. Eu só quero chegar um dia numa festa animada e, pá!, começar a tocar aquela introdução mais que perfeita da &lt;em&gt;Billie Jean&lt;/em&gt; e geral começar a dançar na maior empolgação... e ali você saber que aquilo é uma das coisas mais fodas já feitas na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356586477070119234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SlZrBT5s8UI/AAAAAAAAAhQ/wIKrWII3gS4/s320/Michael+Jackson+3.jpg" border="0" /&gt;É, &lt;strong&gt;Michael&lt;/strong&gt;... preto, branco, sem cor definida, Frankenstein, na versão de Lego, na versão do Picasso cover, até sem rosto você foi foda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-6721663193254814429?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/6721663193254814429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=6721663193254814429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6721663193254814429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6721663193254814429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/07/sessao-dessa-pra-melhor-michael-jackson.html' title='Sessão dessa pra melhor: Michael Jackson'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SlZk_KrOByI/AAAAAAAAAgw/CRV3jdPzIFc/s72-c/Thriller.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-6597596879440732015</id><published>2009-07-01T18:06:00.017-03:00</published><updated>2009-07-02T14:30:19.712-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Diamond Head</title><content type='html'>Como eu venho falando desde que eu comecei a fazer esses posts sobre a new wave of British heavy metal, o movimento inglês é basicamente composto de bandas cujo impacto sobre o metal de uma forma mais ampla é sentida pela grande maioria das pessoas de forma indireta. Claro, quem é que nunca ouviu falar de &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Def Leppard&lt;/strong&gt;? Qual headbanger que se preza não sabe o que o &lt;strong&gt;Venom&lt;/strong&gt; fez pelo metal? Só que citar três ou quatro bandas dentro de uma cena de centenas é evidentemente muito pouco e, além disso, os grupos que fizeram sucesso ou marcaram mesmo fizeram isso de forma mais clara quando 'romperam' com o som típico da NWOBHM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse som típico foi tão importante e influente quanto os caminhos abertos pelas bandas citadas ali em cima. O problema é que as bandas que primaram justamente na fase em que eram verdadeiramente NWOBHM acabaram sendo também aquelas que ficaram relegadas de uma mais forma ampla ao esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o caso do &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;. Os caras tiveram certamente a trajetória mais frustrante de toda a cena britânica do início dos anos 80, já que passaram de maior promessa do metal mundial ao esquecimento em, sei lá, três anos? Daquela que talvez foi a maior obra-prima daqueles tempos a não conseguir mais lançar um mísero disco em menos de meia década? Mas, tudo bem, eu tô me antecipando. Senão meu post vai acabar ficando muito curto. E, se tem uma banda que merece um post decentemente escrito e razoavelmente grande nessa série de homenagens à NWOBHM, ela provavelmente é o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353906222549494482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 108px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SkzlV9vQ6tI/AAAAAAAAAfI/WkzKb1vmV6U/s320/Diamond+Head+06.jpg" border="0" /&gt;Originalmente um quarteto, o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; foi fundado na cidade de Stourbridge, Inglaterra, em 1976 por dois garotos colegiais, o guitarrista &lt;strong&gt;Brian Tatler&lt;/strong&gt; e o baterista &lt;strong&gt;Duncan Scott&lt;/strong&gt;. Ainda antes de gravar qualquer material, entraram para a banda o baixista &lt;strong&gt;Colin Kimberley &lt;/strong&gt;e o vocalista &lt;strong&gt;Sean Harris&lt;/strong&gt;, compondo assima formação clássica da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353906650086370354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Skzlu2b_7DI/AAAAAAAAAfQ/m7eDfhxsrSA/s320/Diamond+Head+04.jpg" border="0" /&gt;De 1977 a 1980, o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; escrevia músicas próprias e fazia shows locais. Reza a lenda, segundo &lt;strong&gt;Sean Harris&lt;/strong&gt;, que a banda escreveu mais de 100 músicas (!!!) nesse meio tempo. Entre o material da primeira fase, estavam &lt;em&gt;Shoot out the lights&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Helpless&lt;/em&gt; (que compunham o primeiro single da banda) e &lt;em&gt;Sweet and innocent&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Streets of gold&lt;/em&gt; (segundo single). Mesmo com a presença de um dos maiores clássicos da banda (no caso, &lt;em&gt;Helpless&lt;/em&gt;), o material desse período não é, de uma forma geral, muito indicativo do som que viria a consagrar os caras, já que ainda era bem mais voltado pro hard rock do que pro metal propriamente dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 1980, eles finalmente conseguiram gravar seu debu. O 'problema' é que, por falta de estrutura ou grana, o disco teve que ser lançado com uma capa branca, sem nome, indicação das músicas ou mesmo logo da banda. As capas (foram feitas mil cópias dessa versão original) eram autografadas por um ou mais membros da banda, à mão mesmo, na tosquice e cara-de-pau absolutas. O LP não tinha nem nome oficialmente, ficando conhecido ou como 'The white album' ou como &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/diamond_head/lightning_to_the_nations_f3/"&gt;Lightning do the nations&lt;/a&gt;, título da primeira faixa. O fato é que essa improvisação acabou funcionando a favor da banda, dando uma aura de mistério ao disco, que mais tarde viria a ser um dos clássicos itens de colecionador daqueles tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353906759834754450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Skzl1PSDXZI/AAAAAAAAAfY/79UBxpY4o48/s320/Rel%C3%A2mpago+para+as+na%C3%A7%C3%B5es.jpg" border="0" /&gt;Claro que nada disso ajudaria muito se a música em si não fosse digna de nota... só que o que o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; fez no seu debu foi algo fora de série, uma verdadeira revolução no heavy metal. Naqueles tempos, a banda chegou a ser considerada como 'o próximo &lt;strong&gt;Led Zeppelin&lt;/strong&gt;' (nas palavras de um tal &lt;strong&gt;Steve Harris&lt;/strong&gt;), o que evidencia bem o som que os caras faziam. Pra mim, o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; é um pouco isso mesmo, como o &lt;strong&gt;Led Zeppelin&lt;/strong&gt; se fosse verdadeiramente uma banda de metal. E também se, em vez de meio chato, fosse foda pracaralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida de que o álbum - e a banda - tinham dois grandes trunfos. Em primeiro lugar, uma habilidade única para compor épicos instantâneos e impecáveis do metal. O talento dos caras como compositores de riffs, melodias vocais, estuturas interessantes e inovadoras, é evidente, gritante. Aliado à mentalidade do 'faça você mesmo' típica do metal daqueles tempos, à produção imperfeita e à garra demonstrada pela banda (tranquilamente inserida dentro do contexto da NWOBHM por essas características), esse talento simplesmente rendeu alguns dos maiores clássicos imediatos do metal. Seja em músicas mais diretas, outras mais comerciais e alguns épicos irrepreensíveis, o fato é que os riffs da banda soavam mais empolgantes e originais do que tudo o que se fazia no metal até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fator número dois pro sucesso da banda é com certeza o carisma absurdo apresentado pelo vocalista &lt;strong&gt;Sean Harris&lt;/strong&gt;. Mais uma vez fazendo a ligação com o &lt;strong&gt;Led Zeppelin&lt;/strong&gt;, o cara tinha uma performance meio metida a sensual, bem a la &lt;strong&gt;Robert Plant&lt;/strong&gt; mesmo, o que fica especialmente em evidência na ultrafoda &lt;em&gt;Sucking my love&lt;/em&gt; (a melhor música que o &lt;strong&gt;Led Zeppelin&lt;/strong&gt; não escreveu, com certeza absoluta). O maluco podia ser épico, festeiro, galã, tresloucado, o que você quiser, e era foda. E era metal pracaralho. A voz do cara era um absurdo. Ele tinha nascido pra comandar as legiões metálicas ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353909569567493330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SkzoYyWijNI/AAAAAAAAAgI/pbjEGMaYPP0/s320/Sean+e+Brian.JPG" border="0" /&gt;(de quebra, podemos dizer tranquilamente que os solos do &lt;strong&gt;Brian Tatler&lt;/strong&gt; estavam molinho entre os mais fodaços da NWOBHM, o que nunca faz mal a uma banda de metal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso que eu escrevi aí em cima me lembra uma descrição feita por - quem mais? - &lt;strong&gt;Jimmy Page&lt;/strong&gt; na época do estouro do &lt;strong&gt;The Darkness&lt;/strong&gt;, dizendo que tudo o que uma banda de rock precisa pra ser grande é um guitarrista explosivo e um vocalista que sabe ser sensual, ou coisa parecia. E se isso fosse verdade, ainda mais aliado ao mistério criado pelo disco sem capa e sem nome, o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; poderia ser na molezinha uma das maiores bandas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353910438743216258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SkzpLYSLkII/AAAAAAAAAgg/OReqzf2cx7c/s320/Diamond+Head+07.jpg" border="0" /&gt;E, na moral, o debu dos caras é de uma fodeza indescritível. Só de ter &lt;em&gt;Am I evil?&lt;/em&gt;, uma das coisas mais perfeitas da história da música, ele já mereceria obrigatoriamente se lembrado. Mas aí você vai acrescentando a demasiadamente genial e já citada &lt;em&gt;Sucking my love&lt;/em&gt;, a ultraempolgante &lt;em&gt;Lightning to the nations&lt;/em&gt;, a linda &lt;em&gt;The prince&lt;/em&gt;, os rockões &lt;em&gt;It's electric&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Sweet and innocent&lt;/em&gt;... porra, pelamordedeus. O bolachão é uma das maiores obras-primas do metal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não poderia deixar de ser, a banda foi proclamada como a salvação do heavy metal aos quatro ventos. &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt;? Pfff... manda esse &lt;strong&gt;Paul Di'Anno&lt;/strong&gt; ficar quieto aí, porra! O negócio agora é &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353907127234061074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SkzmKn834xI/AAAAAAAAAfo/vcjOrHE7Co8/s320/Diamond+Head+02.jpg" border="0" /&gt;(&lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt;? &lt;strong&gt;Led Zeppelin&lt;/strong&gt;? A verdade é que os caras do &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; queriam mesmo é ser os novos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a coisa não aconteceu bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil saber exatamente onde ficou o erro da banda, se é que ouve erro propriamente dito, mas o fato é que eles passaram por uma série de decisões bizarras que acabaram desvirtuando o caminho em direção à fama certa, sexo, drogas e o título de reis do metal. Como por exemplo deixar a mãe do &lt;strong&gt;Sean Harris&lt;/strong&gt; ser a empresária da banda. Como todo mundo sabe, todas as mães do mundo odeiam o metal e a respeitável senhora, que atendia pelo nome de Linda Harris, recusou um acordo com uma mega gravadora da época, certamente na tentativa de acabar com aquela palhaçada de cabelo grande, roupa de couro e gritinhos de tendência sexual duvidosa na casa dela. Ora, onde já se viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353907935440277378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 139px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Skzm5qwQD4I/AAAAAAAAAf4/A4vWkb0DFpQ/s320/Linda+Harris.jpg" border="0" /&gt;(acima, a loirinha Linda Harris convencendo todo mundo de que metal fodástico era coisa do passado... 'a onda agora é hard rock farofa!')&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a banda demorou demais (dois anos, o que era muito praqueles tempos) pra lançar o seu segundo LP. E, para um grupo de dizia ter feito mais de cem músicas em quatro anos, o fato de duas das faixas de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/diamond_head/borrowed_time/"&gt;Borrowed time&lt;/a&gt; (bolacha em questão) serem versões regravadas (e pioradas) de clássicos do debu já funcionavam como um balde de água fria prévio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353907527368248770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Skzmh6kTDcI/AAAAAAAAAfw/zoCVmqlqmDA/s320/Tempo+emprestado.jpg" border="0" /&gt;Pois bem, apesar da capa totalmente metal!, o tal &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/diamond_head/borrowed_time/"&gt;Borrowed time&lt;/a&gt; soa bem menos metálico do que seu antecessor, não só pela produção, mas já a partir das composições mesmo. É nesse sentido que eu não sei muito bem se houve algum erro estratégico, porque o que me parece é que os caras queriam fazer mesmo um som mais comercial ou no mínimo mais hard rock. Claro, talvez eles tenham decidido por isso pra apressar o processo de dominação mundial previsto por todo mundo, até pelo papagaio da vizinha. Mas, sei lá. Talvez um pouco como o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; fez anos mais tarde (anote o nome dessa banda aí, ele vai aparecer mais pra frente no post!), o caminho tomado pelo &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; me parece relativamete natural e não uma coisa de vender a alma pelo sucesso. Bom, eu posso estar errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, a banda ainda sabia escrever bons riffs e solos e compor épicos metálicos como poucos (como &lt;em&gt;In the heat of the night&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;To heaven from hell&lt;/em&gt; ou a faixa-título), só que a produção meio maricas põe tudo a perder. Na moral, pra que assinar com uma gravadora e fazer uma produção tosca assim? A gravação do debu, feita de forma independente, era umas mil vezes melhor! Talvez com um som mais poderoso, o disco pudesse ter sido um sucesso maior. Ou pelo menos fazer menos vergonha em comparação ao seu antecessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o grande momento de virada (ou seja, de perda do caminho) na história do &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; veio com o terceiro álbum, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/diamond_head/canterbury/"&gt;Canterbury&lt;/a&gt;, lançado em 1983. Segundo declarações, os caras já tavam mesmo ficando de saco cheio de metal a essa altura do campeonato, e então resolveram lançar um disco ainda mais comercialzão que &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/diamond_head/borrowed_time/"&gt;Borrowed time&lt;/a&gt;. O resultado é um LP execrado por todos os fãs da banda e que não conseguiu (como provavelmente seria a expectativa de todo mundo) atrair um novo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353908799343984738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Skznr9C8gGI/AAAAAAAAAgA/95JNRjBqn0U/s320/Canterbury.jpg" border="0" /&gt;O pior é que, mesmo sendo extremamente pop em diversos momentos, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/diamond_head/canterbury/"&gt;Canterbury&lt;/a&gt; ainda evidencia como a dupla &lt;strong&gt;Harris&lt;/strong&gt;/&lt;strong&gt;Tatler&lt;/strong&gt; estava bem à frente da grande maioria dos compositores de metal da época em termos de criatividade e ousadia. Tudo bem, os caras decidiram romper de vez com o estilo que viria a selar a genialidade da banda na história do metal uns poucos anos depois, mas fora algumas musiquinhas chinfrins de rádio, o terceiro álbum tem algumas belas faixas (e que poderiam facilmente ser convertidas em grandes clássicos do heavy metal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda, muitas das características da banda são mantidas, como por exemplo a vocação épica/nerd dos caras, que se mantém intacta (afinal, quem lançaria um LP comercialzão com uma música - fodaça - chamada &lt;em&gt;Knight of the swords&lt;/em&gt;?!?). O que resulta em uma mistura bizarra, mas não menos interessante, uma espécie de pop/rock épico. É uma pena que a banda tenha pendurado as guitarras logo depois, porque esse é um subgênero musical que eu adoraria acompanhar com atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu depois foi que o novo rumo musical da banda acabou por gerar uma ruptura interna: &lt;strong&gt;Harris&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Tatler&lt;/strong&gt; chutaram &lt;strong&gt;Kimberley&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Scott&lt;/strong&gt; (que talvez ainda quisessem tocar metal?) e, mesmo chamando outros músicos para o lugar destes, não conseguiram manter a banda na ativa. O &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; ainda gravou uma demo (aparentemente já sem ter nada a ver com metal) antes de encerrar as atividades definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tão definitivamente assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://soral.blogspot.com/2009/06/30yowobhm-holocaust.html"&gt;Como visto no meu último post&lt;/a&gt;, do outro lado do oceano vinha surgindo uma banda chamada &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt;, que com o passar do tempo se tornou a maior de todas as bandas de metal do mundo. E os caras do &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; amavam, adoravam, idolatravam o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;. Eles queriam ser o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;. Eles fizeram seus maiores clássicos inspirados pelas inovações do &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;. E eles falavam isso toda hora, pra todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles gravaram músicas do &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;, muitas músicas do &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;. Pra se ter uma ideia, o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/diamond_head/lightning_to_the_nations_f3/"&gt;Lightning to the nations&lt;/a&gt; tinha sete faixas. Até hoje, o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; gravou oficialmente quatro delas. E pelo menos mais uma em demos e ensaios. Preciso dizer mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e eu não gosto de ficar puxando o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; toda hora nos meus posts sobre a NWOBHM, mas nesse caso não tem jeito, se alguma banda deve ao &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; seu reconhecimento devido, ela é o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o &lt;strong&gt;James Hetfield&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Lars Ulrich&lt;/strong&gt; e até o &lt;strong&gt;Dave Mustaine&lt;/strong&gt; falaram tanto, gravaram tanto e puxaram tanto o saco do &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; que não teve jeito: neguinho teve que prestar atenção. Sinceramente, a essa altura o &lt;strong&gt;Sean Harris&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Brian Tatler&lt;/strong&gt; devem viver razoavelmente bem só de royalties das músicas deles vendidas em CDs do &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o interesse renovado também deu à dupla a oportunidade de reativar o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt;, fazer uns showzinhos, lançar uns disquinhos, ganhar uma grana, enfim. Eu nem conheço essa fase moderna dos caras, mas o fato é que, comercialmente, ela nunca deu muito certo. Mais recentemente, a banda voltou à ativa pela 3956ª vez, só que agora sem o &lt;strong&gt;Sean Harris&lt;/strong&gt;, o que me parece um verdadeiro absurdo. Mas tudo bem, o &lt;strong&gt;Brian Tatler&lt;/strong&gt; tem que pagar o colégio das crianças. E, porra, quem sou eu pra falar mal de um cara que escrever alguns dos melhores riffs do metal e tocou alguns dos solos mais animais da NWOBHM?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353909747938280034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SkzojK1cwmI/AAAAAAAAAgQ/QMIFFpCUruM/s320/Diamond+Head+03.jpg" border="0" /&gt;O foda é que é meio estarrecedor como uma banda com um começo tão explosivo e tão definitivo e tão inquestionávl pôde acabar quase ficando no esquecimento. E mesmo assim não ter ficado no esquecimento total meio por tabela. Tudo bem, o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; pegou as ideias do &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; (e de outras bandas da NWOBHM) e transformou elas em uma coisa mais viável, mas porra, não dá pra deixar de pensar que já tava quase tudo lá. Os riffs, as estruturas pseudo-progressivas, o solos. Pelo menos o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; reconhece isso, nesse ponto eles nunca foram filhos da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E certamente muito melhor do que lamentar o fato de os caras não terem mantido o nível ridiculamente foda do início, é poder ouvir &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/diamond_head/lightning_to_the_nations_f3/"&gt;Lightning to the nations&lt;/a&gt; quantas vezes for necessário pra constatar que o que o &lt;strong&gt;Diamond Head&lt;/strong&gt; fez foi muito mais do que inspirar outros músicos. Eles provavelmente não foram a banda mais foda da NWOBHM, mas, caralho, como aquele disco é ridiculamente fodaço ao extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão foda que já basta pra toda a carreira de uma banda. Quiçá para todo um gênero musical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-6597596879440732015?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/6597596879440732015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=6597596879440732015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6597596879440732015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6597596879440732015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/07/30yowobhm-diamond-head.html' title='30YOWOBHM: Diamond Head'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SkzlV9vQ6tI/AAAAAAAAAfI/WkzKb1vmV6U/s72-c/Diamond+Head+06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3798354631584566276</id><published>2009-06-19T18:08:00.006-03:00</published><updated>2009-06-20T01:12:51.635-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Holocaust</title><content type='html'>Uma coisa que muita gente não percebe quando se fala da new wave of British heavy metal é que o movimento não foi exatamente uma exclusividade da Inglaterra. Não que eu seja a favor de considerar bandas suecas, alemãs, francesas etc. como integrantes da NWOBHM (como muita gente faz por aí), mas o fato é que a palavra 'British' indica aí a participação de outros países nesse conjunto de bandas. E é importante ressaltar que essa observação não é uma babaquice técnica/semântica, já que uma das bandas mais essenciais da época veio da Escócia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vocês, o &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349251345565828930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 92px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sjxbwdq7R0I/AAAAAAAAAeo/troUuj7r4VY/s320/Logo+Holocaust.jpg" border="0" /&gt;Formado em 1977 em Edimburgo, o &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt; começou como um quinteto. Na formação original e clássica, estavam o vocalista &lt;strong&gt;Gary Lettice&lt;/strong&gt;, os guitarristas &lt;strong&gt;John Mortimer&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Ed Dudley&lt;/strong&gt;, o baixista &lt;strong&gt;Robin Begg&lt;/strong&gt; e o baterista &lt;strong&gt;Paul Collins&lt;/strong&gt;. Em 1980, os caras conseguem lançar os dois primeiros singles. O primeiro já chamou a atenção pra banda logo de cara, e acabou ficando pra história como um dos maiores clássicos não só da banda como de toda a NWOBHM: a apoteótica &lt;em&gt;Heavy metal mania&lt;/em&gt;. No ano seguinte, o &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt; gravou o tão sonhado debu, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/holocaust/the_nightcomers/"&gt;The nightcomers&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349253463828907362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sjxdrw0MxWI/AAAAAAAAAfA/0_dSaddj7J8/s320/Aqueles+que+v%C3%AAm+%C3%A0+noite.jpg" border="0" /&gt;O disco é uma experiência única, não só para a época, mas dentro do heavy metal como um todo: à primeira vista, ele pode ser considerado bastante desconjuntado, já que a banda se alterna entre um hard rock riffado e cru, hinos puramente metálicos e faixas ultrapesadas, massacrantes e malígnas. Só que a banda consegue dar coesão a tudo isso através de alguns elementos: a produção, uma das mais sujas e barulhentas do movimento, que dá a todas as faixas uma aura de garagem e uma energia viva; a empolgação da performance da banda (que está longe de ser tecnicamente prodigiosa); a importância desmedida dada pelos caras aos maravilhosos riffs; e os vocais rasgados de &lt;strong&gt;Gary Lettice&lt;/strong&gt;, que com certeza foram uma influência definitiva num tal de &lt;strong&gt;James Hetfield&lt;/strong&gt; (especialmente depois de ele perceber que nunca ia conseguir ser o novo &lt;strong&gt;Sean Harris&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os 'tipos' de música que a banda explora funcionam maravilhosamente bem e rende clássicos imediatos, como a já citada &lt;em&gt;Heavy metal mania&lt;/em&gt;, a genial &lt;em&gt;Death or glory&lt;/em&gt;, a animadona e divertidíssima &lt;em&gt;Smokin' valves&lt;/em&gt; e a destruidora faixa-título, que encerra o disco com um dos riffs mais arregaçadores e esmagadores da NWOBHM. Apesar dos destaques óbvios, todas as outras faixas do bolachão são excelentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349253019554378546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SjxdR5w5czI/AAAAAAAAAew/USMCIBeY4qM/s320/Holocaust+2.jpg" border="0" /&gt;É uma pena que o disco não tenha sido um grande sucesso na época, talvez pela proposta à primeira vista dispersa da banda (ou pela crueza esdrúxula com que os caras tocavam suas músicas), mas o fato é que o LP ficou marcado como um grande clássico da época. No ano seguinte, o &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt; gravou mais um single, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/holocaust/coming_through/"&gt;Coming through&lt;/a&gt;, com três músicas inéditas bacaninhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não consegui descobrir exatamente porque, mas logo depois os caras lançaram um novo trabalho... ao vivo. Era prática relativamente comum para os grupos da NWOBHM gravar discos de inéditas ao vivo (muitas vezes servindo como o debu e que em grande parte acabaram por ser os únicos LPs das bandas), talvez pela dificuldade de arranjar grana para uma gravação decente em estúdio. O fato é que em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/holocaust/live__hot_curry_and_wine_/"&gt;Live (hot curry and wine)&lt;/a&gt;, o &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt; teve seu derradeiro registro da era 'clássica' e verdadeiramente NWOBHM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum (cuja gravação ainda mais suja que a do debu reforçava a força crua do metal da banda) tinha três regravações (sendo que a versão de &lt;em&gt;The nightcomers&lt;/em&gt; na verdade é uma jam quase-noise sobre o riffzão absoluto da música) e mais cinco inéditas. A maior parte delas pendia para a veia mais rockeira da banda, mas certamente a mais importante das novas composições é do tipo 'devastadora e pesada pracaralho', chamada &lt;em&gt;The small hours&lt;/em&gt;. Certamente, nenhum dos integrantes do &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt; fazia ideia de como essa composição ia determinar o futuro da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, depois do ao vivo, a banda, que já vinha tendo problemas internos, se desintegrou. No fim das brigas, o guitarrista &lt;strong&gt;John Mortimer&lt;/strong&gt; acabou ficando com os direitos sobre o nome da banda e o outro guitarrista, &lt;strong&gt;Ed Dudley&lt;/strong&gt;, montou o &lt;strong&gt;Hologram&lt;/strong&gt;, que tem o logo com a mesmo fonte daquele do &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt;! E que eu nunca ouvi, mas quem sabe não rende um post pra série mais pra frente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o nosso amigo &lt;strong&gt;John Mortiner&lt;/strong&gt; gravou o terceiro disco do &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/holocaust/no_mans_land/"&gt;No man's land&lt;/a&gt;, praticamente sozinho (contando apenas com o baterista &lt;strong&gt;Steve Cowen&lt;/strong&gt;). O disco, composto em grande parte de um hard rock cruzão, simples e mal produzido, foi um fiasco e a banda encerrou as atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu disse que a música &lt;em&gt;The small hours&lt;/em&gt; ia ser importante nessa história, não disse...? O fato é que, do outro lado do Atlântico, um tal de thrash metal começou a monopolizar as atenções da comunidade metálica, principalmente através de um tal de &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; (haha!), que foi se tornando uma das maiores bandas de heavy metal do planeta. Em 1987, os caras (incluindo aquele mesmo tal &lt;strong&gt;James Hetfield&lt;/strong&gt;) gravaram um disco de covers, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/metallica/garage_days_re_revisited/"&gt;Garage days re-revisited&lt;/a&gt;... que tinha como uma das músicas coverizadas exatamente a &lt;em&gt;The small hours&lt;/em&gt;. E como o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; já dominava as atenções de todo mundo mesmo, ter um cover da sua banda gravado por eles era sinônimo de prestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgado pelo interesse renovado na sua banda, o bom e velho &lt;strong&gt;John Mortimer&lt;/strong&gt; resolveu reativar o projeto, agora como um trio (o baixista &lt;strong&gt;Graham Hall&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Steve Cowen&lt;/strong&gt; completavam a nova formação). Assim, em 1989 foi gravado o EP &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/holocaust/the_sound_of_souls_f1/"&gt;The sound of souls&lt;/a&gt;, que marcou a volta do grupo à ativa, agora com um som mais experimental, quase industrial (o que casa muito bem com as raízes barulhentas do som da banda). Desde então, o &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt; se mantém na ativa, tendo lançado mais cinco trabalhos de estúdio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349253253998041666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SjxdfjIn2kI/AAAAAAAAAe4/q2ltUwiWZyc/s320/Holocaust+1.jpg" border="0" /&gt;(eu ainda não conheço essa fase moderna do &lt;strong&gt;Holocaust&lt;/strong&gt; muito bem não, mas o que eu ouvi é bem maneiro e algumas pessoas de bom gosto dizem que ela é tão boa quanto a era NWOBHM... que é fodaça!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, só pela fase inicial, os caras já deviam ser considerados uma das bandas mais fodaças do metal. O som desenvolvido por eles pode tranquilamente ser considerado com precursor para vários subgêneros do metal, principalmente o thrash e doom (nas faixas mais pesadonas) e o power metal (nas mais felizes e apoteóticas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o digam (além do &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt;), bandas tão diferentes como &lt;strong&gt;Gamma Ray&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Six Feet Under&lt;/strong&gt;, que gravaram, respectivamente, as clássicas &lt;em&gt;Heavy metal mania&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Death or glory&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, eles são escoceses... e, porra, a Escócia é foda demais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3798354631584566276?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3798354631584566276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3798354631584566276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3798354631584566276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3798354631584566276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/06/30yowobhm-holocaust.html' title='30YOWOBHM: Holocaust'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sjxbwdq7R0I/AAAAAAAAAeo/troUuj7r4VY/s72-c/Logo+Holocaust.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-6784918600336926263</id><published>2009-06-10T18:05:00.006-03:00</published><updated>2009-06-10T19:13:45.391-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo metal'/><title type='text'>Novo metal: Oranssi Pazuzu</title><content type='html'>Não há dúvida de que, dentro do heavy metal, o campo de maior experimentação sonora vem sendo há bastante tempo o metal extremo. Enquanto o segmento mais clássico do metal prefere seguir fielmente os padrões estabelecidos pelas bandas clássicas, os grupos mais pesados, agressivos etc. também tendem a um padrão mais radical no que diz respeito à experimentação e mistura de gêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O black metal, particularmente, parece ser um subgênero particularmente propenso a experiências musicais, em parte porque sua natureza dissonante e produção lo-fi (pelo menos no black metal 'clássico') vão de encontro ao que se faz em muitos estilos musicais em voga nos dias de hoje. O fato é que, partindo do daí, diversas bandas seguiram caminhos improváveis, o que resultou em uma espécie de 'tendência' do 'pós-black' (que não podemos considerar como um estilo ou gênero, já que as bandas são muito diferentes entre si).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, um dos novos caminhos encontrados pelo pós-black é a mistura entre o estilo e sons psicodélicos. A primeira vez em que eu ouvi falar disso foi lendo sobre a banda americana &lt;strong&gt;Nachtmystium&lt;/strong&gt;, que começou a incorporar influências do rock psicodélico a partir do seu terceiro álbum, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/nachtmystium/instinct__decay_f2/"&gt;Instinct: decay&lt;/a&gt;. Como eu e o psicodelismo nunca fomos muito chegados (e não é um tipo de rock que eu conheça muito), eu acabei deixando passar a informação, mesmo tendo ficado intrigado pela descrição do som da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco depois, garimpando notícia pra fazer posts no blog (na época em que eu ainda batia ponto por aqui regularmente), li a notícia de que uma tal banda &lt;strong&gt;Oranssi Pazuzu&lt;/strong&gt;, da Finlândia, tinha disponibilizado todo o seu primeiro disco, com o impronunciável nome &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/oranssi_pazuzu/muukalainen_puhuu/"&gt;Muukalainen puhuu&lt;/a&gt;, para audição no &lt;a href="http://www.myspace.com/oranssipazuzu"&gt;seu myspace&lt;/a&gt;. Pensei em fazer um post da série de '&lt;a href="http://soral.blogspot.com/search/label/uma%20noite%20com..."&gt;uma noite com...&lt;/a&gt;', o que obviamente acabou não rolando. Só que, logo que eu ouvi as primeiras músicas do álbum, sabia que tinha que escutar aquilo com mais calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345824441630893778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 306px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SjAvAZsCptI/AAAAAAAAAeY/OuTPAJ7bHs8/s320/Logo+Oranssi+Pazuzu.jpg" border="0" /&gt;(bom, pra começar, o logo da banda é foda pracaralho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Oranssi Pazuzu&lt;/strong&gt; é um quinteto finlandês, que descreve seu som como uma mistura de black metal norueguês com a kraut-psicodelia finlandesa. Ok, eu não faço ideia do que diabos seja a kraut-psicodelia finlandesa (afinal, eu sempre achei que o termo 'kraut' só era aplicável a bandas alemãs; é que nem neguinho que chama banda sueca de NWOBHM!), mas, porra, a verdade é que, de algum jeito misterioso, a descrição soa como verdadeira e precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo dos caras tem como base os riffs gélidos e repetitivos do black norueguês original, sempre utilizados de forma repetitiva e hipnótica. O potencial monótono das composições é salvo por duas coisas: a intensidade com que a banda toca o material que, apesar da produção cristalina, soa pesado, agresssivo e contagiante; e o uso dos teclados. O instrumento é tão vital para o som da banda que lembra os tempos em que surgiu o chamado 'black metal sinfônico', apesar de aqui ele ser usado de forma completamente distinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345824274517585714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SjAu2rJH7zI/AAAAAAAAAeQ/gTKFBkc5MJY/s320/Finland%C3%AAs+%C3%A9+bizarro.jpg" border="0" /&gt;Pra entender o clima do CD, nada melhor do que dar uma olhada na capa do disco. A atmosfera criada pelo confronto das guitarras do black e dos teclados alienígenas e da estrutura repetitiva das músicas potencializa a natureza fria e distante do black metal, além de dar ao álbum um ar espacial, cósmico e contemplativo. Ou seja, o que o &lt;strong&gt;Oranssi Pazuzu&lt;/strong&gt; conseguiu já de cara foi forjar um som único e peculiar, algo que muita gente não faz em anos de carreira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontar destaques individuais é tarefa árdua, tanto no sentido de performance dos músicos como das faixas, já que a graça do disco nasce justamente da surpresa criada pelo todo. Além disso, é tudo cantado/urrado em finlandês... e o finlandês é uma língua pra lá de escrota. De qualquer jeito, as duas primeiras músicas, &lt;em&gt;Korppi&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Danjon nolla&lt;/em&gt;, são as mais 'fáceis' e imediatas, apesar de já revelarem claramente a identidade sonora da banda (talvez não seja coincidência serem as duas faixas com os títulos mais curtos), enquanto o resto do disco vai se tornando mais e mais viajante e psicodélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345824527085960146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SjAvFYCHe9I/AAAAAAAAAeg/n9dtttWThdk/s320/Oranssi+Pazuzu.jpg" border="0" /&gt;De qualquer jeito, não me resta dúvida de que o &lt;strong&gt;Oranssi Pazuzu&lt;/strong&gt; é uma das mais interessantes bandas que eu conheci recentemente, apontando, quem sabe, mais uma tendência pro pós-black metal. Vamos torcer pra que a coisa não acabe gerando uma legião de novas bandas de black metal psicodélico, todas iguais umas as outras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-6784918600336926263?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/6784918600336926263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=6784918600336926263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6784918600336926263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6784918600336926263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/06/novo-metal-oranssi-pazuzu.html' title='Novo metal: Oranssi Pazuzu'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SjAvAZsCptI/AAAAAAAAAeY/OuTPAJ7bHs8/s72-c/Logo+Oranssi+Pazuzu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3752491882930197027</id><published>2009-05-25T18:30:00.004-03:00</published><updated>2009-05-25T18:54:12.435-03:00</updated><title type='text'>E a cada dia que passa a coisa fica mais idiota...</title><content type='html'>É... parece que o revival do dito 'true metal' está mesmo se fortalecendo. O fenômeno me parece semelhante ao que vem acontecendo com o thrash, tanto pelo fato de vir em uma crescente desde o final dos anos 90 (poderíamos citar o &lt;strong&gt;Hammerfall&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Rhapsody&lt;/strong&gt; como exemplos de bandas pioneiras que puxaram e deram gás a essa tendência) como pela coisa estar atingindo uma espécie de auge desmedido nos dias atuais, com novas bandas surgindo a cada três segundos (e poucas vezes conseguindo realmente empolgar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como já disse antes, não é algo de que eu saiba muita coisa... mas as notícias ficam aparecendo aqui e ali e você não tem como não se dar conta. A prova mais recente é o surgimento de novos festivais dedicados exclusivamente aos subgêneros já citados acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso do sueco Muskelrock. Cujo cartaz não nos deixa nenhuma dúvida: é um festival de true metal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339881476871649186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/ShsR6Uufd6I/AAAAAAAAAeI/ye5yJ8_WZVs/s320/Cartaz.jpg" border="0" /&gt;(caralho, será que Muskelrock significa o que eu tô achando que significa? pelo amor de deus, não sei como, mas o metal sempre consegue me surpreender, ficando ainda mais ridículo do que era na semana passada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as bandas do cartaz, há pouquíssimas de que eu já ouvi falar, como o canadense &lt;strong&gt;Thor&lt;/strong&gt; (aparentemente uma espécie de precursor do true metal, já que os caras gravaram seu primeiro disco - de onde certamente foi tirada a hilária foto do poster - em 1977!), e as mais novas &lt;strong&gt;Enforcer&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;RAM&lt;/strong&gt;. As duas últimas, por sinal, participaram da coletânea &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/various_artists___labels___earache_records/heavy_metal_killers/"&gt;Heavy metal killers&lt;/a&gt;, aquela que pretendia revelar para o mundo a &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2009/01/30yowobhm-apresentando-nwothm.html"&gt;NWOTHM&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(acabei de me dar conta que essa porra serviria tanto para batizar a new wave of traditional heavy metal, como queriam os organizadores da compilação, como a new wave of true heavy metal, o que também descreve a presepada toda com bastante precisão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que eles podiam repensar essa porra de ficar copiando a sigla da NWOBHM toda hora (afinal, já basta o movimento inglês servir como inspiração musical para as novas bandas) e crirar um nome melhor - leia-se, mais estúpido - para a emergente geração de grupos. Que tal muscle metal? Ou então He-Man metal? Acho que eu ficaria com He-Man metal, afinal de contas tem tudo a ver com os anos 80. Aí depois podia surgir o Esqueleto metal, o revival do death old school!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, obviamente, o cartaz acima deve ser um grande motivo de orgulho pros rapazes do &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt;... talvez os malucos do &lt;strong&gt;Thor&lt;/strong&gt; tenham tido a idéia do metal musculoso com pantufas antes, mas foram &lt;strong&gt;Joey DeMaio&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Eric Adams&lt;/strong&gt; e cia. que popularizaram a coisa. Quer apostar quanto que, se o evento vingar, a banda americana ainda vai ser headliner dessa merda?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3752491882930197027?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3752491882930197027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3752491882930197027' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3752491882930197027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3752491882930197027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/05/e-cada-dia-que-passa-coisa-fica-mais.html' title='E a cada dia que passa a coisa fica mais idiota...'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/ShsR6Uufd6I/AAAAAAAAAeI/ye5yJ8_WZVs/s72-c/Cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-5949935498321278171</id><published>2009-05-20T17:43:00.005-03:00</published><updated>2009-05-20T18:36:41.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Skitzofrenik</title><content type='html'>Poucos movimentos musicais que eu conheço tiveram proporcionalmente tantas bandas com potencial e que ficaram absolutamente esquecidas na história como a new wave of British heavy metal. O fato é que, na virada dos anos 70 pros 80, o metal ainda não era um fenômeno real como veio a ser depois de o movimento inglês surgir e inspirar uma nova geração a formar novas bandas e levar o gênero a novos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é óbvio que nem toda banda de NWOBHM merece ser ouvida ou sofreu de uma séria injustiça ao ter sua memória relegada a sites obscuros especializados na internet. De certa forma, eu posso até dizer que venho dando sorte na minha busca por grupos pra fazer posts aqui no blog. Claro que entre as bandas sobre as quais eu já escrevi estão alguns dos grandes clássicos, o que diminui a chance de uma decepção, mas mesmo entre as bandas obscuras eu tenho encontrado gratas surpresas. Ou seja, ou eu ando acertando por acaso nas escolhas ou eu já gostava pracaralho de NWOBHM e não sabia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora isso tudo acabou! Senhoras e senhores, com vocês a primeira banda horrorosa da nova onda de metal britânico que eu encontrei: o &lt;strong&gt;Skitzofrenik&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338019501853167634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 39px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/ShR0dHQQ0BI/AAAAAAAAAdw/BiyA86gv5hg/s320/Logo+Skitzofrenik.jpg" border="0" /&gt;(essa porra é tão obscura que eu nem sei mais como é que eu fui ler sobre eles afim de procurar o único disco dos caras, baixá-lo e ouvir, mas tudo bem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tudo o que eu pude saber a respeito do &lt;strong&gt;Skitzofrenik&lt;/strong&gt; é que ele foi formado em 1978 não se sabe exatamente por quem. De acordo com o que eu pude averiguar, a banda, em um certo momento, contou com a seguinte formação: &lt;strong&gt;Billy Westmoreland&lt;/strong&gt; (vocal), &lt;strong&gt;Mike "Muski" Muskett&lt;/strong&gt; (guitarra), &lt;strong&gt;Mick Howard&lt;/strong&gt; (baixo), &lt;strong&gt;Ian Fleetham&lt;/strong&gt; (bateria) e &lt;strong&gt;Steve "Cabbage" McCabe&lt;/strong&gt; (teclado). E até onde eu sei, nenhum deles esteve em alguma outra banda. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se sabe é que em 1981 os caras conseguiram gravar seu primeiro (e que também veio a ser o último) disco: o single &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/single/skitzofrenik/u_s_a____lonely_road/"&gt;USA&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338019707223233250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/ShR0pEUTUuI/AAAAAAAAAd4/rMUAxkMrecc/s320/USA.jpg" border="0" /&gt;Tudo bem, vamos lá, com alguma bondade no coração em um dia ensolarado e que você conheceu a mulher da sua vida até dá pra deixar a música do lado A passar. Ok, é um hard rockzinho safado, fraquinho, sem inspiração e tal... mas tudo bem. Não é a pior coisa do universo. Agora, quando você vira a bolachinha pro lado B (ou dá play na segunda faixa no seu mp3), meu amigo, a coisa desanda. A baladinha &lt;em&gt;Lonely road&lt;/em&gt; é uma das piores músicas que eu ouvi nos últimos tempos, carregada por um tecladinho horrendo e vocais que tentam ser dramáticos, mas que conseguem, na melhor das hipóteses, ser apenas irritantes. Deus me livre de ter que ouvir isso de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a banda ainda quis mostrar um louvável espírito de luta depois de provavelmente ter sido espinafrada na época (não dá nem pra achar comentários sobre os discos dos caras na internet!), participando, com duas músicas, da coletânea &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/various_artists___labels___guardian_records_n_tapes/roxcalibur/"&gt;Roxcalibur&lt;/a&gt;, em 1982 (cuja banda mais famosa foi o &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt;, do &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2009/04/30yowobhm-satan.html"&gt;último post da série&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338020244355339442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/ShR1IVSk1LI/AAAAAAAAAeA/8xPv6pEBeGI/s320/Roxcalibur.jpg" border="0" /&gt;No youtube dá pra conferir uma delas, &lt;em&gt;Exodus&lt;/em&gt;, que pelo menos consegue ser menos ruim do que as duas do single (apesar de ter o pior elemento da banda, o teclado de péssimo gosto, com força total). Mas nada que fosse bom o suficiente pra me fazer baixar a compilação afim de ouvir a outra faixa (chamada &lt;em&gt;Keep right on&lt;/em&gt;) ou de repensar minha opinião sobre o grupo inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do provável insucesso com as duas novas músicas, o &lt;strong&gt;Skitzofrenik&lt;/strong&gt; desistiu da vida de rockstars, ou pelo menos essa é a conclusão a que eu cheguei ao não encontrar mais nenhuma informação sobre os caras. O que provavelmente foi para o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... nessas horas é que a gente vê que a internet também tem seus deméritos, tipo manter viva a memória de uma banda ruinzinha como essa e que (quase) ninguém vai ter interesse em ouvir. Graças ao senhor, o &lt;strong&gt;Skitzofrenik&lt;/strong&gt; ficou relegado ao esquecimento 99.93% absoluto na história do metal, largado nos cantos empoeirados da memória de quem viveu aqueles tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas realmente o nível de obscuridade dos caras é impressionante... não consegui achar nem uma fotinha da banda pra colocar no meu post!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-5949935498321278171?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/5949935498321278171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=5949935498321278171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5949935498321278171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5949935498321278171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/05/30yowobhm-skitzofrenik.html' title='30YOWOBHM: Skitzofrenik'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/ShR0dHQQ0BI/AAAAAAAAAdw/BiyA86gv5hg/s72-c/Logo+Skitzofrenik.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-2596339251869357827</id><published>2009-05-19T15:28:00.004-03:00</published><updated>2009-05-19T16:26:47.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capa irada'/><title type='text'>Capa irada da semana: Evangelion</title><content type='html'>Como a maioria das pessoas (pelo menos as da minha geração), meus primeiros contatos com o metal extremo aconteceram através das vertentes, digamos, mais acessíveis do mesmo. Talvez por, na minha época de maior devoção ao metal, gêneros de nomes estranhos como death metal melódico e black metal sinfônico estarem em seus ápices, ou então vai ver que a gente era meio baitolinha mesmo e precisava de alguma coisa pra fazer uma transição entre as bandas de power metal, thrash metal, tradicional etc. pra um som mais grotesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o fato é que eu demorei um pouco pra pegar o jeito de ouvir porradarias cruzonas de death e black. Falando mais especificamente de death metal, eu tive uma passagem pelo &lt;strong&gt;Morbid Angel&lt;/strong&gt; até chegar na banda que finalmente me converteu pro death: o &lt;strong&gt;Vader&lt;/strong&gt;. Além de me abrir os horizontes do subgênero, a descoberta da banda de &lt;strong&gt;Peter&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Doc&lt;/strong&gt; e cia. me revelou a existência de uma cena musical pra mim antes impensável: o death metal polonês. E foi assim que, depois de me aprofundar na discografia do &lt;strong&gt;Vader&lt;/strong&gt; eu descobri e me empolguei com o &lt;strong&gt;Decapitated&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Dias Irae&lt;/strong&gt;. O próximo passo, naturalmente, seria o &lt;strong&gt;Behemoth&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liderado pelo simpático &lt;strong&gt;Nergal&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Behemoth&lt;/strong&gt; começou no início dos anos 90 como um grupo de black metal e foi se aproximando do death com o passar do tempo. E foi depois dessa transformação que eles se consolidaram como uma das bandas polonesas de metal mais importantes do novo milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, por algum motivo, eu nunca consegui realmente gostar dos discos do &lt;strong&gt;Behemoth&lt;/strong&gt;. Cheguei a ouvir inteiros pelo menos três álbuns (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/behemoth/zos_kia_cultus__here_and_beyond_/"&gt;Zos kia cultus&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/behemoth/demigod/"&gt;Demigod&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/behemoth/the_apostasy/"&gt;The apostasy&lt;/a&gt;), mas sempre ficava meio indiferente a eles. Talvez 'indiferente' não seja a melhor das palavras, porque o som dos caras é pesadão, metal pracaralho e honesto, então eu acabei desenvolvendo um sentimento de respeito e até uma certa admiração pela trajetória da banda (tanto que eu insisti bastante na tentativa de gostar deles). Mas gostar mesmo assim de comprar CD, querer ver show e ficar ouvindo direto? Aí já é demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo pra dizer que esse ano sai mais um disco de estúdio do &lt;strong&gt;Behemoth&lt;/strong&gt;, chamado &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/behemoth/evangelion/"&gt;Evangelion&lt;/a&gt; (nada a ver com desenho japonês, espero). Não sei se vai ser dessa vez que os caras vão conseguir me converter... mas pelo menos a capa do disco é bem irada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337617588213990114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/ShMG6qRfQuI/AAAAAAAAAdo/TnAbW_Hn6sw/s320/Evangelion.jpg" border="0" /&gt;Mesmo sendo pouco conhecedor da banda, é evidente que a natureza anticristã da banda continua firme e forte (já destacada anteriormente em músicas como &lt;em&gt;Christgrinding avenue&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Antichristian phenomenon&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Christians to the lions&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tradução livre, nas palavras do nosso amigo &lt;strong&gt;Nergal&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A imagem é da Grande Meretriz da Babilônia [NT: porra, vamos parar de hipocrisia, é Puta da Babilônia mesmo e não se fala mais nisso!] cavalgando a besta de sete cabeças. Os santos se curvam perante ela em adoração enquanto as tábuas dos Dez Mandamentos estão quebradas aos seus pés. Ela representa nossa visão e a interpretação da parábola do Novo Testamento onde a Puta da Babilônia é um símbolo de rebelião e resistência contra Deus. Eu sou fascinado por histórias cujas fontes vêm da Bíblia e nós já usamos simbolismos bíblicas, combinados com a minha experiência e percepção, nas letras e capas de outros discos do &lt;strong&gt;Behemoth&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(maiúsculas do texto original)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem autoexplicativo, não? Eu só queria saber porque o sol tá gritando e a lua tá boladona da vida e desanimada. Vai saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/behemoth/evangelion/"&gt;Evangelion&lt;/a&gt; sai dia 7 de agosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-2596339251869357827?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/2596339251869357827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=2596339251869357827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2596339251869357827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2596339251869357827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/05/capa-irada-da-semana-evangelion.html' title='Capa irada da semana: Evangelion'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/ShMG6qRfQuI/AAAAAAAAAdo/TnAbW_Hn6sw/s72-c/Evangelion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-7306676984374181964</id><published>2009-04-25T21:27:00.012-03:00</published><updated>2009-04-26T01:55:18.682-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: Satan</title><content type='html'>Entre todos os meus posts sobre a NWOBHM, poucos vão ser tão inusitados quanto esse aqui. Não que o &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; seja uma banda obscura, ruim ou não-merecedora do meu tempo e da minha atenção blogueira, longe disso. Mas é que a banda me foi sugerida como tema pra post por um amigo que odeia heavy metal! Sim, ao contrário do &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt;, eu não acredito nos versos 'if you're not into metal/you are not my friend'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o Leo (mané em questão que não sabe o que é a boa música) leu em &lt;a href="http://melomania.blogspot.com/2009/04/aperitivo-para-os-100-de-1983.html"&gt;um blog de um amigo dele&lt;/a&gt; elogios rasgados ao &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; e me perguntou onde estavam as minhas considerações sobre a banda, que, segundo o texto, era uma das mais clássicas e obrigatórias do heavy metal. E eu nem conhecia as músicas do quinteto inglês! Bom, depois de um tempo dedicado a ouvir a (pequena) obra deles, aqui estamos! Lá vão minhas considerações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328824804513132930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 128px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfPJ7SdLsYI/AAAAAAAAAcw/GqFzmB_XOxU/s320/Logo+Satan.jpg" border="0" /&gt;Fundado em Newcastle no início dos anos 80, o &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; desde sempre foi um quinteto, com duas guitarras, baixo, bateria e vocal. O microfone, também desde sempre, foi o posto mais problemático da banda, já que, ao longo da carreira, apenas o baterista mudou uma vez. O núcleo central era composto pela (excelente) dupla de guitarristas &lt;strong&gt;Steve Ramsey&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Russ Tippins&lt;/strong&gt;, além do baixista &lt;strong&gt;Graeme English&lt;/strong&gt;. E o dono definitivo das baquetas acabou sendo &lt;strong&gt;Sean Taylor&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro vocalista do grupo foi &lt;strong&gt;Trevor Robinson&lt;/strong&gt;, que gravou o single que lançou o &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; ao mundo. O disquinho contava com &lt;em&gt;Kiss of death&lt;/em&gt; no lado A e &lt;em&gt;Heads will roll&lt;/em&gt; no B, duas músicas bacanas e que já começavam a mostrar o que eles faziam melhor, com um trabalho de guitarras mais elaborado do que a grande maioria das bandas da NWOBHM, com linhas melódicas interessantes e solos bem acabados. Apesar disso, o single não era nenhuma revelação para a época, ficando bem enquadrado no espectro do metal cru e agitadão. Além disso, os vocais do tal &lt;strong&gt;Trevor&lt;/strong&gt; eram bem genéricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso mesmo o rapaz não tenha durado muito na banda e, um pouco mais tarde, os músicos do &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; conseguiram seu maior trunfo no caminho para a fama: a entrada do vocalista &lt;strong&gt;Brian Ross&lt;/strong&gt;, ex-&lt;strong&gt;Blitzkrieg&lt;/strong&gt;. E foi com &lt;strong&gt;Ross&lt;/strong&gt; à frente que o grupo gravou seu grande trabalho, o LP &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/satan/court_in_the_act/"&gt;Court in the act&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328826669547506114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfPLn2QBycI/AAAAAAAAAdI/wbYjapOMqbo/s320/Corte+no+ato.jpg" border="0" /&gt;O disco, um clássico da NWOBHM, revela com clareza os trunfos do &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; dentro da cena inglesa. As guitarras de &lt;strong&gt;Ramsey&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Tippins&lt;/strong&gt; estão mais assassinas do que nunca, com duelos épicos de solos, riffs melódicos e técnicos (principalmente para os padrões da época), linhas dobradas memoráveis e tudo mais. Só pela performance em &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/satan/court_in_the_act/"&gt;Court in the act&lt;/a&gt;, os dois poderiam facilmente ser considerados como uma das duplas de guitarra mais entrosadas do metal tradicional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328824922728157634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfPKCK110cI/AAAAAAAAAc4/VM15TE8kax4/s320/Satan+1.jpg" border="0" /&gt;Os vocais poderosos, versáteis e carismáticos do &lt;strong&gt;Brian Ross&lt;/strong&gt;, no entanto, figuravam como pilar central do LP. Realmente, a performance do sujeito é magnética, dando às músicas uma força peculiar, ao mesmo tempo em que soava totalmente metal. A questão é que a presença de &lt;strong&gt;Ross&lt;/strong&gt;, que por um lado funcionava como uma dádiva, eclipsava os outros elementos da música do &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt;. A produção do disco parece simplesmente se esquecer das guitarras nos momentos em que o cara está cantando, enfraquecendo a base das músicas e tirando a essência da boa NWOBHM, que é o foco nos riffs e na energia acima de tudo. As guitarras de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/satan/court_in_the_act/"&gt;Court in the act&lt;/a&gt; soam desanimadas e, em alguns momentos, simplesmente fracas, tirando boa parte do seu poder de fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, me parecem totalmente absurdas as comparações que fazem por aí do debú do &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; com o thrash, já que as guitarras e, acima de tudo, o peso dos riffs, ficam abafados pela produção, que tenta a todo custo jogar os holofotes sobre a voz do &lt;strong&gt;Brian Ross&lt;/strong&gt;. E que deixa soterrado aquele que talvez é o maior tesouro da banda, isto é, o trabalho da dupla de guitarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e nesse sentido, é bem interessante a audição da demo &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/satan/into_the_fire/"&gt;Into the fire&lt;/a&gt;, que tem versões mais antigas e cruas de três das músicas de &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/satan/court_in_the_act/"&gt;Court in the act&lt;/a&gt;, só que cantadas pelo vocalista &lt;strong&gt;Ian Swift&lt;/strong&gt; - que é decididamente bem mais fraco que o &lt;strong&gt;Ross&lt;/strong&gt; - em que as guitarras marcam bem mais presença e peso do que no LP em si)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a meu ver o disco é um ponto de conexão interessante da NWOBHM com o power metal. Não que o &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; soe particularmente como uma banda de power metal nessa fase, mas o destaque exagerado aos vocais e linhas melódicas acima dos riffs é um elemento em comum importantíssimo. Talvez não tenha sido à toa que os alemães do &lt;strong&gt;Blind Guardian&lt;/strong&gt; tenham escolhido regravar a segunda música do bolachão, a avassaladora &lt;em&gt;Trial by fire&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, além da própria &lt;em&gt;Trial by fire&lt;/em&gt;, o disco tem vários belos momentos, com destaque especial para a instrumental &lt;em&gt;The ritual&lt;/em&gt;, em que a dupla de guitarristas finalmente tem seu espaço adequado para aparecer, e para o épico &lt;em&gt;Alone in the dock&lt;/em&gt;, uma dessas músicas que só bandas de NWOBHM poderiam produzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328826765110265474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 192px; CURSOR: hand; HEIGHT: 121px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfPLtaP9xoI/AAAAAAAAAdQ/-nY3wPJMuvg/s320/Satan+2.jpg" border="0" /&gt;Quando o &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; tinha tudo pra ir pra frente e deslanchar, &lt;strong&gt;Brian Ross&lt;/strong&gt; decidiu cair fora e reformular o &lt;strong&gt;Blitzkrieg&lt;/strong&gt;, deixando o grupo mais uma vez sem vocalista. E é aí que a história da banda começa a ficar complicada. Na busca por um substituto, os caras acabaram encontrando um tal &lt;strong&gt;Lou Taylor&lt;/strong&gt;, que tinha montado com o &lt;strong&gt;Kevin Heybourne&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;Angel Witch&lt;/strong&gt; o projeto &lt;strong&gt;Blind Fury&lt;/strong&gt;. Por algum motivo, os quatro remanescentes do &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; decidiram então se juntar ao cantor sob o nome de &lt;strong&gt;Blind Fury&lt;/strong&gt; mesmo e assim gravaram um único disco, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/blind_fury/out_of_reach/"&gt;Out of reach&lt;/a&gt; (que dizem as más línguas ser mais pro lado comercial e hard rockeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fracasso do disco, os caras decidem ressucitar o nome &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt;, recrutando mais um novo cantor: dessa feita, o nosso velho e querido &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt;! Cansado das acusações de estar esbranquiçando, &lt;strong&gt;Jacko&lt;/strong&gt; resolve largar tudo e fazer seu gritinhos à frente de uma banda de heavy metal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328825306302560226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfPKYfxGt-I/AAAAAAAAAdA/rhWz4bKHsrI/s320/Michael+Jackson.jpg" border="0" /&gt;(obviamente isso não aconteceu... mas porra, como isso seria a coisa mais foda de todos os tempos! olha o &lt;strong&gt;Michael &lt;/strong&gt;fazendo cara de vocalista de metal! nem vem, ele poderia cantar metal tranquilamente, ele faz até os agudinhos!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o nome do novo integrante realmente era &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt;, mas não era o nosso bom e velho 'rei do pop'. O fato é que o sujeito era um vocalista decente, e nessa nova fase os caras gravaram um EP (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/ep/satan/into_the_future_f1/"&gt;Into the future&lt;/a&gt;) e um LP (&lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/satan/suspended_sentence/"&gt;Suspended sentence&lt;/a&gt;), com uma sonoridade agora mais próxima mesmo ao power metal (e com uns quês de thrash). De qualquer jeito, a essa altura o som já não tinha muito (se é que tinha alguma coisa) de NWOBHM, e a banda acabou logo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328827365044913346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfPMQVLiBMI/AAAAAAAAAdY/BKsf96NY8VU/s320/Senten%C3%A7a+suspendida.jpg" border="0" /&gt;(cara, eu acabei de me dar conta de porque o &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt; deu errado ao contrário de um, digamos, &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt;: as capas de disco dos caras eram feias pracaralho!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pensem que os rapazes seriam assim tão facilmente convencidos a desistir de alcançar a fama! O quinteto decidiu tentar ainda mais uma vez, fundando o &lt;strong&gt;Pariah&lt;/strong&gt;, que tinha exatamente a mesma formação e, até onde eu sei, um estilo mais ou menos parecido com os últimos trabalhos do &lt;strong&gt;Satan&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você pensou que o &lt;strong&gt;Pariah&lt;/strong&gt; não deu lá muito certo na vida, acertou! Mas os nossos amigos &lt;strong&gt;Steve Ramsey&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Graeme English&lt;/strong&gt; ainda persistiram, fundando o &lt;strong&gt;Skyclad&lt;/strong&gt;, banda de folk metal que deu mais ou menos certo e está na ativa até hoje (e é bem chatinha). Triste fim para dois heróis da NWOBHM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post é dedicado ao Leo, meu amigo de gosto musical equivocado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-7306676984374181964?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/7306676984374181964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=7306676984374181964' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/7306676984374181964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/7306676984374181964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/30yowobhm-satan.html' title='30YOWOBHM: Satan'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfPJ7SdLsYI/AAAAAAAAAcw/GqFzmB_XOxU/s72-c/Logo+Satan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-2733373766852389461</id><published>2009-04-23T16:22:00.008-03:00</published><updated>2009-04-23T22:58:58.896-03:00</updated><title type='text'>Se você fosse o presidente da Rússia...</title><content type='html'>...e você fosse fã de metal e você fosse visitar a Finlândia e você pudesse escolher algum músico finlandês de metal pra fazer um showzinho particular pra você, quem você escolheria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério, eu nem sou muito fã das bandas finlandesas de uma maneira geral, sempre fico com a impressão de que elas chegam meio atrasadas nas tendências do heavy metal e colocam uns elementos meio exagerados nos gêneros, soando quase sempre um pouco estranhas ou erradas. Claro, com meio milhão de bandas aparecendo por lá a cada semana, é óbvio que tem umas boas (o &lt;strong&gt;Amorphis&lt;/strong&gt; é um ótimo exemplo e outro dia descobri outra bem irada que eu pretendo falar sobre aqui no blog, &lt;strong&gt;Oranssi Pazuzu&lt;/strong&gt;), mas no geral? Está muito abaixo dos seus colegas escandinavos Suécia e Noruega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, de qualquer jeito, não é possível que não dê pra encontrar um músico irado pra fazer aquele show fodaço pra você no seu jantarzinho social e colocar as socialites finlandesas de cabelo em pé com guitarras distorcidas, guturais, bumbos duplos e solos aloprados. Certo? Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, realmente é fã de metal e ele realmente foi visitar a Finlândia e ele realmente chamou um cara pra fazer um showzito privé pra ele e mais uns convidados. E adivinha quem ele chamou? Adivinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327995027405164626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfDXP52IUFI/AAAAAAAAAcY/OIjZsKnLgWM/s320/Dimitri+1.jpg" border="0" /&gt;(ah, Dmitry, brincando com sua pistolinha laser, não é? eu sempre soube que você era um nerd de primeira!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o cara escolheu ninguém menos que uma das vozes mais pentelhas do heavy metal, o mestre dos agudinhos tecnicamente perfeitos e igualmente irritantes, &lt;strong&gt;Timo Kotipelto&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327995213781228562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfDXawJpXBI/AAAAAAAAAcg/NGceKb9ureA/s320/Kotipelto.jpg" border="0" /&gt;(alguém faz um emoticon com essa foto do cara levantando as sombrancelhas, pelo amor de deus!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a apresentação contou com o atual guitarrista do &lt;strong&gt;Stratovarius&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Matias Kupiainen&lt;/strong&gt;, o também guitarrista &lt;strong&gt;Jani Liimatainen&lt;/strong&gt; (ex-&lt;strong&gt;Sonata Arctica&lt;/strong&gt;) e mais uma orquestra dessas de exército. No repertório? Dois clássicos do &lt;strong&gt;Strato&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Black diamond&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Hunting high and low&lt;/em&gt; (e sim, eu sou o primeiro a sacanear o quinteto finlandês a cada oportunidade, mas os caras têm umas músicas iradas) e um cover da &lt;em&gt;Burn&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;Deep Purple&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327995707061263874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfDX3dwxXgI/AAAAAAAAAco/6t0_HzHONB8/s320/Dimitri+2.JPG" border="0" /&gt;(nosso amigo Dmitry aplaudiu, gritou, pediu bis e ganhou o cover do &lt;strong&gt;Rainbow&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;I surrender&lt;/em&gt; de bônus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, tudo bem, deve ter sido até divertido ver o show (em especial ver a cara da presidenta da Finlândia ao ouvir o &lt;strong&gt;Timo&lt;/strong&gt; mandando seus agudinhos pentelhos tipo 'my black diaaaaaaaaaamond'), mas, porra!, se o cara é fã de metal certamente tinha coisa muito melhor pra escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos o Dmitry não fez pior, chamando o gordito &lt;strong&gt;Timo Tolkki&lt;/strong&gt; pra tocar/cantar músicas de sua rock opera &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/timo_tolkki/saana___warrior_of_light__part_1__journey_to_crystal_island/"&gt;Saana, warrior of light&lt;/a&gt; e de sua nova banda &lt;strong&gt;Revolution Renaissance&lt;/strong&gt;. Isso sim ia ser a comprovação do mau gosto metálico do cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, porra, a Rússia tem um presidente headbanger! Quão foda é isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-2733373766852389461?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/2733373766852389461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=2733373766852389461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2733373766852389461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2733373766852389461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/se-voce-fosse-o-presidente-da-russia.html' title='Se você fosse o presidente da Rússia...'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SfDXP52IUFI/AAAAAAAAAcY/OIjZsKnLgWM/s72-c/Dimitri+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3227667155495593286</id><published>2009-04-22T18:39:00.004-03:00</published><updated>2009-04-22T23:15:07.701-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo metal'/><title type='text'>Novo metal: Exivious</title><content type='html'>O metal sempre foi um gênero musical que se prestou a muitas misturas. Tanto que temos um sem número de subsubsubgêneros, combinações com todo tipo de músicas e novas propostas aparecendo sempre. Umas funcionando melhor que outras, é verdade, mas ainda assim a área de atuação do metal é espantosamente grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre essas combinações, uma que sempre ficou meio dispersa ou indefinida foi a mistura com o jazz/fusion. Inicialmente, se não me engano, propagado pelas bandas de death metal técnico/progressivo americanas da primeira metade dos anos 90 (&lt;strong&gt;Atheist&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Cynic&lt;/strong&gt;), o jazz metal ou fusion metal (que seria um termo mais apropriado) nunca realmente decolou como gênero propriamente dito, ficando relegado a poucos exemplos ao longo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é ver como, fora as duas bandas citadas, as poucas que poderiam ser enquadradas no gênero ficaram perdidas na memória coletiva do metal. Talvez seja o caso de ser uma combinação tão estranha que não agrada em cheio nem aos fãs de metal (a não ser aqueles mais aventureiros musicalmente), nem aos fãs de jazz/fusion (muitas vezes, o elemento 'repulsivo' pra esse pessoal são os vocais guturais/rasgados), o que torna o nicho ainda mais estreito. Eu mesmo conheço muito pouco de bandas que poderiam ser apontadas como jazz ou fusion metal (recentemente descobri uma, o sueco &lt;strong&gt;Art Metal&lt;/strong&gt;, bem legal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, uma nova banda do estilo tá aparecendo no horizonte: o holandês &lt;strong&gt;Exivious&lt;/strong&gt;. O quarteto se define exatamente como fusion metal e, depois de duas demos, está pra lançar o debú, auto-entitulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327700533569610034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 42px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Se_LaG0TYTI/AAAAAAAAAcI/s-we5rx-GMA/s320/Logo+Exivious.jpg" border="0" /&gt;A banda foi formada pelo guitarrista &lt;strong&gt;Tymon&lt;/strong&gt; (hoje na 'nova' formação do &lt;strong&gt;Cynic&lt;/strong&gt;) em 1997 e só estão chegando ao primeiro disco agora, o que pode ser mais uma prova de como a proposta de juntar jazz/fusion com metal gera um tipo de som fadado ao gosto de poucos. A banda conta ainda com mais um membro do atual &lt;strong&gt;Cynic&lt;/strong&gt; (o baixista &lt;strong&gt;Robin Zielhorst&lt;/strong&gt;) e um do &lt;strong&gt;Textures&lt;/strong&gt; (o baterista &lt;strong&gt;Stef Broks&lt;/strong&gt;; esse &lt;strong&gt;Textures&lt;/strong&gt; aliás é mais progressivo mesmo, normalmente comparado ao &lt;strong&gt;Meshuggah&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto ao som dos caras? Bom, no &lt;a href="http://www.myspace.com/exivious"&gt;myspace da banda&lt;/a&gt; dá pra ouvir duas músicas e ver &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4sFn_B5r9ZM"&gt;um trailer do CD&lt;/a&gt;. Eles são meio caras-de-pau e se definem como 'o primeiro grupo verdadeiramente fusion metal' ou coisa parecida, mas a verdade é que o estilo do que se pode ouvir não é muito diferente das bandas já citadas. Aliás, com dois membros do &lt;strong&gt;Cynic&lt;/strong&gt; na formação, a banda americana certamente parece ser a referência mais óbvia e acertada, com a diferença que o &lt;strong&gt;Exivious&lt;/strong&gt; não tem vocais (afastando o ódio da galera anti-gutural ou anti-rasgado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327700719038163970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Se_Lk5vc7AI/AAAAAAAAAcQ/7DNAqYsRf7Q/s320/Exivious.jpg" border="0" /&gt;A construção das músicas também lembra um pouco o &lt;strong&gt;Art Metal&lt;/strong&gt;, já que em muitas passagens ela parece ser feita de umas jams instrumentais a partir de riffs de rock/metal (que aqui não são realmente nem pesados nem agressivos). O que não caracteriza a coisa exatamente como jazz ou fusion, mas enfim, certamente temos elementos suficientes pra deixar a definição passar com tranquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a performance, tecnicamente, é impressionante, mas a natureza de improvisação das músicas nem aparece tanto (talvez pelo processo de gravação de registrar cada instrumento separado, como se pode ver no tal trailer), o que aproxima a banda de mais uma dessas instrumentais de metal progressivo técnicas pracaralho. De qualquer jeito, o que se pode ouvir do material é interessante, em especial nas passagens mais melódicas/viajantes. Não é nenhuma revolução, mas é bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, quem sabe esse fim de década não seja o momento de o estilo da banda se firmar de vez como subgênero do metal? Com o disco do &lt;strong&gt;Cynic&lt;/strong&gt; ano passado, novo do &lt;strong&gt;Pestilence&lt;/strong&gt; esse ano, a volta do &lt;strong&gt;Atheist&lt;/strong&gt; aos palcos e novas bandas surgindo (como nosso querido &lt;strong&gt;Exivious&lt;/strong&gt; aqui), pode ser que a coisa finalmente saia. Será que o mundo está pronto pro fusion metal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/exivious/exivious/"&gt;Exivious&lt;/a&gt; sai no dia 11 de maio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3227667155495593286?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3227667155495593286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3227667155495593286' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3227667155495593286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3227667155495593286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/novo-metal-exivious.html' title='Novo metal: Exivious'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Se_LaG0TYTI/AAAAAAAAAcI/s-we5rx-GMA/s72-c/Logo+Exivious.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-5112105240053660186</id><published>2009-04-21T17:35:00.009-03:00</published><updated>2009-04-26T01:54:03.519-03:00</updated><title type='text'>Vôo 666: picaretagem maideniana clássica</title><content type='html'>Apesar da longa e bem documentada relação do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; com o Brasil, confesso que me surpreendeu bastante o anúncio da primeira sessão de todos os tempos do documentário &lt;em&gt;Flight 666&lt;/em&gt; aqui no Brasil, mais ainda aqui no Rio. A tal première aconteceu no Odeon, cinema classicão e que provavelmente é a sala mais irada da cidade (além de ficar no coração da cinelândia, é o único que toca sino e abre cortina - tipo teatro mesmo - antes de a sessão começar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me valendo da minha profissão (afinal de contas, trabalhar em televisão tem que ter alguma vantagem), tentei arrumar ingresso pro evento, que rolaria na tarde do mesmo dia em que &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2009/04/gres-unidos-do-iron-maiden.html"&gt;a banda tocaria na Apoteose&lt;/a&gt; como parte da picaretíssima turnê da coletânea &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/iron_maiden/somewhere_back_in_time___the_best_of__1980_1989/"&gt;Somewhere back in time&lt;/a&gt;. Em vão, porque eu descobri que os ingressos, que custavam 80 reais!, já estavam esgotados e que tava quase impossível de conseguir um. Ok, tive que me contentar só em ver o show e não autografar meu vinil do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/single/iron_maiden/aces_high___king_of_twilight/"&gt;single da &lt;em&gt;Aces high&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327260634522176034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Se47UnKdyiI/AAAAAAAAAcA/6i4gB-YrgbI/s320/Logo+Iron+Maiden+2.jpg" border="0" /&gt;Ok, ok, o show do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; foi fodão e isso tudo levou à minha descoberta de que ia rolar uma sessão especial do documentário no mesmo Odeon, à meia noite, organizada pela Moviemobz (empresa que faz exibições de filmes segundo a demanda de usuários pela internet, bem interessante por sinal!). Óbvio que eu rapidamente me programei pra comparecer, até porque não é sempre que você vai conseguir ver um filme sobre metal numa sala de cinema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aqui cabe o parêntese de que o filme do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; foi dirigido pelo &lt;strong&gt;Sam Dunn&lt;/strong&gt;, mesmo cara que fez o bem legal &lt;em&gt;Metal, a headbanger's journey&lt;/em&gt;, que me deu uma alegria inenarrável de poder ter visto em uma exibição do circuito comercial de cinema; depois o sujeito fez o meio caído &lt;em&gt;Global metal&lt;/em&gt;, que nunca passou em lugar nenhum, então eu baixei e vi no computador mesmo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, consegui ainda arrastar dois dos meus três irmãos pro Odeon e, mesmo com a sessão sendo meia-noite e com os downloads ilegais, foi legal ver que um número razoável de fãs da banda compareceram ao 'evento'. Ok, o cinema tava longe de estar cheio, mas a empolgação/presepice da galera compensava, chegando ao extremo de neguinho ficar tirando foto no meio do filme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois que a gente entrou na sala, uma cartela anunciou: 2 minutes to &lt;em&gt;Flight 666&lt;/em&gt;. E, claro, começou a tocar &lt;em&gt;2 minutes to midnight&lt;/em&gt; com um clipe de fotos da banda na turnê que levou o grupo ao redor do mundo a bordo do seu avião particular Ed Force One, pilotado por ninguém menos que o vocalista &lt;strong&gt;Bruce Dickinson&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327260327220403586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Se47CuYA3YI/AAAAAAAAAb4/vNrebz-9Rlc/s320/V%C3%B4o+666.JPG" border="0" /&gt;Como já tinha sido anunciado e divulgado, o documentário tem como fio condutor a mesma turnê que trouxe a banda ao Rio há pouco mais de um mês, na qual o sexteto inglês tocava apenas músicas clássicas da 'era de ouro' (com a exceção da também clássica, mas mais recente, &lt;em&gt;Fear of the dark&lt;/em&gt;). O início do documentário é até interessante por explicar a estrutura da viagem, uma parte técnica mesmo, que é algo meio improvável, mas ainda assim bacana (apesar de isso, no filme, ser usado pra enaltecer a banda como 'desafiadores que fizeram a turnê mais ousada de todos os tempos' ou coisa parecida... ãhã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começa na Índia, no mesmo show que encerra o já citado &lt;em&gt;Global metal&lt;/em&gt; (o recurso também foi usado na 'transição' do &lt;em&gt;Metal, a headbangers journey&lt;/em&gt; pro &lt;em&gt;Global metal&lt;/em&gt;, sendo que nesse caso o show era do Wacken) e registra a reação dos indianos com a chegada do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; e um trecho de uma música do show. Depois, a banda vai pra Austrália... e o filme registra a reação dos australianos com a chegada do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; e um trecho de uma música do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, como qualquer mané podia perceber a essa altura, &lt;em&gt;Flight 666&lt;/em&gt; é um filme picaretaço, feito da maneira mais óbvia e retardada possível. A estrutura repetitiva aproxima demais o 'filme' (seria exagero chamá-lo de documentário a essa altura... acho que seria mesmo exagero chamá-lo de filme, mas vamos lá) de um DVD qualquer que registra a turnê de uma banda, um pouco de backstage e as músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, como todo mundo sabe, músicas boas do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; são algo foda pracaralho (ainda mais o setlist dessa turnê especificamente), mas o problema é que nem isso está lá do início ao fim. Todas as passagens de shows são cortadas, o que faz com o que a dimensão 'DVD ao vivo' do projeto fique frustrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até entenderia os cortes se o resto da duração do negócio fosse usado pra algo interessante, mas o que se vê é uma sucessão de situações típicas de qualquer turnê com os integrantes fazendo uns comentários bem genéricos uns sobre os outros, do tipo 'ah, o &lt;strong&gt;Bruce Dickinson&lt;/strong&gt; é empolgadão', 'o &lt;strong&gt;Steve Harris&lt;/strong&gt; é o dono da banda' e 'o &lt;strong&gt;Nicko&lt;/strong&gt; é completamente maluco'. Coisas que já são do velho conhecimento de qualquer fã da banda que se preze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, até tem umas passagens engraçadas (a maioria protagonizada pelo &lt;strong&gt;Nicko&lt;/strong&gt; ou pelos roadies da banda), como por exemplo o padre em São Paulo que prega falando sobre as letras do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; (o cara tem mais de cem tatuagens da banda e se diz o maior fã dos caras do mundo!) ou o fã boiolinha chorando até não poder mais depois de ter pego uma baqueta no fim do show. Mas, porra, pelamordedeus! A verdade é que ele não se decide entre ser um DVD de show ou um DVD de bastidores e acaba sendo nem uma coisa nem outra. Acaba não sendo porra nenhuma, na verdade. No máximo um DVD bem ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem (como eu) esperava algum tipo de enfoque histórico sobre a banda, &lt;em&gt;Flight 666&lt;/em&gt; é ainda mais ridiculamente decepcionante. Não tem absolutamente nenhuma menção ao &lt;strong&gt;Paul Di'Anno&lt;/strong&gt; ou ao &lt;strong&gt;Blaze Bayley&lt;/strong&gt;, nenhuma contextualização histórica, nenhuma fotinho antiga da banda, nada! No máximo, umas imagens de TV do primeiro Rock in Rio e olhe lá! Pra uma banda com uma história tão rica e conturbada como o &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; (coisa que poderia sim render um bom documentário, mesmo que fosse 'careta'), o resultado é ainda mais revoltante. Especialmente se levarmos em conta a natureza de 'retrospectiva histórica' dos próprios shows que tão sendo filmados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos então com um pseudo-filme, sei lá, que é, acima de tudo, uma picaretagem fudida, assim como grande parte do material que a banda lança (coletâneas, discos remasterizados, edições especiais etc.). Aliás, a própria turnê que deu origem ao projeto é uma grande picaretagem, então talvez em um nível conceitual bizarro e distorcido talvez o negócio até funcione!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essas e outras que a passagem mais marcante de &lt;em&gt;Flight 666&lt;/em&gt; talvez seja uma entrevista de rádio com o &lt;strong&gt;Bruce Dickinson&lt;/strong&gt; (se não me engano nos Estados Unidos), em que o cara pergunta 'a turnê é um resgate da era clássica?' e o vocalista diz enfaticamente, quase puto 'não, nós não queremos viver do passado e fizemos esses shows como um presente pros fãs mais novos que nunca viram a gente tocando as músicas antigas'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ãhã. E o metal vai salvar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí depois o cara pergunta 'e qual é a música que vocês estão mais curtindo tocar nos shows?' e o &lt;strong&gt;Bruce&lt;/strong&gt; '&lt;em&gt;Ancient mariner&lt;/em&gt;'. E entra o vídeo deles tocando &lt;em&gt;Rime of the ancient mariner&lt;/em&gt; e você pensa, tudo ao mesmo tempo 'esse filme é uma merda, esses caras são uns picaretas caras-de-pau filhos da puta, mas &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; clássico é foda pracaralho'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-5112105240053660186?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/5112105240053660186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=5112105240053660186' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5112105240053660186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5112105240053660186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/voo-666-picaretagem-maideniana-classica.html' title='Vôo 666: picaretagem maideniana clássica'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Se47UnKdyiI/AAAAAAAAAcA/6i4gB-YrgbI/s72-c/Logo+Iron+Maiden+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-5030915574354243787</id><published>2009-04-20T17:49:00.003-03:00</published><updated>2009-04-20T18:29:52.926-03:00</updated><title type='text'>Shows que eu gostaria de ver: o adeus dos piratas</title><content type='html'>Todo fã de metal que se preze tem o sonho secreto (ou não tão secreto assim) de ir à Alemanha acompanhar pessoalmente uma edição do Wacken Open Air, o maior evento metálico do mundo. Claro que a grande maioria desse pessoal tem noção de que gastar milhares de reais com o único objetivo de ver uns showzinhos de metal é algo meio ridículo/absurdo, mas mesmo assim a tentação é grande!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade também que isso é mais sonho de headbanger iniciante, já que, com alguns anos de experiência, dois fatores importantes entram em jogo: a) depois de um tempo, seu currículo de shows certamente vai ser razoavelmente decente a ponto de você pensar três mil vezes antes de gastar essa grana pra ir ao festival (mesmo morando no Rio, dá pra juntar um número legal de shows, principalmente com a ajuda de umas escapadinhas até São Paulo); e b) depois de um tempo, as atrações do Wacken perdem um pouco a graça, porque eles tendem a sempre chamar umas bandas meio óbvias/tradicionais/clássicas/medianas demais, deixando de fora aqueles grupos mais esotéricos que a esse ponto provavelmente farão a preferência do indivíduo em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, a organização do festival alemão sempre consegue arrumar alguns chamativos bacanas, como já foram as reuniões do &lt;strong&gt;Immortal&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Emperor&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Carcass&lt;/strong&gt;, entre outras, aparições especiais de bandas das antigas (como o já citado - &lt;a href="http://soral.blogspot.com/2009/04/30yowobhm-tygers-of-pan-tang.html"&gt;em outra ocasião&lt;/a&gt; - show do &lt;strong&gt;Blitzkrieg&lt;/strong&gt; que acabou levando à volta do &lt;strong&gt;Tygers of Pan Tang&lt;/strong&gt;), ou eventos comemorativos, como a apresentação do &lt;strong&gt;Running Wild&lt;/strong&gt; em 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse deve ter sido um dos shows mais fodas da história, porque a natureza celebrativa da noite fez com que o tirano &lt;strong&gt;Rolf Kasparek&lt;/strong&gt; (também conhecido como &lt;strong&gt;Rock 'n' Rolf&lt;/strong&gt;, talvez o pseudônimo mais idiota da história do metal) montasse um setlist ridiculamente foda. Saca só algumas das pérolas improváveis que rolaram: &lt;em&gt;Genghis Khan&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Branded and exiled&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Treasure island&lt;/em&gt; (!!!) e &lt;em&gt;Chains and leather&lt;/em&gt;! Isso sem contar com todos aqueles clássicos obrigatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora o Wacken 2009 (a essa altura já com os ingressos esgotados) anuncia que o grande evento desse ano é o show de despedida do mesmo &lt;strong&gt;Running Wild&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que pariu! O &lt;strong&gt;Running Wild&lt;/strong&gt; vai acabar! Que momento de tristeza para o mundo do heavy metal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como &lt;a href="http://vocesaiatras.blogspot.com/2008/09/pirataria.html"&gt;eu previ há uns dois mil anos&lt;/a&gt;, os caras (leia-se: o líder &lt;strong&gt;Kasparek&lt;/strong&gt;) devem ter entrado em depressão aguda com a comprovação da ruína inevitável do gênero pirate metal, depois da ascenção de bandas genéricas tipo &lt;strong&gt;Alestorm&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Swashbuckler&lt;/strong&gt;. Ok, ok, na verdade eu nem ouvi direito as tais bandas, mas, porra, com certeza elas não chegam no chulé do grande &lt;strong&gt;Running Wild&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, com a notícia do tal show de adeus, meu sonho de adolescente de ir até a Alemanha só pra ver um show de metal se agravou em umas dez mil vezes. O consolo é que como os ingressos já foram pro caralho mesmo, eu não vou mais conseguir ir de qualquer maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bônus ou consolo, os fãs do grupo têm a possibilidade de votar no setlist do show, que vai ser filmado pra virar CD e DVD. Vou mandar meus votos e depois eu posto aqui no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelamordedeus, como isso vai ultramegaokcomputerfodaço acima de todos os outros shows do ano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-5030915574354243787?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/5030915574354243787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=5030915574354243787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5030915574354243787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5030915574354243787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/shows-que-eu-gostaria-de-ver-o-adeus.html' title='Shows que eu gostaria de ver: o adeus dos piratas'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3607825140075095192</id><published>2009-04-15T19:49:00.003-03:00</published><updated>2009-04-15T20:24:14.176-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='30yowobhm'/><title type='text'>30YOWOBHM: O homem da motocicleta</title><content type='html'>Pra compensar a ausência de posts NWOBHMásticos em algumas semanas, decidi fazer uns de bônus a partir dessa semana (quando tiver assunto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, todo mundo sabe que o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; (particularmente o &lt;strong&gt;Lars Ulrich&lt;/strong&gt;) foi um dos maiores divulgadores da new wave of British heavy metal. Os caras gravaram covers, tocaram músicas ao vivo, exaltaram o movimento inglês, falaram bem das bandas em entrevistas etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, uma das bandas mais clássicas da NWOBHM e que o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; nunca chegou a gravar oficialmente é o &lt;strong&gt;Saxon&lt;/strong&gt; (post obrigatório na minha série sobre o tema!). Aliás, eu não me lembrava de ler/ver/ouvir os integrantes do &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; declarando seu amor pelo grupo, apesar de isso certamente ter acontecido mais de uma vez. O fato é que eles falam muito de &lt;strong&gt;Diamond Head &lt;/strong&gt;e não deixam espaço pras outras bandas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que na atual turnê, do disco &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/death_magnetic/"&gt;Death magnetic&lt;/a&gt;, os caras levaram ao palco ninguém menos que o vocalista &lt;strong&gt;Peter 'Biff' Byford&lt;/strong&gt; para cantar a ultraclássica &lt;em&gt;Motorcycle man&lt;/em&gt;. Nem preciso falar que deve ter sido um momento fodaço (pelo menos hoje em dia temos a internet pra ter uma ideia da coisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio &lt;strong&gt;James&lt;/strong&gt; introduz a entrada do cara ao palco, dizendo que o &lt;strong&gt;Saxon&lt;/strong&gt; foi uma das primeiras bandas a dar espaço pro &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; como banda de abertura (de acordo com ele, o segundo show da história da banda foi abrindo pros ingleses), coisa que eu não sabia ou não lembrava. A execução da música é bem irada, com o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; tocando e &lt;strong&gt;Biff&lt;/strong&gt; cantando com aquela mesma voz de 1980 (o que não deixa de ser impressionante!), com uma pegada um pouco mais pesada. Tudo bem que &lt;em&gt;Motorcycle man&lt;/em&gt; sem aquela distorção clássica não é a mesma coisa, mas de qualquer jeito é maneiro &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8CnwCZSkzqk&amp;amp;feature=related"&gt;ver&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SLxpdPVhBFo&amp;amp;feature=related"&gt;ouvir&lt;/a&gt; o resultado do encontro. No final, a empolgação do &lt;strong&gt;Lars Ulrich&lt;/strong&gt; em tocar com um herói da juventude fica absolutamente clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais maneiro ainda foi descobrir, durante a pesquisa dos vídeos linkados, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=t9tmZNX39AE&amp;amp;feature=related"&gt;um do Metallica mandando um trechinho da Princess of the night ao vivo&lt;/a&gt;, dessa vez com o próprio &lt;strong&gt;James&lt;/strong&gt; cantando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem acusar o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; de qualquer coisa, mas porra, os caras curtiam a NWOBHM! O que significa que no fundo eles são metal pracaralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre &lt;strong&gt;Saxon&lt;/strong&gt; (a banda NWOBHM por excelência) em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3607825140075095192?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3607825140075095192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3607825140075095192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3607825140075095192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3607825140075095192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/30yowobhm-o-homem-da-motocicleta.html' title='30YOWOBHM: O homem da motocicleta'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-5366369647074489315</id><published>2009-04-14T22:13:00.004-03:00</published><updated>2009-04-14T23:51:33.583-03:00</updated><title type='text'>Mulheres também gostam de metal(lica)!</title><content type='html'>O &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; é uma banda tão grande que a quantidade de projetos-tributo aos quatro cavaleiros do thrash apocalíptico é absolutamente ridícula. Eu lembro que em tempos idos, quando começou a onda dos downloads ilegais e eu ainda não tinha a noção exata da quantidade de bandas fodas a serem descobertas pelo ser humano, eu cheguei a baixar vários CDs idiotas de tributo aos caras. Entre outros, discos como &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/various_artists___tribute_albums___metallica/the_blackest_album__an_industrial_tribute_to_metallica/"&gt;The blackest album: an industrial tribute to &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/various_artists___tribute_albums___metallica/a_punk_tribute_to_metallica/"&gt;A punk tribute to &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, além de milhões de álbuns de bandas de metal mesmo tocando o material dos caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pra se ter uma noção da dimensão da coisa, exitem bizarrices como um tributo russo, um tributo argentino, de banda japa, de hip hop, pelo menos dois de piano, de harpa (!!!), de bluegrass, de quarteto de cordas, de Natal, orquestral, celta, de bandas de punk, bandas de industrial... e o mais foda de todos, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/various_artists___tribute_albums___metallica/the_worlds_greatest_metallica_tribute/"&gt;The world's greatest &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; tribute&lt;/a&gt;! que título foda, me lembra o Twerps!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o mais famoso de todos os covers/tributos ao &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; foi o &lt;strong&gt;Apocalyptica&lt;/strong&gt;, cujo debú &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/apocalyptica/plays_metallica_by_four_cellos/"&gt;Plays &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; by four cellos&lt;/a&gt; causou furor na cena e abriu as portas para o futuro dos finlandeses como banda propriamente dita. Confesso que eu até cheguei a comprar o CD na época, e é até bacaninha e tal, mas, porra, acho que eu não tinha noção da picaretagem nessa época ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história dos tributos ao &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; (longa demais pra um simples e humilde post) ainda inclui uma espécie de 'side quest' (ah, videogames!) que é o grupo &lt;strong&gt;Beatallica&lt;/strong&gt;. Originalmente composto por duas pessoas, a 'banda' gravava versões de músicas dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; como se fosse o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; tocando e cantando. O vocalista da banda imitava o &lt;strong&gt;James Hetfield&lt;/strong&gt; igualzinho e as letras era metallicazadas, resultando em coisas como &lt;em&gt;The thing that should not let it be&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A garage dayz night&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;...and justice for all my loving&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Blackened the U.S.S.R.&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Got to get you trapped under ice&lt;/em&gt;. Tenho que admitir que era engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(apesar disso, a piada cansa meio rápido e eu nem sei a quantas anda a banda hoje em dia... olhando no &lt;a href="http://rateyourmusic.com/"&gt;RYM&lt;/a&gt; vi que os caras lançaram o primeiro disco em 2007!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tudo isso aí foi só a introdução do post, pra falar do novo projeto que quer capitalizar em cima das músicas fodaças de &lt;strong&gt;James&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Lars&lt;/strong&gt; e cia: o &lt;strong&gt;Misstallica&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324735900696947730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SeVDFwvPrBI/AAAAAAAAAbc/5P7mYRPCWLE/s320/Misstallica.jpg" border="0" /&gt;Se você pensou que é uma banda que toca covers de &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; composta só de mulheres, você acertou! Que coisa bizarra. No youtube tem &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=b9G9K9E9QGg&amp;amp;eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eroadrunnerrecords%2Ecom%2Fblabbermouth%2Enet%2Fnews%2Easpx%3Fmode%3DArticle%26newsitemID%3D118013&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;uma entrevista com duas integrantes da banda&lt;/a&gt; (e uma delas não é nada mal!) e pelo menos elas tentam ser reais dizendo que odeiam o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/metallica/st__anger/"&gt;St. Anger&lt;/a&gt; e que só tocam músicas dos quatro primeiros álbuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0H_4ze6gRXA&amp;amp;eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eroadrunnerrecords%2Ecom%2Fblabbermouth%2Enet%2Fnews%2Easpx%3Fmode%3DArticle%26newsitemID%3D118013&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;um vídeo da mulherada tocando &lt;em&gt;Creeping death&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e até que a banda não é ruim. Claro, originalidade zero (o solo em especial é reproduzido praticamente nota a nota), mas enfim, podia ser pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais bizarro? Algumas integrantes do &lt;strong&gt;Misstallica&lt;/strong&gt; têm uma outra banda-tributo... ao &lt;strong&gt;King Diamond&lt;/strong&gt;! O nome da banda é &lt;strong&gt;Queen Diamond&lt;/strong&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1NsF532cflQ&amp;amp;eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eroadrunnerrecords%2Ecom%2Fblabbermouth%2Enet%2Fnews%2Easpx%3Fmode%3DArticle%26newsitemID%3D118013&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;aqui&lt;/a&gt; você pode ver as mocinhas tocando a fodaça &lt;em&gt;Abigail&lt;/em&gt;. A vocalista obviamente não chega no chulé do rei diamante, mas até que as guitarristas (entre elas a mesma bonitinha do &lt;strong&gt;Misstallica&lt;/strong&gt;) segura bem as pontas nos riffs e solos do &lt;strong&gt;Andy Larocque&lt;/strong&gt;, o que não deixa de ser um feito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324744067384626914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SeVKhIBUTuI/AAAAAAAAAbk/tWdUx8B9FAQ/s320/Queen+Diamond.jpg" border="0" /&gt;Vamos ver se as garotas dão continuidade à coisa e conseguem fazer um &lt;strong&gt;Apocalyptica&lt;/strong&gt;, desistindo de tocar só covers e lançando material original.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-5366369647074489315?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/5366369647074489315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=5366369647074489315' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5366369647074489315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/5366369647074489315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/mulheres-tambem-gostam-de-metallica.html' title='Mulheres também gostam de metal(lica)!'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SeVDFwvPrBI/AAAAAAAAAbc/5P7mYRPCWLE/s72-c/Misstallica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-6260546458469671545</id><published>2009-04-13T20:26:00.008-03:00</published><updated>2009-04-15T00:17:37.403-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo metal'/><title type='text'>Novo metal: Noneuclid</title><content type='html'>Cada dia que passa e eu vou ouvindo mais música e mais heavy metal fica cada vez mais difícil de eu me deparar com alguma coisa que me faça pensar 'porra, isso aqui é diferente' ou 'caralho, qual gênero eu vou usar pra enquadrar essa banda?'. É, em especial com o heavy metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras que me surpreendeu e muito o debú do grupo alemão &lt;strong&gt;Noneuclid&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/noneuclid/the_crawling_chaos/"&gt;The crawling chaos&lt;/a&gt;, lançado no ano passado. O CD não é daqueles que você ama logo de cara por ser diferente, nem daqueles que você não consegue traçar um paralelo bem definido com outras bandas, mas depois de uma audição completa do disco, é impossível não parar e pensar 'uódafûc?!?' consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324337931884904738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 86px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SePZI7YjQSI/AAAAAAAAAa8/AQjIM0--ma8/s320/Logo+Noneuclid.jpg" border="0" /&gt;A própria gênese da banda é uma coisa estranha. De acordo com o myspace dos caras, o guitarrista e fundador &lt;strong&gt;Morean&lt;/strong&gt; vive na Holanda (o cara foi pra lá estudar guitarra flamenca!), mas, por algum motivo misterioso, o grupo foi criado na Alemanha, na região da Bavária. Isso provavelmente se deve ao fato de que os outros integrantes são de bandas alemãs como &lt;strong&gt;Dark Fortress&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Obscura&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal &lt;strong&gt;Morean&lt;/strong&gt; é formado em composição clássica e tem vários projetos de música, digamos, 'interdisciplinar', misturando metal com música clássica com música flamenca com mais o que você quiser. Eu nunca ouvi (nem tinha ouvido falar em) nenhum dos outros projetos do sujeito, como &lt;strong&gt;The Hungry Gods&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Quantum Ether&lt;/strong&gt;, mas posso dizer que estou curioso. No metal, o cara canta e escreve as letras na já citada banda de black melódico &lt;strong&gt;Dark Fortress&lt;/strong&gt; e é o líder do nosso assunto do dia, o &lt;strong&gt;Noneuclid&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(entre as aventuras musicais do cara está a invenção e construção de novos intrumentos com um amigo chamado Ralf Fischer; e pelo menos um deles foi usado na gravação do disco da banda!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da banda representa as dimensões fora da 'realidade convencional' segundo o trabalho do filósofo grego Euclides e pode-se dizer que a banda realmente parece estar em busca de algo fora do universo convencional do metal. Eu já vi neguinho definindo o som da banda como death metal, thrash metal, progressivo, doom, avant-garde e o cacete a quatro, mas nada parece realmente fazer jus ao que eles tocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324338255232543058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SePZbv8oqVI/AAAAAAAAAbU/DyfPIWpFnJI/s320/Noneuclid+1.jpg" border="0" /&gt;Talvez 'progressivo' fosse a melhor definição se o termo não tivesse ficado totalmente viciado desde a sua criação pra cá, já que o som do quinteto não é realmente uma demonstração de técnica absurda, não tem solos intermináveis, não tem só músicas enormes (apesar de muitas serem realmente longas) etc. O melhor que eu posso fazer é enquadrá-los sob a redoma do 'progressivo contemporâneo' que eu gosto de chamar de progressivo pós-extremo já que normalmente essas bandas (tipo &lt;strong&gt;Opeth&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Subterranean Masquerade&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Arcturus&lt;/strong&gt; etc.) partem de subgêneros como death ou black pra forjar um som único e abrir novos caminhos pro metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o &lt;strong&gt;Noneuclid&lt;/strong&gt; também tem elementos bem 'modernos' (mais uma palavra cujo uso está se banalizando, mas fazer o que?) no seu estilo, o que, pra mim pelo menos, faz um elo de ligação com grupos tipo &lt;strong&gt;Nevermore&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Strapping Young Lad&lt;/strong&gt; que, apesar de não serem realmente extremos, também conseguiram criar identidades sonoras próprias com elementos mais, vamos lá, modernos (tipo pós-thrash/groove metal, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é a banda então? Os caras realmente passam por tudo o que se falou acima, podendo com relativa tranquilidade ser enquadrados no panorama desse 'progressivo contemporâneo', usando thrash, death, doom, black, vocais limpos, guturais, guitarras dissonantes, linhas melódicas, riffs dissonantes, passagens de ambient, interlúdios acústicos e o que mais você pensar sem nunca soar realmente desconjuntado ou despropositado. Talvez &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/noneuclid/the_crawling_chaos/"&gt;The crawling chaos&lt;/a&gt; até soe assim nas primeiras ouvidas, mas ele logo se revela espantosamente consistente, em especial pra algo que passa por tantas referências assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324338008049969618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SePZNXHt6dI/AAAAAAAAAbE/-YM1Icg_R24/s320/O+caos+rastejante.jpg" border="0" /&gt;Uma coisa legal de se fazer é ouvir o (até agora único) disco deles acompanhando as anotações no &lt;a href="http://www.noneuclid.com/index.html"&gt;site da banda&lt;/a&gt;, que explicam o conceito por trás da coisa toda, a parte técnica e musical das composições e a forma como o CD foi construído (por exemplo, como as músicas vão diminuindo o tempo com o passar das faixas, com a primeira sendo a mais rápida e a última a mais lenta). Apesar de toda a dimensão 'intelectual' por trás da banda e do álbum, ele acaba soando bastante orgânico e natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o &lt;strong&gt;Noneuclid&lt;/strong&gt; tem um defeito é o vocal, a cargo de um tal de &lt;strong&gt;Bruce&lt;/strong&gt;. Por um lado, o cara é versátil pracaralho, indo de uma voz mais gritada, quase hardcore, a guturais, a passagens mais melódicas a agudinhos de metal razoavelmente bem. O problema é que em nenhuma dessas categorias o sujeito se sobressai, dando uma dimensão razoavelmente 'genérica' à parte vocal, que deixa a desejar principalmente se comparada ao instrumental arrebatador do grupo. De qualquer jeito, o cara ainda tem muito tempo pra melhorar, em particular porque estamos falando do primeiro disco da banda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324338125088121378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SePZULHyYiI/AAAAAAAAAbM/1DYuGoZFxCI/s320/Noneuclid+2.jpg" border="0" /&gt;O fato é que &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/noneuclid/the_crawling_chaos/"&gt;The crawling chaos&lt;/a&gt; é uma das coisas mais surpreendentes e intrigantes do metal recente. É do tipo que só dá pra entender ouvindo e, realmente, minhas palavras soltas sobre o álbum não chegam nem perto de dar a entender o que se passa ao ouvi-lo (quem ficou curioso pode entrar no &lt;a href="http://www.myspace.com/noneuclidband"&gt;myspace dos caras&lt;/a&gt; e dar uma conferida em algumas músicas). De qualquer jeito, é um jeito de tentar divulgar uma das bandas mais interessantes de que eu tive notícia recentemente e que merece ser mais (re)conhecida e ouvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem ainda não entendeu a mensagem, deixemos a sutileza de lado: vai ouvir a porra do CD, caralho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-6260546458469671545?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/6260546458469671545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=6260546458469671545' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6260546458469671545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/6260546458469671545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/novo-metal-noneuclid.html' title='Novo metal: Noneuclid'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SePZI7YjQSI/AAAAAAAAAa8/AQjIM0--ma8/s72-c/Logo+Noneuclid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-4980327696763218935</id><published>2009-04-13T20:02:00.005-03:00</published><updated>2009-04-13T20:24:09.465-03:00</updated><title type='text'>Metal poliglota</title><content type='html'>Fazia tempo que eu não escrevia sobre a minha 'banda preferia de todos os tempos', o &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt;. Mas agora os autoproclamados reis do metal me vêm com mais uma daquelas presepadas que só eles são capazes de inventar, me dando uma desculpa perfeita pra falar da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324320165211039778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SePI-xXaaCI/AAAAAAAAAas/fR0HuDmb8U4/s320/Logo+Manowar.jpg" border="0" /&gt;Há uns anos, os caras criaram um evento de metal na Alemanha (onde mais?) chamado Magic Circle Festival, que esse ano chega à sua terceira edição. No ano passado, a pegadinha dos shows do &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt; no festival era de que eles iam tocar os seis primeiros discos na íntegra, na ordem das faixas, divididos em duas noites. O que deve ter sido o show mais foda de metal de todos os tempos da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(na moral, eu pagava muito dinheiro pra ver coisas tipo &lt;em&gt;Dark avenger&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;March for revenge&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Bridge of death&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Mountains&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Carry on&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The crown and the ring&lt;/em&gt; etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. pessoalmente... puta que pariu!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pra esse ano os caras não podiam deixar de apresentar uma novidade no festival, então a banda anunciou que estão gravando uma das músicas do próximo álbum de estúdio em quinze línguas diferentes! E o debú oficial da faixa será, obviamente, no festival, que acontece em julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara... pelamordedeus. Uma dessas versões tem que ser em português! Imagina o &lt;strong&gt;Eric Adams&lt;/strong&gt; mandando aqueles rasgadões em português! Puta que me pariu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o que não deve ser muito difícil, porque, porra, como os caras vão conseguir quinze línguas sem incluir o português na lista eu não sei)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão etc. são óbvias. Eu quero é saber quais vão ser as outras dez línguas. Eles tinham que meter umas paradas iradas tipo hebraico, árabe, japonês e esperanto no meio dessa porra! Caralho, metal em esperanto é justamente o que eu precisava! O mundo não poderia ficar melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que esse lance poliglota nem é assim uma grande novidade pra banda. Os caras já fizeram várias presepadas nesse sentido, como regravar as baladas &lt;em&gt;Heart of steel&lt;/em&gt; (do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/manowar/kings_of_metal/"&gt;Kings of metal&lt;/a&gt;) em alemão, transformando-a em &lt;em&gt;Herz aus Stahl&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Courage&lt;/em&gt; (do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/manowar/louder_than_hell/"&gt;Louder than hell&lt;/a&gt;) em francês; gravar um versões metal para músicas como &lt;em&gt;Lady marmelade&lt;/em&gt; (francês), da ópera &lt;em&gt;Nessun dorma&lt;/em&gt; (italiano) etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324320296523868210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SePJGai1KDI/AAAAAAAAAa0/Gj1adAyHCms/s320/Manowar+1.jpg" border="0" /&gt;Caralho... &lt;strong&gt;Manowar&lt;/strong&gt;, nunca mude. Vocês são a perfeição de toda a genialidade e tosquice do heavy metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: em outras notícias manowarásticas, os caras rerrecrutaram o primeiro baterista da banda, &lt;strong&gt;Donnie Hamzik&lt;/strong&gt; (que aparentemente foi demitido da banda depois do debú por não ser metal o suficiente), para participar da próxima turnê. Eu não sei muito bem o que o cara vai fazer, mas, porra, com certeza ele é bem melhor que o bigodón &lt;strong&gt;Scott Columbus&lt;/strong&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-4980327696763218935?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/4980327696763218935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=4980327696763218935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4980327696763218935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/4980327696763218935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/metal-poliglota.html' title='Metal poliglota'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SePI-xXaaCI/AAAAAAAAAas/fR0HuDmb8U4/s72-c/Logo+Manowar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-2181438781633253795</id><published>2009-04-09T17:14:00.010-03:00</published><updated>2009-04-27T00:29:39.985-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shows'/><title type='text'>G.R.E.S. Unidos do Iron Maiden</title><content type='html'>Por um lado, o &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; é uma daquelas bandas que define e sela a sua fodeza suprema nos palcos. Na ativa há quase trinta anos, o sexteto de velhinhos agita, empolga, emociona e levanta qualquer fã minimamente decente de metal (e além) com sua apresentação cheia de apetrechos, mas principalmente com uma performance magnética de todos os integrantes da banda. Por outro lado, os shows dos caras sempre tem seus poréns... ou pelos menos todos os que eu pude ver tiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 98, no primeiro em que eu fui (depois de perder a chance de vê-los em 93, no Maracanãzinho, divulgando o &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iron_maiden/fear_of_the_dark/"&gt;Fear of the dark&lt;/a&gt;; e em 95, na turnê do mala &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iron_maiden/the_x_factor/"&gt;The X factor&lt;/a&gt;), a formação ainda contava com o gordito &lt;strong&gt;Blaze Bayley&lt;/strong&gt; no posto de vocalista e, pra piorar, o setlist estava recheado de músicas do então último disco da banda, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iron_maiden/virtual_xi/"&gt;Virtual XI&lt;/a&gt;, certamente o mais horroroso da longa discografia dos caras. Pra piorar a situação, o relacionamento do resto da banda com &lt;strong&gt;Blaze&lt;/strong&gt; já não era dos melhores a essa altura do campeonato, o que levou os caras a brigarem e não tocarem o bis! O que fez desse show algo quase histórico pelo fato de não terem rolado hinos como &lt;em&gt;The number of the beast&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;The trooper&lt;/em&gt; (algo raríssimo na história da banda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, já com &lt;strong&gt;Bruce Dickinson&lt;/strong&gt; de volta no microfone, os caras fizeram o hoje clássico show no Rock in Rio III, um dos marcos definitivos do retorno do vocalista à banda. Além do problema crônico de falta de talento pra montar setlists (dessa vez, os caras mandaram o disco da época, &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iron_maiden/brave_new_world/"&gt;Brave new world&lt;/a&gt;, quase inteiro no show!), o show teve outro problema: eu. Explico. Nessa época, eu tava um pouco de saco cheio de metal, o que me levou a curtir menos ainda a apresentação dos caras (que ainda assim obviamente teve alguns momentos ultrafodaços).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 2004, os caras vieram divulgando o bem mediano &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iron_maiden/dance_of_death/"&gt;Dance of death&lt;/a&gt;, com mais um daqueles setlists mal-feitos pracaraca. Pra agravar a situação, eu entrei atrasado no show (ainda não tinha me acostumado com essa mania dos produtores de começarem os eventos na hora marcada! que audácia!), perdendo a abertura com &lt;em&gt;Wildest dreams&lt;/em&gt; (o que não me fez a menor falta), &lt;em&gt;Wrathchild&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Can I play with madness?&lt;/em&gt; (o que me deu uma certa dor no coração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras, eu já tinha desistido de ver o show 'perfeito' do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; há anos, mesmo com aquelas ocasionais turnês caça-níqueis só de clássicos que eles fazem de vez em quando. Até porque elas nunca passavam por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a gente precisasse ainda de provas da ganância da banda, no ano passado os caras inventaram de lançar mais uma daquelas coletâneas picaretas, chamada &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/comp/iron_maiden/somewhere_back_in_time___the_best_of__1980_1989/"&gt;Somewhere back in time&lt;/a&gt;, só com músicas da fase clássica... e vieram ao Brasil na turnê de divulgação! Era a grande opotunidade de ouro que qualquer fã que não tinha conhecimento de metal (ou nem existia) na época do primeiro Rock in Rio de se vingar e preencher uma séria lacuna. Só que, como nada é perfeito, os caras não vieram tocar no Rio e eu fiquei a ver navios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322896685422174290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sd66VV6xYFI/AAAAAAAAAak/_FaTJ_Aj6b8/s320/Em+algum+lugar+no+passado.jpg" border="0" /&gt;Só que a indignação dos fãs ausentes foi tão grande, que os caras divulgaram que iriam voltar ao Brasil pra tocar nas cidades que ficaram faltando... e esse texto todo aí em cima foi só pra explicar que, sim, finalmente o &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; ia fazer um show com um setlist decente aqui na minha cidade. Eu tinha a chance de ver 'o' show de uma das bandas mais fodas da história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o tipo de evento imperdível pra quem gosta de metal... e o público que foi à Praça da Apoteose no dia 14 de março comprovou que a banda transcende o gênero, juntando gente de todas as idades, perfis e gostos musicais em uma mulambada só. O lugar estava cheio, bem cheio, e, logo depois de a gente adentrar a pista, soou pelo sistema de som o clássico &lt;em&gt;Doctor doctor&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;UFO&lt;/strong&gt; e, em seguida, a voz de um tal Winston Churchill falando uns lances aí sobre guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322896558093089618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sd66N7lJu1I/AAAAAAAAAac/MZdnNhFikoM/s320/Logo+Iron+Maiden.jpg" border="0" /&gt;Desnecessário dizer que os arrepios eram generalizados e que a casa só não veio abaixo porque a Apoteose não é bem uma casa e não tem um teto pra cair na cabeça das pessoas. A massa presente agitou de uma maneira absurda desde as primeiras notas do clássico &lt;em&gt;Aces high&lt;/em&gt;, em um delírio que só se abafou em poucos momentos da noite. Particularmente, eu achei a música - daquelas que eu sempre quis ver ao vivo - meio decepcionante. Não funciona tão bem no show como no CD, mas de qualquer jeito foi foda naquele sentido 'um item a menos na lista de coisas que tenho que ver antes de bater as botas'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que aí já começavam a se desenhar os poréns, aqueles que sempre aparecem nos shows do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt;, da noite. Em primeiro lugar, a Apoteose estava cheia pracaralho e, no meio do povo que foi lá curtir o evento, estavam uns filhos da puta batendo a carteira de geral. Caralho, eu fiquei o show inteiro ouvindo uma porrada de gente perguntando se tinham achado a carteira deles, e outros perguntando se tinha algum Zé da Silva por perto, porque tavam com os documentos do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que cortava o barato do show em diversos momentos. Em alguma das primeiras músicas (talvez na própria &lt;em&gt;Aces high&lt;/em&gt;), algum desses retardados meteram a mão no meu bolso, e eu, no meio da muvuca, sem ver porra nenhuma, saí distribuindo cotoveladas de graça, provavelmente acertando gente que não tinha nada a ver com a história. Pelo menos não perdi minhas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro grande problema da noite também ficou claro desde o início: o som. Fico com receio de botar a culpa na Apoteose (que notoriamente não tem um som lá muito bom), porque os outros shows que eu vi lá esse ano estavam bem tranquilos nesse sentido. Em muitos momentos, você mal ouvia os caras tocando, até mesmo quando a galera parava de cantar, o que é um absurdo. Seja de quem for a culpa, foi um problema grave, porque como todo mundo sabe, show de metal tem que ser alto pracaralho, pra você sair com o ouvido zunindo de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, tudo isso ainda foi pouco pra apagar o brilho da estrela principal da noite: o setlist absolutamente fora de série. Apesar de contar com uma ou outra música desnecessária (porra, incluir &lt;em&gt;Fear of the dark&lt;/em&gt; num show em que a banda se propõe a tocar material da era clássica é uma forçação absurda), a coisa já estava boa demais como foi, em particular para a tradição do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt;. Além disso, o set tinha algumas mudanças em relação ao show de São Paulo no ano passado, o que tornava a noite ainda mais interessante pra quem pode ver a primeira passagem da turnê pelo Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a banda não perdeu tempo em mostrar as novidades: logo de cara, depois de &lt;em&gt;Aces high&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;2 minutes to midnight&lt;/em&gt;, os caras pegaram aquela viagem no tempo e mandaram &lt;em&gt;Children of the damned&lt;/em&gt;, uma das mais improváveis da noite. Infelizmente, o &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; sempre teve a mania de tocar as músicas, em particular as mais lentas, com um andamento mais acelerado ao vivo (vide &lt;em&gt;Revelations&lt;/em&gt; no &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iron_maiden/live_after_death/"&gt;Live after death&lt;/a&gt;), o que meio que arruinou o clima melancólico da quase-balada. De qualquer jeito, a parte final, mais empolgada, foi fodaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que não dá muito pra parar e falar de música em música, porque, porra, o setlist era foda demais e o post iria ficar muito grande. A banda e, em particular, o &lt;strong&gt;Bruce Dickinson&lt;/strong&gt; comandava os movimentos histéricos do público, que só parava vez ou outra pra procurar a carteira afanada. O fato é que todo mundo delirava e cantava com a execução alternada de clássicos que nunca faltam no show da banda e coisas um pouco mais improváveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi um desses momentos improváveis (mas que todo mundo já estava careca de saber que ia rolar) que definiu a noite pra mim e, acredito, pra muita gente: a certa altura, os caras tocaram &lt;em&gt;Rime of the ancient mariner&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetindo, os caras tocaram &lt;em&gt;Rime of the ancient mariner&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inteira. Todos os 13 minutos fenomenais de (talvez) a única música realmente 'épica' realmente foda da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu nessa hora foi um transe absoluto do público, que não sabia se cantava, se batia cabeça, se fazia air qualquer intrumento da sua preferência, se ficava só embasbacado olhando. Foram 13 minutos mágicos, fodaços, perfeitos, de dar frio na espinha. Nessa hora, deu pra esquecer de tudo e simplesmente entrar na viagem de uma das músicas mais fodas da banda e certamente o momento mais transcendente do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante, tudo seria anti-clímax se ainda não rolasse uma sequência fudida de clássicos (e sempre me espanta ver como neguinho ama &lt;em&gt;Fear of the dark&lt;/em&gt;! caralho, como nego canta essa música a plenos pulmões e faz ela ficar umas mil vezes melhor nos shows!) que, claro, não chegaram ao nível do grande épico da noite, mas também não deixaram a peteca cair em nenhum momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda fazia aquela performance agitada tradicional, com um palco não tão sinistro como aquele do Rock in Rio, mas ainda assim cheio de efeitos, trocas de panos de fundo etc. Da minha posição, eu não conseguia ver lá muito bem a banda em ação (só parte do palco), então tive que me contentar em acompanhar parte do show pelo telão, mas nada que prejudicasse muito o aproveitamento. A verdade é que, já tendo visto a banda ao vivo três vezes antes, nada daquilo era uma grande novidade pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do set normal reservou os momentos que chegaram mais perto de desafiar o trono da &lt;em&gt;Rime of the ancient mariner&lt;/em&gt;. A execução da obra-prima &lt;em&gt;Hallowed be thy name&lt;/em&gt; foi, como sempre, arrepiante, maravilhosa mesmo, só que dessa vez ela acabou mesmo perdendo seu posto cativo de grande momento do show da banda. Na sequência, veio a música que dá nome à banda, em performance impecável do sexteto e com um Eddie gigante aparecendo no palco e soltando fogos para coroar a noite sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta pros palcos foi anunciada pelo ultraclássico 'woe to you, oh earth and sea' que abre uma das músicas mais famosas da banda (e um dos maiores clássicos do metal), &lt;em&gt;The number of the beast&lt;/em&gt;. Talvez o público já estivesse meio cansado de tanto se esgoelar a essa altura, mas o fato é que o povo (pelo menos aqueles à minha volta) decepcionou em um momento que deveria ser um dos mais espetaculares da noite. A banda e os presentes se redimiram em &lt;em&gt;The evil that men do&lt;/em&gt;, um surpreendente destaque do show, que contou com um bonecão-do-posto do Eddie andando pelo palco, empunhando aquela arma futurista do &lt;a href="http://rateyourmusic.com/release/album/iron_maiden/somewhere_in_time/"&gt;Somewhere in time&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra encerrar, os ingleses escolheram a velhona &lt;em&gt;Sanctuary&lt;/em&gt;, segundo single da banda e uma das músicas menos &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt;. É verdade que ela é um dos melhores exemplos do lado NWOBHM do grupo (especialmente com o &lt;strong&gt;Paul Di'Anno&lt;/strong&gt; cantando), mas o fato é que os caras têm muita, mas muita coisa melhor pra tocar e, em especial, pra fechar um show. De qualquer jeito, o público pareceu curtir a música, então vai ver é um problema pessoal meu com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa nota meio anticlimática, o show foi encerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquela que deveria ter sido a apresentação perfeita do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; não foi assim tão perfeita e deixou um pouco a desejar... mas, de qualquer jeito, os grandes momentos da noite são daquele tipo imortal, que não vai sair da memória de quem esteve na Apoteose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o tal show perfeito do &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; não exista, pelo menos não pra mim. Mas essa foi, provavelmente, a melhor e mais empolgante apresentação da banda inglesa que eu já testemunhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setlist fora de ordem: &lt;em&gt;Sanctuary&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Phantom of the opera&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Iron maiden&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Wrathchild&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Children of the damned&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The number of the beast&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Run to the hills&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Hallowed be thy name&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The trooper&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Aces high&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;2 minutes to midnight&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Powerslave&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Rime of the ancient mariner&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Wasted years&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The evil that men do&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Fear of the dark&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-2181438781633253795?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/2181438781633253795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=2181438781633253795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2181438781633253795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/2181438781633253795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/gres-unidos-do-iron-maiden.html' title='G.R.E.S. Unidos do Iron Maiden'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sd66VV6xYFI/AAAAAAAAAak/_FaTJ_Aj6b8/s72-c/Em+algum+lugar+no+passado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-3074443534658650005</id><published>2009-04-07T12:32:00.006-03:00</published><updated>2009-04-07T12:44:44.935-03:00</updated><title type='text'>Shows que eu gostaria de ver, quase deu, mas não rolou (mas tenho fotos!): Opeth em São Paulo</title><content type='html'>É... não deu. Perdi aquele que provavelmente foi o show do ano. Mas foi por um bom motivo, provavelmente o melhor deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, ficam aqui umas fotos que me mandou meu grande amigo Diniz, pra eu pelo menos ter o gostinho da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321973596289681762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sdtyye7ayWI/AAAAAAAAAaE/6r7AewYsbpE/s320/IMG_3582.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321974498864236242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SdtznBR9htI/AAAAAAAAAaM/h9Usfr89yW8/s320/IMG_3605.JPG" border="0" /&gt;(&lt;strong&gt;Mikael Akerfeldt&lt;/strong&gt; e sua camisa de &lt;em&gt;Conan, o bárbaro&lt;/em&gt;... esse cara subiu ainda mais no meu conceito!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como eu queria ter visto &lt;em&gt;Godhead's lament&lt;/em&gt; ao vivo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10400786-3074443534658650005?l=soral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soral.blogspot.com/feeds/3074443534658650005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10400786&amp;postID=3074443534658650005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3074443534658650005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10400786/posts/default/3074443534658650005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soral.blogspot.com/2009/04/shows-que-eu-gostaria-de-ver-quase-deu.html' title='Shows que eu gostaria de ver, quase deu, mas não rolou (mas tenho fotos!): Opeth em São Paulo'/><author><name>Jotun</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07438926439404749956</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/SNCGUYhAIQI/AAAAAAAAACU/QaCHBQ5Ugv8/S220/O+rei.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sdtyye7ayWI/AAAAAAAAAaE/6r7AewYsbpE/s72-c/IMG_3582.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10400786.post-1047587463693216003</id><published>2009-04-06T19:01:00.011-03:00</published><updated>2009-04-07T12:32:20.548-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal e videogames'/><title type='text'>Metal e videogames: Guitar hero temático</title><content type='html'>Eu nunca joguei esses troços de &lt;em&gt;Guitar hero&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Rock band&lt;/em&gt; e genéricos não, mas é sempre interessante pra mim ver como o metal aparece nesses jogos. Por exemplo, como eles botaram o solo absurdamente surtado da &lt;em&gt;Raining blood&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;Slayer&lt;/strong&gt; pra neguinho arrancar os cabelos tentando tocar; ou como a música mais difícil do &lt;em&gt;Guitar hero III&lt;/em&gt; era do &lt;strong&gt;Dragonforce&lt;/strong&gt;! E agora, saiu uma edição do jogo totalmente dedicada ao heavy metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321750613047586418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dv-Yu1tK9XI/Sdqn_JnrLnI/AAAAAAAAAZc/S96WEW9eCjQ/s320/Guitar+hero+Metallica+5.jpg" border="0" /&gt;Nada mais justo do que escolherem o &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; pra estrelar o jogo temático de metal (e o segundo temático de bandas, depois do &lt;strong&gt;Aerosmith&lt;/strong&gt;), já que é defitivamente a banda mais popular da história do gênero. Além de ser uma banda americana, o que certamente facilita sua seleção frente aos outros canditados mais prováveis, tipo o &lt;strong&gt;Iron Maiden&lt;/strong&gt; ou o &lt;strong&gt;Black Sabbath&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o termo 'guitar hero' ser aplicado ao &lt;strong&gt;Metallica&lt;/strong&gt; pode ser facilmente questionado, já que nenhum dos dois guitarristas da banda podem ser considerados 'guitar heroes' no sentido estrito do termo... apesar de o &lt;strong&gt;James Hetfield&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Kirk Hammer&lt;/strong&gt; formarem uma das melhores dobradinhas nas seis cordas da história do heavy metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321751490675775602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http
